Em 2022, a Electrolux anunciou a demissão de 4 mil funcionários, agora, a empresa segue com o mesmo esquema, para tentar reverter a situação.
Na manhã dessa sexta-feira, (27/10), a gigante sueca dos eletrodomésticos, Electrolux, anunciou resultados financeiros preocupantes, com uma queda anual de 7,9% na sua receita líquida do grupo. A empresa registrou uma receita de 33,43 bilhões de coroas suecas, equivalentes a US$ 2,99 bilhões. O principal fator por trás desse desempenho negativo é a diminuição na demanda por seus produtos, à medida que os consumidores buscam opções mais acessíveis no mercado. Por conta disso, a Electrolux fará a demissão de mais de 3 mil funcionários.
Receita da Electrolux sofre queda de 7,9% em meio à busca por produtos mais baratos
Em meio a esse cenário desafiador, a Electrolux conseguiu reverter uma tendência de prejuízo, apresentando um lucro líquido de 123 milhões de coroas suecas, em contraste com o prejuízo de 605 milhões de coroas suecas do ano anterior.
No entanto, esse anúncio não impediu a queda das ações da empresa na bolsa de Estocolmo, com um declínio de 13,63%, chegando a 89,56 coroas suecas por ação.
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Plano de reestruturação e demissão em massa
Em resposta aos resultados desanimadores, a Electrolux revelou um plano de reestruturação audacioso.
O objetivo da empresa é demitir mais de 3.000 funcionários e diversos custos, visando economizar entre 3 bilhões e 4 bilhões de coroas suecas.
Essa medida, no entanto, não deverá resultar em uma melhoria imediata nos lucros, uma vez que a empresa prevê que o processo de enxugamento de custos levará algum tempo.
Além disso, a Electrolux já havia anunciado a demissão de 4.000 colaboradores em outubro de 2022.
Agora, com a nova rodada de demissões, a empresa afetará cerca de 6,5% de sua força de trabalho, totalizando mais de 3.000 funcionários dispensados.
Atualmente, a Electrolux emprega cerca de 46.000 pessoas.
O futuro da Electrolux
O CEO da Electrolux, Jonas Samuelson, explicou que essa nova onda de demissão é uma resposta à persistente fraca demanda do mercado e à incerteza contínua.
Samuelson afirmou: “Não temos outra opção além de entender que esse ambiente vai perdurar por mais tempo. Nossos clientes ainda terão desafios a superar no futuro. Por isso, estamos agindo de acordo com o momento.”
A Electrolux, que já é uma marca consolidada no mercado de eletrodomésticos, agora enfrenta desafios significativos para se adaptar às necessidades dos consumidores em busca de produtos mais acessíveis, em meio a uma economia global incerta.
O impacto dessas demissões em massa ainda precisa ser avaliado à medida que a empresa prossegue com seu plano de reestruturação para recuperar seu posicionamento no mercado.


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