Em um vídeo sobre o custo de vida na China, um morador chamado Gangzi que ganha cerca de 100 yuans por dia, ou 15 dólares, mostrou quanta comida levou de um supermercado chinês. Com um dia de salário, encheu a geladeira e ainda almoçou um prato típico de porco por 2,50 dólares.
Quanto dá para comprar com um dia de trabalho? Em um vídeo postado no dia 13 de maio de 2026 que chamou atenção ao mostrar o custo de vida no interior chinês, um morador de uma cidade do interior da Vilas Taobao, na China resolveu levar ao supermercado o equivalente a um dia de salário, cerca de 100 yuans, ou 15 dólares, e registrar tudo o que conseguia colocar no carrinho.
No fim, o dinheiro encheu a geladeira e ainda sobrou para um almoço fora. A cena, gravada em um supermercado chinês econômico, virou um retrato de como os preços dos alimentos pesam no bolso por lá e acabou rodando o mundo justamente pela comparação inevitável com o custo de vida em outros países, como o Brasil.
O que cabe no carrinho com um dia de salário chinês

imagem: video
O protagonista do vídeo conta que pessoas da região ganham por volta de 100 yuans por dia, algo como 15 dólares ou cerca de 75 reais pela cotação atual.
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Com essa quantia no bolso, ele pedalou três quilômetros em uma bicicleta elétrica, sob 35°C, até um supermercado popular que, segundo ele, tem tudo para o dia a dia. A ideia era simples: gastar um dia de salário e ver quanta comida cabia no carrinho.
A lista foi recheada de básicos. Entre os itens, o arroz, descrito como essencial em qualquer mesa chinesa, saía por cerca de 28 centavos de dólar a cada 500 gramas, enquanto o tofu custava por volta de 30 centavos a caixa, o leite fresco cerca de 1,40 dólar o litro e o pimentão verde algo como 42 centavos os 500 gramas.
O morador ainda levou o corte mais barato de carne de porco, uma melancia vendida a aproximadamente 56 centavos de dólar o quilo, alho, cebolinha, pão e um coco.
No caixa, o total ficou em 16 dólares, sendo que o coco sozinho respondeu por cerca de 1,50 dólar, e a geladeira, segundo ele, ficou quase cheia.
Quanto custa o famoso porco da região no restaurante

A segunda parte do vídeo mostra que comer fora também pode ser barato. O morador foi a um restaurante e pediu um prato de porco típico da sua região, acompanhado de vegetais verdes e um rolinho de alga marinha.
A refeição completa custou 2,50 dólares, com direito a arroz por cerca de 24 centavos e servido à vontade, além de uma sopa simples oferecida de graça, como costuma acontecer por lá.
Mesmo assim, o morador faz uma ressalva que ajuda a entender o custo de vida local: considera aquele restaurante um pouco caro. Segundo a próprio homem, se comesse o mesmo prato em uma barraca de rua, o valor não passaria de 1,50 dólar.
É um detalhe que mostra como, naquela realidade, um almoço pronto pode custar uma fração de um dia de salário, algo que impressiona o público de fora.
Por que comparar com o Brasil engana e o que olhar

O vídeo viralizou porque a conta parece imbatível: encher a geladeira e almoçar fora com 15 dólares. Só que comparar esse valor diretamente com o Brasil, convertendo em reais, conta apenas metade da história.
Os preços mostrados são de uma cidade pequena, em um supermercado econômico, e com a moradora escolhendo sempre o item mais barato. Para uma comparação justa, é preciso olhar quanto esse gasto representa dentro da renda local.
E aí está o ponto central. Se um dia de salário no interior chinês gira em torno de 100 yuans, e a compra de vários dias custa cerca de 16 dólares, a comida pesa de forma diferente do que pesaria sobre uma renda brasileira.
O que de fato importa, quando se discute custo de vida, não é o preço em dólar isolado, mas a fatia do salário que vai para o prato. Por isso, especialistas em economia costumam usar o conceito de poder de compra, e não a simples conversão de moedas, para comparar países.
O que o vídeo mostra e o que não mostra
Vale lembrar que o retrato é parcial, e a própria criadora não esconde isso. Trata-se de um único dia, em uma cidade pequena e em um supermercado voltado a preços baixos.
Em metrópoles como Xangai ou Pequim, o custo de vida é bem mais alto, e o vídeo também não entra em despesas como moradia, energia e transporte, que costumam pesar tanto quanto a comida no orçamento de qualquer família, no Brasil ou na China.
Ainda assim, o registro tem valor por mostrar, na prática, como a cesta de alimentos pode ser barata no interior chinês quando comparada à renda de quem vive ali.
Mais do que provar que um país é melhor que o outro, o supermercado virou uma janela para um debate que interessa a todo mundo: o quanto o salário rende na hora de comer, um tema que não para de crescer nas redes.
Encher a geladeira e ainda almoçar fora com o equivalente a um dia de salário é o tipo de cena que faz qualquer um pegar a calculadora.
Vale ressaltar que um dia de trabalho na China com salário mínimo varia de ¥ 70 a ¥ 120 (cerca de R$ 55 a R$ 90), dependendo da província.
O país não possui um piso salarial único, e cada região define o próprio valor de acordo com o custo de vida.
Conte nos comentários quanto custaria essa mesma compra no seu supermercado e se um coco, no seu caso, sairia mais barato ou mais caro que na China.


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