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De vendedor de carros a dono de indústria que fatura R$ 220 milhões por ano, empresário brasileiro cria peças automotivas no quintal da mãe, atende 17 montadoras e constrói um império no setor automotivo

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Escrito por Carla Teles Publicado em 30/12/2025 às 20:49
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De vendedor de carros a dono de indústria, empreendedor brasileiro cria indústria de peças automotivas e atende montadoras de automóveis com peças automotivas.
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De vendedor de carros a dono de indústria, Marco Marques começa produzindo frisos no quintal da mãe, atende 17 montadoras, fatura R$ 220 milhões por ano e mostra na prática como visão, disciplina e gestão de risco constroem um império automotivo.

Ser apenas mais um no balcão de vendas nunca foi opção para Marco Marques. Aos 20 e poucos anos, ele trabalhou como vendedor de automóveis em uma concessionária de uma grande montadora, ouvindo todos os dias os desejos e as reclamações de quem queria personalizar o carro sem complicação. Foi ali que começou a transformação de vendedor de carros a dono de indústria, caminho que o levaria a criar uma empresa capaz de faturar R$ 220 milhões por ano com peças automotivas.

O que começou como uma produção simples de frisos no fundo do quintal da casa dos pais virou a maior e mais bem-sucedida indústria de acessórios automotivos do Brasil.

Hoje, a Kitoplastic atende 17 montadoras, mantém estruturas industriais modernas, investe em tecnologia de pintura e injeção plástica e revela, passo a passo, o que foi necessário para que um ex vendedor de carros a dono de indústria construísse um negócio multimilionário sem perder a visão de quem já esteve do outro lado do balcão.

Do balcão da concessionária ao quintal da mãe

Antes de se tornar referência em acessórios para automóveis, Marco trabalhava como vendedor em uma concessionária de uma grande marca japonesa.

Todos os dias, via clientes pedindo detalhes extras, frisos, personalizações e soluções que nem sempre eram simples ou baratas.

Foi nesse contato direto com o consumidor que o vendedor percebeu um espaço de mercado que ainda não tinha dono.

A virada veio quando ele decidiu sair da teoria e partir para a prática. Em 2000, deixou de ser apenas vendedor de carros a dono de indústria em formação, começando a produzir frisos automotivos no quintal da casa dos pais.

Não havia estrutura sofisticada, apenas vontade de testar uma ideia simples: criar uma peça que fosse mais fácil de instalar, mais amigável para quem vendia e mais interessante para quem comprava.

A sacada que transformou frisos em negócio milionário

Na época, muitos carros a diesel importados chegavam ao Brasil com frisos originais que exigiam furar a porta para instalar.

Era um processo mais demorado, com risco maior e resultado nem sempre perfeito. Marco enxergou a oportunidade de desenvolver uma peça que não precisasse de furo e já chegasse pintada, pronta para aplicação.

Essa visão mudou tudo. Ele pensou primeiro em quem venderia a peça e não apenas em quem fabricaria, facilitando a vida do vendedor na concessionária e do cliente que buscava praticidade.

O resultado foi direto: concessionárias começaram a preferir o produto dele, assim como os consumidores, que tinham uma solução mais simples e eficiente.

O que tinha nascido na calçada e no quintal passou a tomar corpo como empresa, aproximando cada vez mais o caminho de vendedor de carros a dono de indústria consolidado.

A fábrica que nasce pequena e vira referência

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Com o aumento da demanda, a estrutura improvisada no fundo de casa já não dava conta. A empresa cresceu, ganhou galpões, máquinas de injeção plástica, áreas de montagem, pintura e logística.

Em pouco tempo, a Kitoplastic saiu da escala quase artesanal para um modelo industrial robusto, capaz de atender montadoras em diferentes regiões.

Na área de produção, a jornada começa pelo grão de plástico ABS. O material é sugado para os equipamentos, passa por um processo de secagem para retirar a umidade e segue para o funil aquecido, onde a rosca empurra o plástico derretido para dentro do molde.

Um ciclo de injeção, um robô que retira a peça por sucção e uma esteira que recebe o friso ainda quente mostram o quanto a operação deixou de ser caseira para se tornar industrial.

Hoje, a empresa opera com linhas de pintura contínuas, cabines modernas e parceria com fornecedores de tecnologia.

A velocidade da esteira é constante, a peça entra, recebe tratamentos de limpeza, primer e tinta e sai pronta para seguir para a montagem.

A comparação com o início é inevitável. Se Marco tivesse esperado ter uma cabine de última geração para começar, continuaria apenas como vendedor de carros, não teria virado dono de indústria.

De R$ 8 mil por mês a R$ 220 milhões por ano

Os números ajudam a entender a dimensão da jornada. No começo, o faturamento girava em torno de R$ 8 mil por mês, algo próximo de R$ 96 mil por ano.

Com o tempo, a carteira de clientes cresceu, as montadoras se multiplicaram e os volumes dispararam. A empresa passou a fornecer para marcas conhecidas, espalhadas por todo o país.

Hoje, o negócio que nasceu da visão de um vendedor de carros a dono de indústria chega a um faturamento anual de R$ 220 milhões.

No caminho entre esses dois extremos, houve bastante risco, reinvestimento constante, reinvenção de produto, diversificação de peças e muito aprendizado na marra.

As fábricas atuais contam com equipes especializadas, desde a equipe de instalação de fita dupla face e montagem dos kits de frisos até a área de pintura, o setor de injeção plástica e o desenvolvimento de tintas.

Cada detalhe da operação mostra o quanto o sonho cresceu, mas também o quanto o olhar do antigo vendedor continua presente, pensando em como facilitar a vida de quem está na ponta.

Diversificação, risco e o erro de depender de poucos clientes

Uma das maiores lições dessa trajetória está na gestão de risco. No início, a empresa chegou a ter uma concentração elevada de faturamento em poucas montadoras.

A saída de linha de um único modelo mostrou na prática o perigo de colocar todos os ovos em uma cesta só. A partir daí, uma diretriz ficou clara: é preciso vender para muitos CNPJs, não apenas para poucos grandes compradores.

Hoje, a empresa atende 17 montadoras e mantém displays e peças em concessionárias de várias marcas. Há frisos e acessórios expostos em suportes personalizados para fabricantes como Jeep, Renault, Kia, Hyundai, General Motors, Nissan, Fiat, Cherry e Volkswagen.

Em vez de apostar apenas nos gigantes, o foco passou a ser atender desde quem vende 100 mil carros até quem vende 5 mil, com o mesmo padrão de atenção técnica e comercial.

Essa estratégia reforça a mentalidade de que o caminho de vendedor de carros a dono de indústria não é feito apenas de grandes negócios pontuais, mas de uma base sólida sustentada por muitos clientes diferentes.

Quanto mais pulverizada a carteira, menor o impacto quando um contrato é encerrado ou um modelo some do mercado.

Gente, cultura e uma equipe que cresce junto

De vendedor de carros a dono de indústria, empreendedor brasileiro cria indústria de peças automotivas e atende montadoras de automóveis com peças automotivas.
Imagem: Como eu Faço?

Os números impressionam, mas é a estrutura humana que mantém o negócio de pé. Em um dos escritórios, já são cerca de 210 pessoas trabalhando nas áreas financeira, fiscal, contábil, comercial e de atendimento.

No departamento comercial, equipes se dedicam a cuidar de todas as montadoras e concessionárias atendidas, garantindo que as demandas sejam ouvidas e tratadas com rapidez.

Histórias de colaboradores com muitos anos de casa mostram que a cultura não foi construída só com máquinas e investimentos.

Desafios compartilhados, metas ousadas e conquistas em conjunto criam laços que sustentam a empresa por dentro.

A trajetória da gerente comercial, por exemplo, com quase uma década na empresa, simboliza esse crescimento lado a lado, em que as vitórias são vistas como resultado direto do esforço coletivo.

Mentalidade, rotina e equilíbrio emocional de quem comanda

Por trás do crescimento da empresa está também a rotina pessoal do empresário. Marco trabalha em média 14 horas por dia, mas cuida para que esse tempo tenha qualidade.

Dorme cedo, mantém uma rotina saudável e busca equilibrar intensidade com descanso para sustentar o ritmo ao longo dos anos.

Na visão dele, mentalidade positiva não é frase de efeito, é ferramenta prática de gestão. Ele fala de energia, de boa vibração, de acordar e dormir com a sensação de ter feito o máximo possível naquele dia. Esse equilíbrio aparece também na forma de lidar com notícias boas e ruins.

Nem euforia exagerada quando fecha um grande contrato, nem desespero absoluto quando perde um projeto importante. A ideia é trazer o fato para a análise, avaliar se o preço está adequado, se o prazo é viável ou se, em alguns casos, aquele negócio nem seria tão interessante assim.

Outra regra interna é não se deixar dominar pela frustração. Quando algo dá errado, ele defende que o tempo de abatimento seja curto, quase cronometrado.

,A pergunta não é “por que isso aconteceu comigo”, mas “o que eu vou fazer agora a partir disso”. Essa forma de pensar ajuda a manter o foco no próximo passo, não apenas no erro.

Lições para quem quer sair de funcionário a empreendedor

Uma das lições que Marco repete para quem sonha em empreender é começar onde já está. Na visão dele, antes de abrir um CNPJ próprio, o ideal é aprender a empreender dentro da empresa em que se trabalha hoje.

Observar de perto áreas como compras, vendas, logística, financeiro e jurídico dá uma visão de 360 graus do negócio que nenhum livro sozinho oferece.

A trajetória de vendedor de carros a dono de indústria só foi possível porque ele usou o ambiente da concessionária como sala de aula real, entendendo o comportamento do cliente, identificando uma necessidade concreta e testando uma solução simples no quintal da mãe.

Quando chegou o momento de expandir, ele já sabia o que o mercado queria, como funcionavam as operações e quais erros precisaria evitar.

No fim, a história mostra que ninguém nasce pronto. O que diferencia quem continua como funcionário de quem consegue virar vendedor de carros a dono de indústria é a capacidade de enxergar oportunidade no dia a dia, suportar as dificuldades sem desistir na primeira queda e construir, passo a passo, uma base sólida de clientes, processos e pessoas.

E você, depois de conhecer essa jornada de vendedor de carros a dono de indústria que fatura alto com peças automotivas, qual é o primeiro passo prático que poderia dar hoje para se aproximar do negócio que você quer ter no futuro?

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Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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