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Com isenção de visto até 2026, brasileiros impulsionam o turismo na China, com destaque para Pequim, símbolo da nova rota de viagens entre os dois países

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 01/11/2025 às 11:24
Brasileiros viajam à China com isenção de visto, impulsionando o turismo em cidades como Pequim, símbolo da nova conexão entre os países.
Brasileiros viajam à China com isenção de visto, impulsionando o turismo em cidades como Pequim, símbolo da nova conexão entre os países.
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A política de isenção de visto entre Brasil e China até 2026 transformou Pequim e Xangai em destinos de destaque, ampliou o fluxo de turistas brasileiros e consolidou a nova rota aérea direta entre os dois países.

A isenção de visto concedida pela China aos brasileiros até maio de 2026 já provoca uma mudança concreta nas rotas internacionais e nas estatísticas do turismo global. O número de viajantes do Brasil com destino ao país asiático cresceu mais de 200% desde o início da política, impulsionado pela facilidade de entrada e pelo fortalecimento das conexões aéreas diretas.

De acordo com o portal da UOL, o movimento é visível em plataformas de reservas como Booking, Decolar e Kayak, onde Pequim, Xangai e Shenzhen se tornaram as cidades mais buscadas. A abertura diplomática entre os países, somada à curiosidade cultural e às oportunidades de negócios, consolidou a China como novo polo de interesse entre os brasileiros.

Crescimento recorde nas viagens e novo perfil de turista brasileiro

Desde junho, quando entrou em vigor a isenção de visto, as buscas por passagens e hospedagens na China aumentaram de forma exponencial.

Dados do setor indicam crescimento de 216% nas pesquisas por destinos chineses e mais de 85% no volume de reservas de voos entre Brasil e China.

O impacto vai além do turismo de lazer. Executivos, empreendedores e estudantes brasileiros ampliaram a presença em universidades e eventos internacionais.

O número de brasileiros matriculados em instituições como a Tsinghua University dobrou em um ano, e as missões empresariais passaram a incluir visitas a feiras de tecnologia e polos industriais, como Shenzhen e Guangzhou.

Pequim se consolida como símbolo da nova rota Brasil-China

Pequim se tornou o destino mais simbólico desse novo ciclo de viagens. A cidade combina a história milenar da Grande Muralha com a modernização acelerada de seus distritos financeiros e tecnológicos.

Para muitos brasileiros, o fascínio vem da combinação entre disciplina, segurança e inovação, que desafia antigos estereótipos sobre a China.

Os voos diretos de São Paulo a Pequim com apenas uma parada técnica para abastecimento reduziram o tempo total de deslocamento e ampliaram o número de pacotes turísticos.

A conectividade aérea é hoje um dos principais motores desse fluxo crescente, e as agências relatam esgotamento rápido das passagens para o primeiro semestre de 2026.

A experiência cultural e os desafios da adaptação

A isenção de visto eliminou barreiras burocráticas, mas a jornada ainda exige preparo. Viajantes relatam que o idioma e a diferença cultural são desafios iniciais, compensados pela hospitalidade local e pela eficiência dos serviços chineses.

O uso de aplicativos como WeChat e Alipay é indispensável, substituindo o dinheiro físico em praticamente todas as transações.

A agente de viagens e atriz Daniela Tassy, que vive há mais de uma década na China, destaca que a adaptação vem acompanhada de surpresas positivas.

Ela relata que “os brasileiros se encantam ao encontrar rios limpos, transporte rápido e segurança nas ruas”, algo que contrasta com a imagem antiga de um país poluído e fechado.

Educação, negócios e novas conexões culturais

O intercâmbio educacional também reflete os efeitos da isenção de visto. A presença de estudantes brasileiros em universidades chinesas mais que dobrou em 2025, especialmente em cursos ligados à engenharia, relações internacionais e tecnologia.

Pequim, Xangai e Chongqing se consolidaram como centros de estudo e inovação, atraindo jovens interessados em formação global.

No campo dos negócios, cresce o turismo corporativo. Cidades como Shenzhen e Guangzhou se tornaram palco de feiras de tecnologia e indústria, onde empresas brasileiras buscam parcerias em energia, robótica e carros elétricos.

O resultado é uma nova fase de cooperação econômica, sustentada por viagens mais acessíveis e contatos diretos.

Incertezas após 2026 e perspectivas para o futuro

A política de isenção de visto está prevista para durar até maio de 2026. Apesar do sucesso, ainda não há confirmação sobre uma possível prorrogação.

O setor de turismo teme que o fim da medida reduza o ritmo de crescimento, especialmente porque o Brasil, por ora, não oferece isenção equivalente aos visitantes chineses, apenas o visto eletrônico.

Segundo agências especializadas, a continuidade da isenção é vista como essencial para manter a curva positiva de viagens e investimentos.

Além de aproximar as economias, o acordo fortalece a imagem da China como destino aberto, tecnológico e culturalmente fascinante para os brasileiros.

Você acredita que a isenção de visto entre Brasil e China deve ser prorrogada após 2026 para manter o ritmo de crescimento do turismo e dos intercâmbios culturais entre os dois países?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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