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Com 9.600 toneladas, 300 militares e tecnologia para caçar submarinos, esse destróier americano foi enviado ao Atlântico

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 22/03/2026 às 18:03
Imagem do USS Gonzalez, por volta de 2008.
Imagem do USS Gonzalez, por volta de 2008.
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O envio do destróier USS Gonzalez, embarcação americana de 9.600 toneladas equipada com sistema Aegis, mísseis Tomahawk e recursos de guerra antissubmarino, reforça a presença naval dos Estados Unidos no Atlântico Norte e no entorno do Círculo Polar Ártico em meio a preocupações estratégicas mais amplas

O destróier USS Gonzalez (DDG-66), da classe Arleigh Burke, zarpou da Estação Naval de Norfolk em 16 de março para reforçar as operações navais dos Estados Unidos no Atlântico.

A Marinha informou que o navio passa a operar como parte da 2ª Frota dos EUA, após meses de treinamento intensivo, manutenção e certificação.

Com deslocamento de 9.600 toneladas e tripulação de 300 militares, o navio é descrito como uma plataforma multifuncional de mísseis guiados. Equipado com o sistema de combate Aegis, ele é capaz de executar missões de defesa aérea, guerra antissubmarino e ataque.

Esse destacamento ocorre em um momento em que a atenção recente dos Estados Unidos esteve fortemente voltada ao Oriente Médio. Ainda assim, o envio do USS Gonzalez evidencia que a Marinha também mantém vigilância sobre outras ameaças internacionais envolvendo potenciais adversários, como a Rússia.

Destróier reforça presença dos EUA no Atlântico

Segundo a Marinha, a missão do Gonzalez ajudará a proteger operações dos Estados Unidos e de seus aliados no Atlântico Norte e no Círculo Polar Ártico. O navio também atuará na proteção de rotas marítimas diante de possíveis atividades de submarinos.

Embora não haja expectativa de agravamento iminente da situação no Atlântico, a presença de uma embarcação com esse perfil amplia a capacidade de resposta da frota. O destróier chega à região com recursos considerados valiosos para ações antissubmarino e para eventual reação a mudanças no cenário de segurança.

O Capitão John Benfield, comandante do Esquadrão de Destróieres 22, afirmou em comunicado oficial da Marinha que a tripulação está pronta e que o navio leva capacidades de combate significativas para a missão. Segundo ele, os militares estão preparados para agir a qualquer momento para deter ou derrotar qualquer ameaça, conforme necessário.

O Comandante Michael Schenk, oficial comandante do USS Gonzalez, também destacou o processo de preparação antes da partida. Ele afirmou que uma quantidade verdadeiramente incrível de treinamento e energia foi investida para garantir que a tripulação estivesse pronta para a missão.

Preparação envolveu apoio de várias unidades

Schenk afirmou ainda que o navio recebeu orientação e assistência de diferentes estruturas da Marinha ao longo do processo de prontidão. Entre elas, citou a Força de Superfície do Atlântico, os Grupos de Ataque de Porta-Aviões Quatro e Dez, o Grupo de Superfície do Atlântico Médio, o Esquadrão de Destróieres Vinte e Dois e o Centro Regional de Manutenção do Atlântico Médio.

De acordo com o comandante, esse apoio demonstrou um esforço integrado para deixar o navio pronto para qualquer desafio que possa surgir. Ele também agradeceu às famílias dos tripulantes e à comunidade de Norfolk pelo apoio contínuo durante a saída para o mar.

A Marinha não divulgou publicamente a área exata onde o Gonzalez irá operar. Segundo a informação oficial, missões desse tipo costumam envolver patrulhas de defesa antimíssil balístico, operações de escolta e ações de dissuasão da OTAN.

Histórico do USS Gonzalez na Marinha dos EUA

O USS Gonzalez é o 16º casco da classe Arleigh Burke na Marinha dos Estados Unidos. O navio foi batizado em homenagem ao sargento da Marinha Alfredo Cantu Gonzalez, condecorado com a Medalha de Honra na Guerra do Vietnã.

A quilha da embarcação foi assentada em 3 de fevereiro de 1994, no estaleiro Bath Iron Works, em Bath, no estado do Maine. O batismo ocorreu em 18 de fevereiro de 1995, e a incorporação oficial à Marinha foi realizada em outubro de 1996.

Esses marcos posicionam o navio entre os destróieres já consolidados na frota americana. Mesmo assim, ele segue sendo apresentado como uma plataforma altamente capaz para missões de diferentes perfis.

Armamentos e sistemas ampliam capacidade do navio

O USS Gonzalez pode atingir velocidade máxima superior a 30 nós, o equivalente a 56 km/h. A embarcação tem 154 metros de comprimento e 18 metros de boca, além de contar com diversos sistemas de radar aéreo e de superfície e recursos sofisticados de guerra eletrônica.

Entre os armamentos instalados estão um canhão de convés de 5 polegadas, sistemas de defesa aproximada Phalanx de 20 mm e várias metralhadoras. O poder de combate principal, porém, está concentrado em seu arsenal de mísseis antinavio, ar-ar, de cruzeiro e torpedos.

Esse conjunto inclui, entre outros, mísseis terra-ar SM-1 e SM-2, mísseis BGM-109 Tomahawk e mísseis antissubmarino de lançamento vertical RUM-130, também identificados como VL-ASROC.

O navio também opera com um helicóptero MH-60R Seahawk, empregado para ampliar o alcance de detecção e engajamento contra ameaças submarinas.

Com esse pacote de sensores, armas e sistemas de combate, o Gonzalez segue para o Atlântico com capacidade de executar diferentes tipos de missão. A implantação reforça a prontidão naval dos Estados Unidos em uma área considerada sensível para a segurança de suas operações e de seus aliados.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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