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Conduzir motocicleta com calçado que não se firme aos pés vira uma das infrações mais graves em 2025 com multa imperdoável de R$ 130,16, perda de 4 pontos na CNH e alerta de risco imediato nas rodovias

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 30/01/2026 às 20:23
CNH - MULTA - TRÂNSITO - CHINELO - motocicleta
O Batalhão de Polícia Rodoviária flagrou 7.241 motociclistas com calçados que não firmem aos pés em 2025, somente em Alagoas.
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O Batalhão de Polícia Rodoviária flagrou 7.241 motociclistas com calçados que não firmem aos pés em 2025, somente em Alagoas

Multa imperdoável e 4 pontos na CNH! A cena é mais comum do que muita gente imagina: motociclista pilotando de chinelo ou sandália, achando que é só um detalhe do dia a dia. Só que, nas rodovias estaduais de Alagoas, isso virou um dos alvos mais frequentes da fiscalização em 2025.

O resultado chama atenção pelo volume. Conduzir motocicleta com calçado que não firme aos pés foi a segunda infração mais registrada no ano, com 7.241 autuações.

E não é apenas uma questão de recomendação. O Código de Trânsito Brasileiro enquadra a prática como infração média, com multa de R$ 130,16 e 4 pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

O que aconteceu nas rodovias estaduais de Alagoas e por que isso virou destaque em 2025

A fiscalização de trânsito nas rodovias estaduais foi feita em parceria entre o Departamento de Estradas de Rodagem e o Batalhão de Polícia Rodoviária. Dentro desse trabalho, o número de flagrantes por calçados inadequados explodiu e colocou a infração no topo do ranking de 2025.

O detalhe que mais chamou atenção foi a escala. Foram 7.241 casos ao longo do ano, um volume grande para um comportamento que muita gente ainda trata como inofensivo.

O chefe de fiscalização de trânsito do DER, Ednaldo Alves, reforçou que não se trata apenas de seguir regra, mas de reduzir riscos que acontecem em segundos durante a condução da motocicleta.

Por que chinelos e sandálias aumentam o risco de acidente em motocicleta, gera multa imperdoável e perda de pontos na CNH

Segundo o DER, usar chinelos ou sandálias ao conduzir motocicleta aumenta perigos reais, principalmente porque o pé perde firmeza e aderência. Em manobras rápidas, isso pode virar perda de controle.

Outro ponto é o contato com os comandos. Calçados soltos podem escorregar ou prender nos pedais de freio e de câmbio, dificultando ou até impedindo o controle correto da moto quando o condutor mais precisa reagir.

Também existe o risco direto em caso de queda ou colisão. Pés desprotegidos ficam mais vulneráveis a queimaduras, inclusive do escapamento, além de fraturas e escoriações. Por isso, a orientação é dar preferência ao uso de tênis ou botas.

Multa de R$ 130,16 e 4 pontos na CNH, o que o CTB prevê para quem insiste no erro

A infração é considerada de natureza média pelo CTB. Na prática, isso significa punição que pesa no bolso e no histórico do condutor.

Quem é flagrado conduzindo com calçado que não firme aos pés recebe multa de R$ 130,16 e soma 4 pontos na CNH. E existe um detalhe importante que muita gente ignora: a obrigatoriedade de usar calçados que firmem aos pés vale para todos os tipos de veículos, não apenas para motos.

O impacto foi imediato na fiscalização de 2025, porque a prática apareceu com frequência e virou motivo recorrente de abordagem.

Ranking de infrações do DER mostra contraste, licenciamento liderou com 10.692 multas

Mesmo com 7.241 autuações, a infração mais registrada em 2025 foi outra. O topo do ranking ficou com conduzir veículo registrado, mas sem o devido licenciamento, que gerou 10.692 multas.

Esse contraste ajuda a entender a escala do que aconteceu nas rodovias estaduais: duas infrações diferentes, ambas com milhares de registros, mostrando que a fiscalização atuou forte ao longo do ano.

No total, foram 56.422 autuações em 2025. Em 2024, o número foi menor, com 44.555, o que evidencia um aumento significativo de registros de infrações no período.

Capacete também entrou forte na fiscalização, 6.743 autuações e suspensão do direito de dirigir

A terceira infração mais frequente em 2025 foi conduzir motocicleta sem capacete, com 6.743 autuações. Aqui o enquadramento é mais pesado: é infração gravíssima, com multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH e suspensão direta do direito de dirigir por 2 a 8 meses.

Ednaldo Alves destacou que o capacete é item obrigatório e essencial, com preferência por modelos mais fechados, que protegem todo o rosto. Também lembrou que usar capacete sem viseira é infração e não garante proteção adequada nem para motociclista nem para garupa.

A mensagem é simples e direta: motocicleta já exige atenção extra, e os equipamentos corretos podem ser a diferença entre um susto e uma lesão grave.

Dirigir sem CNH ou permissão para dirigir: Outras infrações mais comuns em 2025 reforçam foco em documentação, iluminação e segurança

Além do calçado inadequado, do licenciamento e do capacete, a lista das infrações mais constantes em 2025 inclui uma sequência de situações que aparecem com frequência nas abordagens.

Entre elas estão dirigir sem CNH ou permissão para dirigir, com 4.739 multas, e conduzir veículo com defeito no sistema de iluminação, com 4.178 casos. Também aparecem conduzir motocicleta com passageiro sem capacete, com 3.326 flagrantes, e conduzir veículo com sistema de iluminação alterado, com 1.804.

A lista segue com permitir posse de veículo a pessoa sem CNH, com 1.481 registros, ultrapassagem em faixa contínua, com 1.431, deixar o condutor de usar cinto de segurança, com 1.184, deixar o passageiro de usar o cinto de segurança, com 1.128, e conduzir veículo sem equipamento obrigatório, com 1.111 ocorrências.

No fim das contas, o que parecia um detalhe pequeno, calçado inadequado, virou uma das maiores fontes de multa do ano e entrou no radar de quem circula pelas rodovias estaduais de Alagoas. Com milhares de autuações, punição prevista no CTB e riscos claros de acidente, o caso chama atenção porque mostra como escolhas simples podem virar consequência imediata na fiscalização e na segurança.

E você, já viu muita gente pilotando de chinelo ou sandália nas rodovias? Acha que a fiscalização está certa em apertar esse tipo de infração? Comente sua opinião e conte o que acontece na sua região.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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