Com entrada de até 500 toneladas mensais na SEASA de Maracanaú, avanço da irrigação fortalece o cultivo do abacaxi no Ceará, amplia oferta na Grande Fortaleza, envolve agricultura familiar e projeta produção programada ao longo de todo o ano para reduzir dependência de outros estados
A irrigação tem impulsionado o cultivo do abacaxi no Ceará, permitindo a entrada de até 500 toneladas mensais na SEASA de Maracanaú e ampliando a oferta para a Grande Fortaleza, mesmo em um estado de altas temperaturas e chuvas irregulares.
Irrigação impulsiona o cultivo do abacaxi no semiárido cearense
Mesmo marcado por altas temperaturas e chuvas irregulares, o Ceará tem ampliado o cultivo do abacaxi com a técnica da irrigação. A produção se tornou alternativa para diversificar atividades no semiárido e reduzir a dependência de outros pomares do Nordeste, do Sul e do Sudeste.
Na SEASA de Maracanaú, o abacaxi está entre as oito frutas preferidas do consumidor. Segundo informações do mercado, ingressam até 500 toneladas por mês, volume considerado significativo para abastecer a Grande Fortaleza e com possibilidade de crescimento.
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As 500 toneladas representam um volume mensal que pode ser ampliado com o aumento da produção local. A estratégia é garantir oferta contínua ao longo do ano, evitando períodos curtos de produção e interrupções no fornecimento.
Produção programada garante presença no mercado o ano todo
A produção programada é apontada como fundamental para o fortalecimento do cultivo do abacaxi. O produtor precisa manter oferta durante todo o ano para encontrar espaço no mercado com preço melhor e assegurar renda constante para a família.
Grandes empresários e pequenos produtores já investem em produção localizada, em pontos estratégicos. O objetivo é impedir que o mercado cearense fique dependente de outras regiões e consolidar um caminho estável de comercialização.
A irrigação não é suficiente para suprir toda a demanda atualmente, mas há perspectiva de crescimento. O estado apresenta potencial considerado bom para ampliar o cultivo do abacaxi em diferentes regiões.
Agricultura familiar sustenta expansão da cultura
O cultivo do abacaxi no Ceará envolve mão de obra familiar, fator que contribui para a sustentabilidade dos pequenos produtores e para o fortalecimento da economia rural. A agricultura familiar é destacada como ponto importante no desenvolvimento do estado.
Além do abacaxi, há menção à necessidade de despertar para outras culturas. O Ceará possui condições climáticas variadas, como o clima da serra de Tianguá, do Maciço de Baturité, de Meruoca e da região do Cariri.
Mesmo o sertão conta com água abundante, segundo relato apresentado. A utilização dessa água pode abrir novos mercados e colocar produtos cearenses em outros estados, fortalecendo a economia e o desenvolvimento regional.
Mercado, consumo e orientação ao comprador
O abacaxi comercializado em uma fábrica de polpas em Cascavel é adquirido na SEASA. A compra ocorre aproximadamente uma vez por semana, incluindo também goiaba e maracujá.
No consumo doméstico, há orientação sobre a escolha da fruta. A recomendação é observar a malha do abacaxi. Quando a malha está bem aberta, indica estágio de amadurecimento. O aspecto apenas da folha pode gerar ilusão de que está maduro.
O fruto é descrito como cítrico e adocicado, refrescante, adequado ao calor, seja in natura ou em suco. Também é consumido em churrasco, intensificando o sabor da carne e auxiliando na digestão.
A combinação entre irrigação, produção programada e participação da agricultura familiar consolida o cultivo do abacaxi como atividade relevante no Ceará, com volume mensal expressivo e potencial de expansão para atender o mercado local e externo.

