O envio do destróier USS Gonzalez, embarcação americana de 9.600 toneladas equipada com sistema Aegis, mísseis Tomahawk e recursos de guerra antissubmarino, reforça a presença naval dos Estados Unidos no Atlântico Norte e no entorno do Círculo Polar Ártico em meio a preocupações estratégicas mais amplas
O destróier USS Gonzalez (DDG-66), da classe Arleigh Burke, zarpou da Estação Naval de Norfolk em 16 de março para reforçar as operações navais dos Estados Unidos no Atlântico.
A Marinha informou que o navio passa a operar como parte da 2ª Frota dos EUA, após meses de treinamento intensivo, manutenção e certificação.
Com deslocamento de 9.600 toneladas e tripulação de 300 militares, o navio é descrito como uma plataforma multifuncional de mísseis guiados. Equipado com o sistema de combate Aegis, ele é capaz de executar missões de defesa aérea, guerra antissubmarino e ataque.
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Esse destacamento ocorre em um momento em que a atenção recente dos Estados Unidos esteve fortemente voltada ao Oriente Médio. Ainda assim, o envio do USS Gonzalez evidencia que a Marinha também mantém vigilância sobre outras ameaças internacionais envolvendo potenciais adversários, como a Rússia.
Destróier reforça presença dos EUA no Atlântico
Segundo a Marinha, a missão do Gonzalez ajudará a proteger operações dos Estados Unidos e de seus aliados no Atlântico Norte e no Círculo Polar Ártico. O navio também atuará na proteção de rotas marítimas diante de possíveis atividades de submarinos.
Embora não haja expectativa de agravamento iminente da situação no Atlântico, a presença de uma embarcação com esse perfil amplia a capacidade de resposta da frota. O destróier chega à região com recursos considerados valiosos para ações antissubmarino e para eventual reação a mudanças no cenário de segurança.
O Capitão John Benfield, comandante do Esquadrão de Destróieres 22, afirmou em comunicado oficial da Marinha que a tripulação está pronta e que o navio leva capacidades de combate significativas para a missão. Segundo ele, os militares estão preparados para agir a qualquer momento para deter ou derrotar qualquer ameaça, conforme necessário.
O Comandante Michael Schenk, oficial comandante do USS Gonzalez, também destacou o processo de preparação antes da partida. Ele afirmou que uma quantidade verdadeiramente incrível de treinamento e energia foi investida para garantir que a tripulação estivesse pronta para a missão.
Preparação envolveu apoio de várias unidades
Schenk afirmou ainda que o navio recebeu orientação e assistência de diferentes estruturas da Marinha ao longo do processo de prontidão. Entre elas, citou a Força de Superfície do Atlântico, os Grupos de Ataque de Porta-Aviões Quatro e Dez, o Grupo de Superfície do Atlântico Médio, o Esquadrão de Destróieres Vinte e Dois e o Centro Regional de Manutenção do Atlântico Médio.
De acordo com o comandante, esse apoio demonstrou um esforço integrado para deixar o navio pronto para qualquer desafio que possa surgir. Ele também agradeceu às famílias dos tripulantes e à comunidade de Norfolk pelo apoio contínuo durante a saída para o mar.
A Marinha não divulgou publicamente a área exata onde o Gonzalez irá operar. Segundo a informação oficial, missões desse tipo costumam envolver patrulhas de defesa antimíssil balístico, operações de escolta e ações de dissuasão da OTAN.
Histórico do USS Gonzalez na Marinha dos EUA
O USS Gonzalez é o 16º casco da classe Arleigh Burke na Marinha dos Estados Unidos. O navio foi batizado em homenagem ao sargento da Marinha Alfredo Cantu Gonzalez, condecorado com a Medalha de Honra na Guerra do Vietnã.
A quilha da embarcação foi assentada em 3 de fevereiro de 1994, no estaleiro Bath Iron Works, em Bath, no estado do Maine. O batismo ocorreu em 18 de fevereiro de 1995, e a incorporação oficial à Marinha foi realizada em outubro de 1996.
Esses marcos posicionam o navio entre os destróieres já consolidados na frota americana. Mesmo assim, ele segue sendo apresentado como uma plataforma altamente capaz para missões de diferentes perfis.
Armamentos e sistemas ampliam capacidade do navio
O USS Gonzalez pode atingir velocidade máxima superior a 30 nós, o equivalente a 56 km/h. A embarcação tem 154 metros de comprimento e 18 metros de boca, além de contar com diversos sistemas de radar aéreo e de superfície e recursos sofisticados de guerra eletrônica.
Entre os armamentos instalados estão um canhão de convés de 5 polegadas, sistemas de defesa aproximada Phalanx de 20 mm e várias metralhadoras. O poder de combate principal, porém, está concentrado em seu arsenal de mísseis antinavio, ar-ar, de cruzeiro e torpedos.
Esse conjunto inclui, entre outros, mísseis terra-ar SM-1 e SM-2, mísseis BGM-109 Tomahawk e mísseis antissubmarino de lançamento vertical RUM-130, também identificados como VL-ASROC.
O navio também opera com um helicóptero MH-60R Seahawk, empregado para ampliar o alcance de detecção e engajamento contra ameaças submarinas.
Com esse pacote de sensores, armas e sistemas de combate, o Gonzalez segue para o Atlântico com capacidade de executar diferentes tipos de missão. A implantação reforça a prontidão naval dos Estados Unidos em uma área considerada sensível para a segurança de suas operações e de seus aliados.

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