Cidade brasileira que mais cresce em reciclagem no país amplia coleta seletiva, instala novos Ecopontos, fortalece cooperativas de catadores e convoca a população a separar o lixo todos os dias.
Em Joinville, uma cidade brasileira do Sul decidiu tratar a coleta seletiva como prioridade absoluta, reorganizou a operação e praticamente dobrou a capacidade de recolher materiais recicláveis em poucos anos. Os números mostram o salto: foram 5.157 cargas de recicláveis em 2022, 8.386 em 2023 e 11.482 em 2024. Só até setembro deste ano, já tinham sido registradas mais de 9,2 mil cargas, resultado direto de uma reestruturação que equilibrou o serviço com a demanda real dos bairros.
Ao mesmo tempo, essa cidade brasileira investiu na instalação de Ecopontos, multiplicação de locais de entrega voluntária e fortalecimento de cooperativas e associações de catadores.
A mensagem é clara: não basta ter caminhão e contrato de concessão funcionando, é preciso que cada morador faça a sua parte, separe corretamente os resíduos e destine o material reciclável para quem transforma lixo em renda, trabalho e inclusão social.
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Como a cidade brasileira reorganizou a coleta seletiva
A coleta seletiva em Joinville é operada pela Concessionária Ambiental Limpeza Urbana e Saneamento Ltda, sob contrato gerido pela Secretaria de Infraestrutura Urbana.
A cidade brasileira que decidiu levar a reciclagem a sério reestruturou a operação em 2024, com foco em eficiência e cobertura.
Segundo a diretora da Unidade de Limpeza Urbana, a capacidade de coleta foi praticamente duplicada, com ajuste de rotas, frequência e logística para acompanhar o volume real de resíduos recicláveis gerados nos bairros.
Esse redesenho evitou gargalos, aumentou o aproveitamento das cargas e garantiu que o esforço dos moradores ao separar o lixo chegasse de fato às cooperativas.
Ecopontos e pontos de entrega mudam a rotina da população
Na prática, a coleta seletiva nesta cidade brasileira funciona de duas formas principais: porta a porta e por pontos de entrega voluntária, conhecidos como Ecopontos.
Além do caminhão que percorre as ruas em dias e turnos previamente definidos, Joinville mantém Ecopontos permanentes no Parque São Francisco, no bairro Adhemar Garcia, e na Praça Tiradentes, no bairro Floresta.
Esses Ecopontos são cabines com compartimentos separados para plástico, papel, vidro, metal, pilhas e baterias, disponíveis 24 horas por dia para quem quer descartar corretamente.
A estrutura não para aí. São 220 pontos específicos para vidros espalhados por todo o território, com a localização detalhada no site da Prefeitura.
Na região central, há ainda 30 contentores de coleta seletiva e 50 contentores para resíduos comuns, em formato de grandes lixeiras nas cores cinza e verde, com adesivos que orientam o descarte correto. Tudo foi pensado para tornar mais fácil o gesto diário de separar o lixo.
Cooperativas fortalecidas: reciclagem que gera renda e inclusão
Outro pilar da estratégia é o fortalecimento das cooperativas e associações. Hoje, a cidade brasileira de Joinville conta com dez cooperativas e associações aptas a receber materiais da coleta seletiva, em um esforço explícito de ampliar a rede de catadores formais.
Em 2023, a Prefeitura iniciou uma busca ativa que identificou catadores informais interessados em regularizar a atividade.
Eles receberam orientação sobre documentação, modelos de constituição jurídica e, diante das dificuldades financeiras e organizacionais, foi firmada uma parceria com o Centro Universitário Católica de Santa Catarina para oferecer assessoria contábil e apoio jurídico contábil.
Em 2025, Joinville passou a integrar o Projeto Pró-Catadores, em parceria com o Sebrae. Isso levou as cooperativas a outro patamar, com suporte na formalização e também na gestão administrativa, técnica e financeira.
Uma das instituições beneficiadas é a Cooperativa de Trabalho dos Recicladores de Joinville, com cerca de dez anos de história e 28 cooperados, que depende diretamente da qualidade da separação feita nas casas.
Separar em casa é decisivo para o sucesso da cidade brasileira
Na visão dos próprios cooperados, o maior desafio não é a quantidade, mas a qualidade do material que chega.
Resíduos orgânicos como restos de comida e fraldas, que deveriam ir para o lixo comum e para o aterro, muitas vezes aparecem misturados às embalagens recicláveis, reduzindo o valor do material e atrasando a triagem.
Por isso, a cidade brasileira que virou referência em reciclagem reforça sempre o mesmo recado. Separar corretamente em casa aumenta o valor do material, reduz rejeitos e permite triar muito mais, além de garantir segurança e melhores condições de trabalho para quem vive da reciclagem.
A destinação dos recicláveis para cooperativas e associações cadastradas não é só uma questão ambiental, mas também social e econômica, porque ajuda a manter empregos, renda e inclusão de famílias inteiras na cadeia da reciclagem.
Editais, galpões e canais abertos para novas cooperativas
Joinville mantém canais permanentes para o ingresso de novas cooperativas no sistema, com cadastro aberto e editais específicos de credenciamento.
Em 2024, a Prefeitura lançou um Edital de Credenciamento com foco em incubação de grupos, utilizando galpões cedidos pelo município.
A primeira cooperativa foi habilitada em agosto de 2025, reforçando a ideia de que a cidade quer crescer junto com quem trabalha na ponta da reciclagem.
Esse movimento confirma que a cidade brasileira não está apenas ampliando caminhões e contentores, mas também estruturando espaços físicos, capacitação e apoio técnico para que o material reciclável realmente feche o ciclo até a indústria de transformação.
Serviços digitais ajudam a organizar a rotina da coleta
Além das ações nas ruas, a cidade oferece ferramentas digitais para orientar a população. Quem mora em Joinville pode consultar dias e turnos da coleta domiciliar e seletiva diretamente no site da Prefeitura, buscando por mapas de coleta de resíduos.
Isso permite que os moradores organizem o descarte próximo ao horário da passagem dos caminhões, evitando acúmulo em calçadas e exposição a animais.
A mesma plataforma reúne orientações detalhadas sobre como descartar resíduos orgânicos, recicláveis e itens especiais, como óleo de cozinha, pneus, medicamentos vencidos, materiais perfurocortantes, pilhas, baterias e lâmpadas.
A ideia é que cada morador encontre, em poucos cliques, o passo a passo para descartar corretamente quase todo tipo de resíduo gerado em casa.
Dicas práticas para separar o lixo e apoiar a reciclagem
Para que a estratégia funcione, a participação da população é tão importante quanto caminhões, contratos e Ecopontos. Separar os resíduos secos dos úmidos é o primeiro passo.
Os secos, como papel, plástico, vidro e metal, formam o grupo dos recicláveis. Já os úmidos, como restos de comida e rejeitos em geral, compõem o lixo comum que segue para aterro.
Também é importante fazer uma higienização mínima das embalagens, especialmente de alimentos e bebidas, para evitar mau cheiro, insetos e microrganismos.
Esse cuidado simples melhora as condições de trabalho de quem atua nas cooperativas e aumenta o aproveitamento do material reciclável.
No caso de embalagens de papelão, como caixas de pizza, a orientação é separar a parte limpa da parte engordurada ou suja de molho.
A superfície limpa pode seguir para reciclagem, enquanto a parte suja deve ser descartada como lixo não reciclável.
As embalagens de vidro exigem atenção especial, sobretudo quando estão quebradas. Elas precisam ser bem embaladas e acondicionadas para evitar acidentes com trabalhadores da coleta e da triagem. O ideal é sempre indicar que há vidro ali e evitar misturá-lo solto com outros materiais.
O óleo de cozinha usado deve ser armazenado em garrafas PET bem vedadas e identificadas. Essas garrafas precisam ser mantidas separadas dos demais recicláveis, justamente para evitar que um eventual vazamento contamine outros materiais e comprometa toda a carga.
Por fim, os resíduos recicláveis devem ser colocados em lixeiras próprias ou protegidos de animais, na calçada ou na via pública, sempre próximo ao horário da coleta seletiva.
Isso reduz danos causados por chuva, vento ou animais e aumenta a chance de o material chegar em boas condições às cooperativas e associações.
Quando esses cuidados simples viram rotina, a cidade brasileira fortalece a coleta seletiva, reduz rejeitos, aumenta a renda dos catadores e consolida a reciclagem como um dos setores que mais crescem no país.
E você, na sua casa, já separa o lixo todos os dias ou ainda falta algum incentivo para seguir o exemplo desta cidade brasileira que decidiu levar a coleta seletiva a sério?

