Combustíveis usados em Angra 1 e 2 pela Eletronuclear poderão ser reaproveitados para geração de energia

Roberta Souza
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10-11-2020 19:04:50
em Economia, Negócios e Política
Energia, combustíveis, Eletronuclear Eletronuclear

O modelo que a Eletronuclear escolheu para armazenar combustíveis é viável tanto em termos de segurança, quanto na geração de energia a longo prazo

A Eletronuclear optou por armazenar os combustíveis usados de Angra 1 e Angra 2, não só por questões de segurança, mas também mantendo uma política estratégica de longo prazo. Tendo um grande desenvolvimento de tecnologia em todo o mundo, espera-se que esse material possa ser reutilizado para geração de energia, pois ainda possui 95% de conteúdo energético.

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A empresa americana Holtec, fornecedora de equipamentos e sistemas para o setor de energia, está construindo uma Unidade de Armazenamento a Seco (UAS) para a Eletronuclear, uma solução intermediária para o armazenamento seguro do combustível usado nas usinas de Angra 1 e Angra 2 – atualmente armazenados nas piscinas dentro da usina nuclear.

Marcelo Gomes, Chefe do Departamento de Novos Empreendimentos da Eletronuclear, ressalta que este método já é usado em diversos países. “A maioria dos países opta pela via da reciclagem ou do reaproveitamento, porque o combustível que sai do reator só queimou 5% daquilo que poderia entregar. Ele tem ainda 95% de teor energético para ser reaproveitado. A tecnologia está avançando muito nesse aspecto. Existem reatores rápidos que começar a se mostrar viáveis e que podem ser abastecidos com esse combustível”.

Gomes ainda diz que os avanços tecnológicos dos últimos anos têm mostrado que essa rota é segura e aceitável porque a capacidade de reaproveitamento desse combustível aparecerá em breve. “É uma solução bastante segura e inteligente, porque mantém as opções abertas. Não há menor problema ou questão de insegurança associada”.

A Holtec segue na finalização da UAS em Angra. O trabalho e os procedimentos de licença nuclear e ambiental estão em andamento. Em relação ao combustível irradiado atualmente armazenado nas piscinas das fábricas de Angra 1 e Angra 2, a transferência de materiais irradiados está prevista apenas para o ano que vem.

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Roberta Souza
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos