Edição recorde da Panini reúne seleções, cromos metalizados, custo elevado e já movimenta milhões de figurinhas entre colecionadores no Brasil
A nova coleção oficial da Copa do Mundo 2026 já começou a movimentar torcedores, colecionadores e pontos de venda em todo o Brasil.
O álbum lançado pela Panini reúne 980 figurinhas, contempla 48 seleções e se torna a maior edição já produzida pela marca para um Mundial.
A Copa de 2026 será disputada entre Canadá, Estados Unidos e México, em uma edição inédita com três países-sede.
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O produto também chama atenção pelo tamanho. São 112 páginas, versões de capa mole e capa dura, além de 68 cromos metalizados especiais.
Custo para completar o álbum preocupa colecionadores
Segundo a Panini e a CNN Brasil, cada envelope vem com sete figurinhas e custa R$ 7.
O cálculo mínimo exige 140 pacotes para alcançar as 980 unidades. Dessa forma, o gasto inicial fica em R$ 980.
A conta real, porém, costuma ser maior. As figurinhas repetidas fazem parte da dinâmica da coleção e aumentam o investimento final.
Conforme estimativas da CNN Review, completar o álbum pode custar a partir de R$ 1.004,90 e ultrapassar R$ 7 mil.
O valor depende da sorte na abertura dos pacotes, da quantidade de repetidas e das trocas realizadas durante a coleção.
Demanda cresce logo na primeira semana

O interesse do público apareceu rapidamente após o lançamento.
Segundo a Americanas, foram vendidas 4 milhões de figurinhas apenas na primeira semana.
A fábrica da Panini em Barueri, em São Paulo, também opera em ritmo intenso para atender Brasil e América Latina.
A produção diária chega a 11 milhões de cromos, reforçando a força da febre das figurinhas antes mesmo do início do Mundial.
Esse movimento mostra como o álbum segue relevante mesmo em uma era marcada por coleções digitais, aplicativos e redes sociais.
Trocas ajudam a reduzir gastos e repetidas
Muitos colecionadores conseguem economizar com organização, planejamento e trocas frequentes.
Grupos em aplicativos, feiras especializadas e encontros presenciais se tornaram aliados importantes para reduzir o acúmulo de repetidas.
As trocas aumentam as chances de completar o álbum sem depender apenas da compra de novos envelopes.
Colecionadores mais organizados costumam separar os cromos por número, seleção e tipo de figurinha.
Esse controle facilita negociações, evita perdas e torna o processo mais eficiente do início ao fim.
Acessórios ganham importância na coleção
Com centenas de cromos em circulação, a organização vai além do álbum.
Pastas, divisórias, porta-figurinhas e plásticos individuais ajudam a proteger os itens durante o manuseio e o transporte.
As 68 figurinhas metalizadas exigem cuidado extra, pois podem sofrer marcas, dobras e desgaste com mais facilidade.
A proteção também interessa aos colecionadores que pretendem preservar o álbum completo como item de memória esportiva.
Fim de uma era entre Panini e Fifa
A coleção de 2026 também ganhou peso histórico por outro motivo.
Na quinta-feira, 7 de maio de 2026, a Fifa anunciou a Fanatics Collectibles, por meio da Topps, como nova parceira de colecionáveis.
A mudança passa a valer a partir de 2031 e encerra uma relação histórica entre Fifa e Panini.
A parceria começou na Copa de 1970, no México, e chegará ao fim após cerca de seis décadas.
Pelo novo acordo, a Fanatics ficará responsável por produtos físicos, digitais e itens ligados às competições oficiais da entidade.
O contrato também prevê a distribuição gratuita de US$ 150 milhões em colecionáveis ao longo da parceria.
O que essa coleção representa para os fãs?
A edição da Copa do Mundo 2026 combina alto custo, recorde de figurinhas e forte apelo nostálgico.
A coleção também pode se tornar uma das últimas grandes edições da Panini com o selo oficial da Fifa.
Para muitos torcedores, completar o álbum vai além da diversão. Trata-se de guardar uma parte simbólica da história das Copas.
Diante de tantos pacotes, repetidas e trocas, você completaria esse álbum mesmo sabendo que o custo pode passar de R$ 7 mil?

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