Um empresário norte-americano adquiriu três faróis históricos em leilão, pagou cerca de R$ 1 milhão por uma das estruturas e iniciou um ambicioso projeto de restauração que pretende preservar o patrimônio marítimo, incentivar a educação ambiental e dar uma nova função a construções centenárias.
Imagine viver em uma casa cercada apenas pelo mar, instalada sobre uma estrutura metálica no meio do oceano e construída para orientar embarcações há mais de um século. O que parece cenário de filme se tornou realidade para o empresário norte-americano Richard Couse, conhecido como Rich, que decidiu investir uma verdadeira fortuna para preservar antigos faróis marítimos nos Estados Unidos.
A informação foi divulgada pelo programa Domingo Espetacular, da Record TV, em reportagem exibida em julho de 2026. A equipe acompanhou de perto a rotina do empresário e mostrou detalhes da restauração de um dos faróis históricos localizados na Baía de Chesapeake, no estado de Maryland, revelando como uma estrutura abandonada há décadas está ganhando uma nova vida.
O projeto chama atenção não apenas pelo investimento financeiro, mas também pela proposta de preservar um patrimônio histórico importante para a navegação marítima. Além disso, Rich pretende transformar esses faróis em espaços voltados à educação ambiental e ao turismo cultural.
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Empresário comprou três faróis históricos em leilão do governo dos Estados Unidos

A história começou quando o governo norte-americano colocou antigos faróis marítimos à venda por meio de um leilão público.
Apaixonado por restauração e preservação histórica, Richard Couse decidiu participar da disputa. Para isso, vendeu alguns terrenos e propriedades que possuía e utilizou os recursos para adquirir um dos imóveis mais incomuns do país.
Segundo a reportagem, o empresário pagou o equivalente a aproximadamente R$ 1 milhão por um dos faróis.
No entanto, esse não foi seu único investimento.
Rich comprou três faróis marítimos, todos com o objetivo de recuperar estruturas históricas que haviam perdido sua função original após a automatização dos sistemas modernos de sinalização náutica.
Durante a entrevista, o empresário revelou que frequentemente é chamado de “louco” por investir tanto dinheiro em construções localizadas no meio do oceano.
Mesmo assim, afirma que nunca teve dúvidas sobre o projeto.
Segundo ele, o objetivo não é apenas restaurar edifícios antigos, mas preservar parte da história da navegação norte-americana para as próximas gerações.
Um dos principais projetos é o Hooper Island Lighthouse, localizado na Baía de Chesapeake, em Maryland.
Construído há 122 anos, o farol permaneceu habitado durante aproximadamente 60 anos, período em que serviu como residência para os faroleiros responsáveis pela operação dos equipamentos de sinalização.
Com a automatização da estrutura, a presença humana deixou de ser necessária. Desde então, o local passou décadas abandonado, sofrendo com deterioração causada pelo tempo, pelo vento e pela maresia.
Reforma transforma estrutura centenária em um espaço moderno sem perder sua história

Para chegar ao farol, a equipe da reportagem embarcou em um barco de grande porte e percorreu aproximadamente 25 minutos de navegação desde o continente.
A aproximação exige habilidade do piloto. Como não existe píer convencional, a embarcação precisa ficar muito próxima da estrutura metálica para que visitantes subam por uma escada de ferro instalada na lateral do farol.
Segundo a reportagem, a equipe foi a primeira emissora de televisão de fora dos Estados Unidos autorizada a mostrar o interior da construção.
O farol possui seis níveis. Na parte superior, o sistema de sinalização marítima continua em funcionamento e segue auxiliando embarcações que cruzam a região.
Enquanto isso, os demais pavimentos passam por uma ampla restauração.
Quando Rich iniciou os trabalhos, o interior estava tomado por sujeira, ferrugem e entulho acumulado durante décadas de abandono.
Atualmente, a situação é bem diferente.
O empresário compartilha a evolução das obras em suas redes sociais, registrando cada etapa do processo de recuperação da estrutura histórica.
Segundo ele, a intenção é tornar o farol totalmente habitável.
Projeto prevê quartos, cozinha e área de observação com vista para o oceano
Boa parte da reforma já foi concluída.
O banheiro está pronto e alguns ambientes internos começaram a ganhar acabamento.
Os próximos passos incluem a construção de uma cozinha completa, dormitórios e espaços destinados aos visitantes.
Entre os detalhes que mais chamam atenção estão as janelas circulares originais, semelhantes às escotilhas de navios.
Mesmo após mais de 120 anos, elas permanecem preservadas e fazem parte da identidade arquitetônica do imóvel.
No último pavimento, Rich pretende instalar uma área de convivência com mesas, espaço para refeições e um mirante panorâmico.
Segundo ele, a principal atração continuará sendo a paisagem privilegiada da Baía de Chesapeake, especialmente durante o nascer e o pôr do sol.
O investimento total estimado para concluir toda a restauração gira em torno de R$ 7 milhões.
Embora o valor seja elevado, o empresário acredita que o retorno será muito maior do que financeiro.
Educação ambiental e preservação histórica são o foco do projeto
Rich afirma que pretende transformar os faróis em centros educativos e ambientais.
A proposta é receber visitantes, estudantes, pesquisadores e turistas interessados em conhecer a história da navegação marítima e a importância da preservação dessas construções históricas.
Além disso, o projeto busca mostrar que estruturas consideradas obsoletas podem ganhar novas funções sem perder seu valor histórico.
Um dos colaboradores da iniciativa, Thomas, também acredita no potencial da restauração.
Segundo ele, recuperar o farol significa preservar parte da memória marítima dos Estados Unidos e criar um espaço capaz de inspirar futuras gerações.
Na avaliação dos responsáveis pelo projeto, a combinação entre patrimônio histórico, turismo, educação e conservação ambiental pode garantir uma nova vida para construções que permaneceram esquecidas durante décadas.
Mais do que restaurar um edifício de 122 anos, Richard Couse pretende provar que preservar a história também é uma forma de construir o futuro. Seu projeto demonstra como investimento privado, paixão pelo patrimônio e compromisso com a educação podem transformar um antigo farol abandonado em um novo símbolo de cultura, sustentabilidade e valorização da memória marítima.
Você teria coragem de morar em um farol isolado no meio do oceano ou prefere admirar uma construção como essa apenas de longe?

