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Cientistas chineses criaram plantas que brilham no escuro usando fungos luminescentes, e agora dizem que essa tecnologia pode iluminar cidades inteiras sem gastar um centavo de eletricidade

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 03/04/2026 às 14:30
Cientistas chineses criaram plantas bioluminescentes com edição genética e fungos luminescentes que oferecem iluminação sem eletricidade para cidades inteiras
Cientistas chineses criaram plantas bioluminescentes com edição genética e fungos luminescentes que oferecem iluminação sem eletricidade para cidades inteiras
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Mais de 20 espécies de plantas bioluminescentes já foram modificadas por cientistas chineses com edição genética usando genes de fungos luminescentes e vaga-lumes, e os pesquisadores afirmam que a tecnologia pode gerar iluminação sem eletricidade para parques e espaços públicos urbanos

Cientistas chineses acabam de apresentar ao mundo algo que parece ter saído diretamente do filme Avatar: plantas bioluminescentes que brilham no escuro usando genes transferidos de vaga-lumes e fungos luminescentes para células vegetais. Mais de 20 espécies já foram modificadas com edição genética, incluindo orquídeas, girassóis e crisântemos, e todas emitem um brilho suave e natural sem precisar de nenhuma fonte de energia externa.

O mais interessante é que a proposta não para na estética. O Dr. Li Renhan, fundador da empresa de biotecnologia Magicpen Bio e doutor pela Universidade Agrícola da China, afirma que essas plantas bioluminescentes podem fornecer iluminação sem eletricidade para parques e espaços públicos inteiros. As plantas não gastam um centavo de energia: precisam apenas de água e fertilizante para funcionar, economizam energia, reduzem emissões e podem iluminar cidades à noite. Se isso se confirmar em escala, estamos falando de uma revolução silenciosa na forma como pensamos iluminação urbana.

De uma memória de infância no campo para plantas que brilham no escuro

Cientistas chineses criaram plantas bioluminescentes com edição genética e fungos luminescentes que oferecem iluminação sem eletricidade para cidades inteiras

A história por trás da descoberta tem um toque pessoal que diz muito sobre como ciência de verdade acontece.

O Dr. Li Renhan cresceu no campo, em uma família sem recursos, e suas noites eram passadas em uma rede no bambuzal do avô, onde vaga-lumes pousavam em seus braços. Aquela luz natural grudou na memória dele como uma possibilidade.

Anos depois, já estudando edição genética na Universidade Agrícola da China, Li começou a investigar se os mecanismos biológicos que fazem vaga-lumes brilhar poderiam ser transferidos para plantas.

A ideia era simples na essência e absurdamente complexa na execução: pegar genes de fungos luminescentes e de vaga-lumes e inseri-los em células vegetais para que as plantas bioluminescentes produzissem luz por conta própria. Os cientistas chineses conseguiram, e o resultado foi demonstrado publicamente no Fórum de Zhongguancun.

Edição genética transfere genes de fungos luminescentes para mais de 20 espécies

A técnica usada pelos cientistas chineses é baseada em edição genética, a mesma tecnologia que já é aplicada em agricultura e medicina ao redor do mundo.

O processo envolve transferir genes produtores de luz de fungos luminescentes e vaga-lumes para o DNA das plantas, fazendo com que as células vegetais passem a produzir as proteínas responsáveis pela bioluminescência.

Até agora, mais de 20 espécies já foram modificadas com sucesso, incluindo orquídeas, girassóis e crisântemos. As plantas bioluminescentes emitem um brilho visível sem fontes de energia externas, o que significa que a luz vem exclusivamente do metabolismo da planta.

Os fungos luminescentes usados como fonte genética já são conhecidos da biologia, mas a inovação está em fazer esse mecanismo funcionar de forma estável dentro de espécies vegetais que normalmente não produzem luz.

Iluminação sem eletricidade: como plantas podem substituir postes e lâmpadas

A aplicação mais ambiciosa proposta pelos cientistas chineses é usar plantas bioluminescentes como fonte de iluminação sem eletricidade em espaços urbanos.

Segundo o Dr. Li Renhan, parques, praças, calçadas e espaços públicos poderiam ser iluminados por vegetação que brilha naturalmente, sem nenhum gasto de energia elétrica, apenas com os mesmos cuidados que qualquer jardim já recebe: água e fertilizante.

A proposta soa futurista, mas a lógica é direta. Se uma planta consegue emitir luz visível a partir de seu próprio metabolismo, basta plantá-la em quantidade suficiente para que um espaço público tenha iluminação funcional à noite.

O sistema é descrito como altamente eficiente e de baixo carbono, já que elimina a necessidade de fiação, postes, lâmpadas e toda a infraestrutura elétrica associada. Para cidades que buscam reduzir emissões e custos de energia, a iluminação sem eletricidade por plantas bioluminescentes pode se tornar uma alternativa real.

Avatar na vida real: turismo e economia noturna com plantas que brilham

Além da utilidade urbana, os cientistas chineses enxergam um potencial enorme no turismo.

O Dr. Li Renhan descreveu a possibilidade de criar vales inteiros repletos de plantas brilhantes que transformariam paisagens em cenários dignos do filme Avatar, atraindo visitantes e movimentando a economia noturna de regiões que hoje ficam no escuro depois que o sol se põe.

A comparação com Avatar não é exagero retórico. As plantas bioluminescentes emitem um brilho suave e natural que se assemelha às cenas mais icônicas do filme de James Cameron, e a ideia de caminhar por um jardim ou floresta onde a vegetação inteira brilha no escuro tem apelo turístico imediato.

A edição genética que torna isso possível usando fungos luminescentes e genes de vaga-lumes já foi demonstrada publicamente, e a transição de laboratório para aplicação comercial depende agora de escala e regulação.

A mesma edição genética já avança em medicina e agricultura

A tecnologia de edição genética usada para criar plantas bioluminescentes não é uma linha de pesquisa isolada.

Os cientistas chineses envolvidos no projeto afirmam que técnicas semelhantes já estão ajudando pesquisadores a observar como doenças se desenvolvem em nível celular, acelerando a descoberta de medicamentos e melhorando tratamentos para doenças antes difíceis de tratar.

Na agricultura, a mesma abordagem permitiu criar variedades de arroz resistentes a múltiplas pragas por meio da edição de genes de suscetibilidade.

O fato de que a edição genética pode ao mesmo tempo fazer plantas brilharem, combater doenças e proteger colheitas mostra a versatilidade de uma tecnologia que está apenas começando a revelar seu alcance. Os fungos luminescentes e os vaga-lumes foram o ponto de partida, mas o destino dessa pesquisa parece muito maior do que iluminação sem eletricidade.

Você moraria em uma cidade iluminada por plantas?

Os cientistas chineses transformaram uma memória de infância com vaga-lumes em plantas bioluminescentes criadas com edição genética e fungos luminescentes que podem fornecer iluminação sem eletricidade para cidades inteiras.

A tecnologia já funciona em mais de 20 espécies, foi demonstrada publicamente e tem propostas concretas de aplicação em parques, turismo e espaços urbanos.

Você acha que um dia vamos ver ruas iluminadas por plantas no Brasil? Compraria uma planta que brilha no escuro para sua casa? Conta nos comentários o que achou dessa descoberta.

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Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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