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Depois da Starlink de Elon Musk, Amazon anuncia que também terá internet que pega em qualquer lugar

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 12/04/2025 às 11:13
Amazon desafia Elon Musk com internet via satélite de alta velocidade e baixo custo; primeiros satélites serão lançados em abril de 2025.
Amazon desafia Elon Musk com internet via satélite de alta velocidade e baixo custo; primeiros satélites serão lançados em abril de 2025.
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Gigante da tecnologia surpreende ao anunciar uma iniciativa ousada e espacial que promete transformar a forma como o mundo inteiro se conecta à internet.

Constelação de mais de 3 mil satélites pretende levar conexão rápida a qualquer ponto do planeta, inclusive regiões sem cobertura tradicional

A corrida pela dominância da internet via satélite ganhou um novo e poderoso competidor.

Depois do sucesso da Starlink, da SpaceX de Elon Musk, a Amazon prepara o lançamento da sua própria constelação espacial, com a promessa de levar conexão de alta velocidade a qualquer lugar do mundo — inclusive a áreas remotas onde a internet tradicional não chega.

O projeto ambicioso da gigante do e-commerce, batizado de Projeto Kuiper, prevê a instalação de mais de 3.200 satélites em órbita terrestre baixa (LEO), criando uma malha de cobertura global para fornecer internet rápida, estável e de baixa latência.

O primeiro grande passo acontecerá no dia 9 de abril de 2025, quando a Amazon colocará em órbita os primeiros 27 satélites da missão KA-01, a partir da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, Estados Unidos.
O lançamento será realizado com o foguete Atlas V, da United Launch Alliance (ULA).

Avanços tecnológicos e menor impacto visual

Segundo a própria Amazon, os novos satélites são tecnologicamente superiores aos protótipos testados em outubro de 2023, trazendo inovações como processadores de última geração, antenas de matriz faseada, painéis solares mais eficientes e links ópticos para comunicação entre satélites.

Pensando na comunidade científica, os engenheiros da empresa também buscaram reduzir a poluição visual no céu noturno, aplicando um revestimento com filme espelhado dielétrico que reflete menos luz solar.
Essa medida atende a críticas feitas à Starlink, cujos satélites interferem na observação astronômica.

Outro ponto de destaque é o sistema de propulsão ativo, que permite controle individual de cada satélite, desde o lançamento até o posicionamento final e a operação em órbita, aumentando a segurança e a precisão na formação da constelação.

Três tipos de antena para três perfis de usuário

A internet da Amazon será acessível por meio de terminais do cliente, que funcionam como antenas receptoras.
A empresa vai disponibilizar três modelos diferentes, cada um voltado para um tipo específico de usuário.

O modelo mais compacto, com cerca de 500 gramas, foi projetado para atender usuários residenciais, empresas de pequeno porte e aplicações móveis, como embarcações e veículos em movimento.
Esse terminal promete velocidades de até 100 Mbps.

Já a versão intermediária, que pesa em torno de 5 kg, oferece uma velocidade superior, chegando a 400 Mbps.

Por fim, o terminal mais robusto e potente, com formato retangular, será destinado a empresas e agências governamentais, com capacidade de entrega de até 1 Gbps de velocidade.

Satélites em órbita baixa garantem menor latência

Uma das principais vantagens do Projeto Kuiper é o posicionamento estratégico dos satélites.

Eles estarão a apenas 450 km da superfície terrestre, distância que garante menor latência e maior velocidade de resposta — um dos principais diferenciais da internet via satélite em comparação com redes tradicionais ou satélites geoestacionários.

Além disso, a Amazon está investindo em uma robusta infraestrutura terrestre, com antenas de gateway espalhadas por diferentes pontos do globo, capazes de enviar e receber dados dos satélites e retransmiti-los para os usuários.

A central de operações do sistema está localizada em Redmond, no estado de Washington, nos Estados Unidos.

O nome vem do espaço, e a ambição é galáctica

O nome do projeto não foi escolhido por acaso.

Kuiper é uma referência ao Cinturão de Kuiper, uma região do Sistema Solar situada além da órbita de Netuno, rica em corpos gelados e cometas.

A escolha reforça o caráter espacial e visionário da iniciativa.

Desde a fundação do projeto em 2019, a Amazon tem reforçado seu compromisso com a inclusão digital global.

A proposta é oferecer uma alternativa viável de conexão em regiões onde operadoras convencionais não atuam, como áreas rurais, florestas, desertos, zonas de conflito e comunidades isoladas.

Quanto vai custar a nova internet da Amazon?

Embora a Amazon ainda não tenha divulgado oficialmente os preços do serviço, a expectativa é de que os valores sejam mais acessíveis do que os praticados pela concorrência, em especial pela Starlink.

Segundo informações disponíveis na página do projeto, a empresa pretende adotar a mesma filosofia de baixo custo aplicada em outros produtos da marca, como os dispositivos Echo e os leitores Kindle.

O valor estimado do terminal de cliente mais básico será de aproximadamente US$ 400 (cerca de R$ 2.276 na cotação atual).

Já a mensalidade do serviço variará conforme o plano de velocidade contratado.

A ideia é que os testes com clientes corporativos e usuários selecionados comecem ainda este ano, conforme o cronograma divulgado pela Amazon.

A operação comercial em larga escala está prevista para começar no final de 2025, inicialmente em regiões específicas.

No Brasil, a empresa já conta com a autorização da Anatel para oferecer internet via satélite, concedida em 2022. No entanto, a data de início das operações no país ainda não foi divulgada.

Com o Projeto Kuiper, a Amazon entra oficialmente em um mercado dominado por Elon Musk, cuja Starlink já conta com mais de 5 mil satélites em operação e milhões de usuários em dezenas de países.

No entanto, especialistas apontam que a concorrência pode ser positiva para os consumidores, forçando a redução de preços e melhorias constantes na qualidade dos serviços.

Outro diferencial da Amazon é a possibilidade de integração com seus outros serviços, como AWS (nuvem), dispositivos inteligentes e soluções para internet das coisas (IoT), o que pode impulsionar a adoção em setores como agronegócio, logística, defesa e educação.

Você gostaria de ter uma internet que funciona até no meio da floresta ou em alto-mar?
Comente onde você usaria a conexão da Amazon e se ela pode realmente superar a Starlink de Elon Musk!

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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