BNDES libera R$ 390 milhões para exportações da WEG ao Chile. Equipamentos brasileiros vão equipar subestações da Alupar em Antofagasta e Atacama, reforçando a rede elétrica
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de US$ 71,4 milhões, equivalente a cerca de R$ 390 milhões, para apoiar a exportação de equipamentos da WEG S.A. ao Chile.
O investimento está vinculado a uma nova linha de transmissão de energia elétrica operada pela Alupar, por meio de sua subsidiária no país.
A multinacional brasileira WEG, reconhecida por suas soluções eletroeletrônicas, fornecerá transformadores de força, compensadores síncronos e sistemas auxiliares para duas subestações instaladas nas províncias de Antofagasta e Atacama.
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NOTA DE ESCLARECIMENTO E DIREITO DE RESPOSTA
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A operação ficará sob responsabilidade da Sincro Energía del Desierto (SED), subsidiária chilena da Alupar, que será responsável pela administração da infraestrutura.

Concessão internacional e impacto regional
A concessão foi conquistada pela Alupar em uma licitação internacional realizada em 2024. Pelo contrato, as subestações Ana María e Illapa serão operadas pela companhia brasileira durante 25 anos, reforçando a presença do grupo no mercado de energia sul-americano.
Em nota, o BNDES destacou que o projeto terá papel estratégico: “A SED contribuirá para o fortalecimento da infraestrutura de transmissão elétrica no Chile, assegurando maior confiabilidade no fornecimento de energia em uma região essencial para a expansão das fontes renováveis”, afirmou o banco.
Mecanismo de financiamento
O crédito foi liberado pela linha BNDES Exim Pós-embarque, destinada a financiar exportações brasileiras por meio de operações com clientes importadores no exterior. Neste caso, a importadora é a própria subsidiária chilena da Alupar.
A iniciativa reforça a estratégia do banco em estimular a indústria nacional e ampliar a inserção de empresas brasileiras no mercado internacional, ao mesmo tempo em que garante o fortalecimento de projetos energéticos na América Latina.
