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A capital brasileira que já pertenceu a outro país, nasceu de um seringal e hoje encanta com parques amazônicos, prédios históricos e sabores de três fronteiras

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 14/07/2026 às 11:56 Atualizado em 14/07/2026 às 12:00
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Capital do Acre nasceu de um seringal às margens do Rio Acre, preserva marcos da Revolução Acreana e oferece parques, museus, mercados e uma culinária marcada por influências amazônicas, nordestinas, árabes e bolivianas aos visitantes

Rio Branco, capital do Acre, surgiu às margens do Rio Acre durante a expansão dos seringais e tornou-se cenário da disputa que incorporou o território ao Brasil. Atualmente, monumentos, museus, parques e mercados ajudam a contar essa trajetória, enquanto a gastronomia reúne influências amazônicas, nordestinas, árabes e bolivianas.

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Rio Branco começou ao redor de uma gameleira

A origem da cidade remonta a 1882, quando o cearense Neutel Maia fundou um seringal às margens do Rio Acre.

O núcleo surgiu próximo a uma gameleira centenária, que permanece como um dos principais marcos históricos da capital.

A árvore está localizada no Calçadão da Gameleira, considerado o berço de Rio Branco. Tombada como monumento histórico em 1981, a gameleira original possui mais de 2,5 metros de diâmetro no tronco.

Poucas décadas depois da fundação do seringal, a região tornou-se palco da Revolução Acreana. O conflito foi conduzido por seringueiros brasileiros, sob o comando de José Plácido de Castro, que defendiam a incorporação do território ao Brasil.

O desfecho ocorreu em 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis. Pelo acordo, o governo brasileiro adquiriu o território acreano da Bolívia e assumiu o compromisso de construir a Ferrovia Madeira-Mamoré.

A capital recebeu o nome de Rio Branco em homenagem ao Barão responsável pela negociação. Sua formação reúne três elementos centrais: o ciclo da borracha, o conflito pela posse do território e a redefinição da fronteira brasileira.

A capital que já pertenceu a outro país, surgiu ao redor de uma gameleira e hoje chama atenção pela história da borracha, Amazônia e culinária única
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Museus e monumentos preservam a Revolução Acreana

Parte dessa história pode ser conhecida no Palácio Rio Branco. Inaugurado em 1930 e transformado em museu em 2002, o edifício apresenta exposições sobre o ciclo da borracha, a Revolução Acreana e a luta ambiental liderada por Chico Mendes.

Outro ponto importante é o Memorial dos Autonomistas, também inaugurado em 2002. O espaço possui acervo fotográfico relacionado à Revolução Acreana, galeria de arte e o Theatro Hélio Melo, com capacidade para 150 pessoas.

No centro histórico também está o Novo Mercado Velho. Construído originalmente como Mercado Municipal na década de 1920, o local foi revitalizado e passou a reunir artesanato, ervas medicinais, produtos da floresta e refeições regionais.

Os principais pontos turísticos ficam concentrados entre o centro histórico e os parques urbanos. Segundo o material-base, dois dias inteiros são suficientes para percorrer as atrações mais conhecidas, com deslocamentos curtos de carro ou aplicativo.

Parques aproximam visitantes da floresta acreana

O Parque Ambiental Chico Mendes ocupa 50 hectares de mata preservada em uma área que funcionava como seringal. O espaço conta com trilhas, memorial dedicado ao ambientalista e o único zoológico do Acre.

Já o Parque da Maternidade possui 6 quilômetros de extensão ao longo de um igarapé no centro de Rio Branco. O parque reúne ciclovia, Biblioteca da Floresta e Casa dos Povos da Floresta.

O clima equatorial da capital apresenta duas estações bem definidas. O período seco, entre maio e setembro, é indicado no material para passeios ao ar livre e voos de balão sobre a floresta.

A capital que já pertenceu a outro país, surgiu ao redor de uma gameleira e hoje chama atenção pela história da borracha, Amazônia e culinária única
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Gastronomia mistura Amazônia, Nordeste, Bolívia e tradição árabe

A culinária local combina ingredientes amazônicos com costumes levados por nordestinos ligados ao ciclo da borracha.

A proximidade da Bolívia e a chegada de imigrantes árabes durante o século XX também influenciaram os pratos encontrados na cidade.

A rabada no tucupi é apresentada como um dos símbolos gastronômicos da capital. O prato combina rabo bovino cozido com o caldo amarelo extraído da mandioca e folhas de jambu.

O tacacá também utiliza tucupi e jambu, além de goma de tapioca e camarão seco. Servido em cuia, o preparo é conhecido pelo efeito levemente dormente provocado pelo jambu.

Entre as adaptações trazidas pela comunidade árabe estão os quibes de arroz e de macaxeira. O trigo foi substituído por ingredientes disponíveis na região, criando versões que se tornaram populares nas feiras locais.

A saltenha revela a influência boliviana. Descrita como uma espécie de empanada, ela é preparada com recheio de frango e batata e frita em óleo quente.

O Aeroporto Internacional Plácido de Castro fica a 20 quilômetros do centro. A cidade também está a 530 quilômetros de Porto Velho pela BR-364 e possui fuso horário duas horas atrás de Brasília.

A fronteira boliviana fica a 230 quilômetros, pelo caminho de Brasiléia, enquanto a divisa com o Peru está a 340 quilômetros, via Assis Brasil. As distâncias reforçam a posição de Rio Branco no extremo oeste brasileiro.

Esta matéria foi elaborada com base nas informações do material fornecido e no conteúdo atribuído ao canal Cidades & Cia, com dados, números e referências históricas preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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