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Ministro do Planejamento confirma que novo teto de faturamento do MEI ficará entre R$ 130 mil e R$ 140 mil por ano e revela que reajuste será aplicado de forma escalonada entre 2027 e 2028 em todo o Brasil

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Escrito por Felipe Alves da Silva Publicado em 26/06/2026 às 21:46 Atualizado em 26/06/2026 às 21:50
Novo teto de faturamento do MEI deve ser aplicado de forma escalonada entre 2027 e 2028
Novo teto de faturamento do MEI deve ser aplicado de forma escalonada entre 2027 e 2028
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Proposta do governo também prevê dobrar o número de funcionários que microempreendedores individuais podem contratar, e articulação política já começou na Câmara dos Deputados

O governo federal definiu, em linhas gerais, qual será o novo limite de faturamento para o enquadramento no MEI (Microempreendedor Individual). Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o novo teto deve ficar entre R$ 130 mil e R$ 140 mil por ano — valor que corresponde, segundo o próprio ministério, à reposição da inflação acumulada desde a última atualização da categoria, realizada em 2022.

O MEI é o regime tributário simplificado destinado a pequenos empreendedores que atuam de forma individual, sem sócios, e que faturam dentro de um limite anual pré-estabelecido por lei. Criada para formalizar trabalhadores autônomos e facilitar o acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e emissão de notas fiscais, a categoria se tornou, ao longo dos últimos anos, uma das portas de entrada mais relevantes para a formalização de pequenos negócios no Brasil — o que torna qualquer alteração em seu teto de faturamento uma medida de impacto direto sobre milhões de trabalhadores.

Desde a última atualização, em 2022, o limite de faturamento da categoria permaneceu congelado, mesmo com a inflação acumulada nos anos seguintes corroendo o poder de compra do teto vigente. Esse descompasso entre o valor nominal do limite e a inflação real é justamente o que a nova proposta do governo busca corrigir, segundo a equipe do Ministério do Planejamento.

De acordo com Moretti, a mudança não deve ocorrer de uma só vez. “A gente está trabalhando aqui com a perspectiva de atualizar esse teto para um patamar entre R$ 130 e 140 mil, que é mais ou menos a reposição da inflação no período. E isso será feito de forma escalonada entre 2027 e 2028”, afirmou o ministro, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC. A informação foi divulgada em 26 de junho de 2026 pelo portal ND Mais.

Proposta também amplia número de funcionários permitidos por microempreendedor

Microempreendedor organizando produtos em loja simples com notebook sobre o balcão
Novo teto de faturamento do MEI deve ser aplicado de forma escalonada entre 2027 e 2028

Além do reajuste no teto de faturamento, a proposta do Ministério do Planejamento prevê outra mudança significativa para a categoria: a ampliação do número máximo de empregados que podem ser contratados por microempreendedores individuais, que passaria de um para dois colaboradores. Atualmente, essa limitação é uma das principais críticas feitas por entidades representativas do setor, que apontam o número reduzido de contratações permitidas como um obstáculo ao crescimento natural de pequenos negócios que já ultrapassaram a fase inicial de operação.

Segundo o ministro, essa atualização atende a uma demanda histórica do setor e foi formulada com o cuidado de respeitar as regras fiscais e orçamentárias atualmente em vigor. “A gente atualizará o número de empregados que o MEI pode contratar. Hoje só pode contratar um. A expectativa é de mais uma contratação”, explicou Moretti.

Nesse sentido, a combinação entre reajuste do teto e ampliação da capacidade de contratação é vista pelo governo como uma forma de modernizar o regime do MEI sem comprometer o equilíbrio das contas públicas — já que a atualização do limite de faturamento, segundo a equipe econômica, apenas recompõe o valor real perdido para a inflação ao longo dos últimos anos, sem representar uma expansão além do que já havia sido originalmente planejado para a categoria.

Ainda assim, é importante destacar que a possibilidade de contratar um segundo funcionário não significa, automaticamente, que o microempreendedor deixará de ser MEI. A proposta mantém a lógica original do regime — simplificação tributária e burocrática para pequenos negócios —, apenas ampliando a margem operacional de quem já formalizou sua atividade dentro dessa modalidade.

Articulação política já avança na Câmara dos Deputados

A tramitação da proposta também já começou a ganhar corpo politicamente. Segundo o ND Mais, o ministro José Guimarães se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, para alinhar os próximos passos da tramitação legislativa. O encontro reforça que, embora o teto já tenha sido sinalizado publicamente pelo governo, a definição final do texto e seu cronograma de votação ainda dependem de negociação política dentro do Congresso Nacional.

De acordo com Motta, o texto deverá passar por uma comissão especial antes de ser levado à votação em plenário. Segundo o presidente da Câmara, o desafio central da proposta é conciliar dois objetivos que podem parecer concorrentes: “Estamos buscando um texto que garanta o equilíbrio fiscal e atenda a necessidade dos microempreendedores”, afirmou Motta. A declaração resume bem a tensão que costuma acompanhar esse tipo de proposta: de um lado, a pressão por modernizar regras consideradas defasadas; de outro, a necessidade de evitar impactos negativos nas contas públicas em um momento de atenção redobrada com o equilíbrio fiscal do país.

Por outro lado, a discussão sobre o teto do MEI não começa do zero. Os deputados já analisam, paralelamente, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108, de 2021, que tramitou anteriormente pelo Senado Federal. Esse projeto específico defende uma elevação ainda maior do teto — também fixado em R$ 130 mil —, além de propor mudanças adicionais nas regras do Simples Nacional, regime tributário que abrange micro e pequenas empresas em geral, além do próprio MEI. Segundo o ND Mais, a expectativa é que as duas propostas, a do governo e a já em tramitação no Congresso, sigam caminhando de forma conjunta.

Essa convergência entre as duas iniciativas legislativas pode, segundo analistas do setor, acelerar a aprovação da medida, já que evita a duplicidade de debates sobre temas semelhantes em diferentes frentes do Congresso. Contudo, a fusão de propostas também pode aumentar a complexidade da negociação política, uma vez que cada texto carrega interesses específicos de diferentes bancadas e setores econômicos interessados na reforma das regras do Simples Nacional como um todo.

Ainda assim, o desfecho final da proposta dependerá do andamento das negociações entre o Executivo e o Legislativo nos próximos meses. Portanto, embora o valor do novo teto já tenha sido sinalizado pelo ministro do Planejamento, os detalhes definitivos sobre prazos, regras de transição e eventuais ajustes no texto legislativo ainda devem ser debatidos durante a tramitação na Câmara dos Deputados — etapa que, segundo o próprio governo, é essencial para garantir que a mudança seja aprovada sem comprometer o equilíbrio fiscal do país. Para os milhões de microempreendedores que aguardam a atualização do teto, o próximo capítulo dessa discussão deve se desenrolar justamente nos bastidores da comissão especial que analisará o texto antes de sua votação em plenário.

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Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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