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Cientistas bateram o martelo: maior caldeira vulcânica do mundo tem 150 km de diâmetro, fica escondida a mais de 5.000 metros no Pacífico e supera Yellowstone com folga

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 28/05/2026 às 13:15 Atualizado em 28/05/2026 às 13:20
Assista o vídeoCaldeira vulcânica maior do planeta impressiona pelas dimensões
A caldeira vulcânica de Apolaki é a maior do mundo: mede 150 km² e situa-se a 5.200 metros abaixo do nível do mar. Foto: X @konstructivizm
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Escondida a mais de 5.000 metros de profundidade no Pacífico, a caldeira de Apolaki supera Yellowstone e Toba em tamanho, foi confirmada em 2019 e ajuda cientistas a estudar vulcões subaquáticos

A caldeira de Apolaki, localizada sob mais de 5.000 metros de água na costa das Filipinas, foi reconhecida como a maior caldeira vulcânica conhecida do planeta. Com cerca de 150 quilômetros de diâmetro, a estrutura fica na região da Elevação de Benham e ajuda a explicar a história vulcânica do Pacífico Ocidental.

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Caldeira de Apolaki impressiona pela escala no fundo do oceano

A estrutura está escondida no fundo do Oceano Pacífico, em uma área muito distante da observação direta humana.

Sua base fica a aproximadamente 5.200 metros abaixo do nível do mar, sobre a Elevação de Benham, também conhecida como Benham Rise.

O tamanho é o dado central da descoberta. Com cerca de 150 quilômetros de diâmetro, a caldeira de Apolaki supera outras formações vulcânicas famosas.

Yellowstone, nos Estados Unidos, tem cerca de 60 quilômetros de diâmetro, enquanto Toba, na Indonésia, chega a aproximadamente 100 quilômetros.

O nome Apolaki significa “senhor gigante” em filipino e faz referência a uma antiga divindade ligada ao sol e à guerra.

A escolha dialoga diretamente com a dimensão da formação, considerada uma das estruturas geológicas mais marcantes já identificadas sob o mar.

Mapeamento de alta resolução revelou a formação subaquática

A identificação foi conduzida por estudos liderados pela geofísica marinha Jenny Anne Barretto, com participação de uma equipe internacional.

Os pesquisadores analisaram durante anos o relevo submarino usando tecnologia de mapeamento de alta resolução.

Foi esse trabalho que permitiu confirmar que a formação observada correspondia a uma gigantesca caldeira vulcânica marinha.

Embora a região da Elevação de Benham já fosse estudada, a confirmação da estrutura ocorreu em 2019.

A validação veio por meio de publicações científicas especializadas e do reconhecimento da Sociedade Geológica das Filipinas. A partir disso, Apolaki passou a ser tratada oficialmente como a maior caldeira conhecida do planeta.

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Estrutura pode ter surgido após erupção massiva

Os cientistas acreditam que a caldeira tenha se formado milhões de anos atrás, depois de uma erupção vulcânica massiva.

Com o colapso da câmara magmática, o terreno afundou e deu origem à grande depressão hoje localizada sob o oceano.

A borda da estrutura possui escarpas de até 300 metros de altura, interpretadas como evidências de episódios vulcânicos violentos no passado remoto. A região também apresenta uma camada de rochas vulcânicas com cerca de 14 quilômetros de espessura.

Amostras coletadas no local indicaram rochas com idades entre 47 milhões e 26 milhões de anos. Esses dados ajudam a reconstruir a evolução geológica do Pacífico Ocidental e a entender melhor a dinâmica das placas tectônicas naquela área.

Descoberta amplia estudo de vulcões subaquáticos

Apolaki pode fazer parte de uma grande província ígnea submarina, fenômeno associado a eventos vulcânicos massivos na história da Terra. Para a ciência, a descoberta oferece uma oportunidade rara de estudar grandes caldeiras submersas.

Esse tipo de formação ainda é pouco compreendido, principalmente pela dificuldade de pesquisa em ambientes oceânicos tão profundos.

Jenny Anne Barretto definiu Apolaki como uma “janela excepcional” para a história tectônica e vulcânica do Pacífico.

Até agora, não há evidências de atividade eruptiva recente na caldeira de Apolaki. Mesmo assim, especialistas consideram importante manter o monitoramento da região, devido ao tamanho e à complexidade da estrutura subaquática.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do material-base fornecido sobre a caldeira de Apolaki, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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