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Com chance de 62% ainda neste ano, super El Niño pode elevar oceanos mais de 2°C acima da média, secar parte do Brasil e empurrar 2027 ao posto de ano mais quente

Escrito por Carla Teles
Publicado em 25/03/2026 às 12:06
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Ano mais quente pode vir com El Niño, temperatura global em alta, oceano aquecido e seca no radar em 2027.
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Com 62% de chance, El Niño pode elevar a temperatura global, aquecer o oceano, ampliar a seca e empurrar 2027 ao ano mais quente

O ano mais quente da história pode ganhar um novo capítulo nos próximos meses caso as previsões para a formação de um super El Niño se confirmem. Segundo a base apresentada, há 62% de chance de o fenômeno se estabelecer entre junho e agosto, com potencial para elevar as temperaturas globais e empurrar 2027 para um novo recorde climático.

Esse cenário preocupa porque não se trata apenas de calor acima da média. Um evento muito forte pode aquecer a superfície do mar em mais de 2°C acima do padrão histórico, alterar regimes de chuva em diferentes continentes e afetar diretamente regiões como o Norte do Brasil, que pode enfrentar condições mais secas.

O que está por trás da possibilidade de um novo ano mais quente

O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do centro e do leste do oceano, o que interfere na circulação atmosférica e nos padrões de chuva em diversas partes do mundo. Quando esse aquecimento se intensifica, os efeitos também tendem a ser maiores.

É justamente por isso que a chance de um evento mais forte chama tanta atenção. Se esse novo ciclo realmente avançar para um super El Niño, o impacto sobre a temperatura global pode ser suficiente para transformar 2027 no ano mais quente já registrado.

Por que os oceanos têm papel decisivo nesse cenário

A base informa que, em um cenário de super El Niño, as temperaturas da superfície do mar podem ultrapassar a marca de 2°C acima da média histórica. Esse aquecimento adicional não fica restrito ao oceano.

Ele influencia o comportamento da atmosfera e contribui para ampliar extremos climáticos. Quando o mar aquece além do normal, o planeta inteiro sente os efeitos, seja por meio de ondas de calor, mudanças no regime de chuvas ou intensificação de fenômenos meteorológicos em áreas específicas.

O histórico recente reforça o alerta

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O último episódio citado ocorreu entre 2023 e 2024 e já teve peso importante sobre os recordes recentes de temperatura.

De acordo com a base, 2023 terminou como o segundo ano mais quente já registrado, enquanto 2024 assumiu o topo da série histórica.

Esse histórico recente aumenta a preocupação com o que pode acontecer adiante. Se um novo evento vier com ainda mais força, o salto térmico global pode levar 2027 a superar marcas que já pareciam extremas.

O que pode mudar no Brasil e em outras regiões do planeta

Além da elevação das temperaturas, o fenômeno também pode alterar a distribuição das chuvas em várias partes do mundo.

O texto-base aponta possibilidade de condições mais secas no Sudeste da Ásia, na Austrália, no sul da África e no Norte do Brasil.

Ao mesmo tempo, outras áreas podem enfrentar chuvas mais intensas, como o Chifre da África, o sul dos Estados Unidos, o Peru e o Equador.

Isso mostra que o avanço do El Niño não significa apenas mais calor, mas uma reorganização ampla do clima em escala global.

Furacões e extremos também entram no radar

Outro efeito associado a esse cenário é a intensificação da atividade de furacões nos oceanos Pacífico central e leste.

Esse tipo de resposta reforça como o fenômeno tem capacidade de influenciar múltiplos sistemas atmosféricos ao mesmo tempo.

Ou seja, o risco de um novo ano mais quente não deve ser visto apenas como uma estatística de temperatura.

Ele pode vir acompanhado de eventos extremos mais intensos, secas regionais e mudanças importantes no comportamento da atmosfera.

Por que a previsão de 62% chama atenção

A probabilidade de 62% para a formação do fenômeno entre junho e agosto não representa certeza absoluta, mas é suficiente para colocar o tema no centro da atenção climática.

Em cenários desse tipo, o peso da antecipação importa porque permite acompanhar com mais cuidado os sinais de fortalecimento do sistema oceânico e atmosférico.

Se essa tendência se confirmar, o mundo pode entrar em um novo período de forte pressão climática. E, nesse contexto, a possibilidade de 2027 virar o ano mais quente deixa de ser apenas uma hipótese distante e passa a ser uma projeção concreta.

O que esse cenário revela sobre os próximos anos

A combinação entre oceano mais aquecido, recordes recentes de temperatura e possibilidade de um El Niño mais intenso ajuda a explicar por que o alerta é tão forte.

O cenário descrito aponta para um planeta mais vulnerável a extremos e para um calendário climático que pode continuar quebrando marcas.

Mais do que um simples número em um ranking, o ano mais quente representa um sinal de desequilíbrio com efeitos reais sobre chuva, calor, agricultura e dinâmica atmosférica em várias regiões.

Quando o oceano sobe de temperatura, o impacto não fica preso ao mar, ele se espalha pelo sistema climático inteiro.

Você acredita que 2027 realmente pode se tornar o novo ano mais quente da história?

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Carla Teles

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