A formação de um ciclone extratropical próximo à costa do Rio Grande do Sul, combinada com a passagem de uma frente fria, mantém a chuva e o tempo carregado no Sul do Brasil nesta terça-feira. No restante do país, calor intenso e umidade sustentam pancadas frequentes e aumentam o risco de temporais até o fim da semana.
A combinação de calor, muita umidade e a passagem de uma frente fria acompanhada da formação de um ciclone extratropical próximo à costa do Rio Grande do Sul vão manter o tempo carregado em boa parte do Brasil nesta terça-feira, 24 de março. No Sul, a chuva deve ocorrer em vários momentos do dia, especialmente no Rio Grande do Sul, com acumulados mais elevados logo no começo da manhã. Em Porto Alegre, a temperatura cai para patamares mais amenos, com máxima perto de 23°C e chuva intercalada ao longo do dia.
Conforme g1, enquanto o ciclone extratropical e a frente fria atuam sobre o Sul, nas demais regiões do país o cenário é de calor intenso combinado com umidade elevada. Essa combinação sustenta pancadas de chuva frequentes e aumenta o risco de temporais no Norte, Centro-Oeste e em partes do Sudeste. O sol até aparece em algumas regiões, mas a chuva volta em forma de pancadas, muitas vezes fortes, principalmente no período da tarde e da noite.
O que é o ciclone extratropical que se forma no Sul do Brasil
O ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão atmosférica que surge em latitudes médias, formado pelo contraste de temperatura entre massas de ar quente e frio.
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Diferente dos ciclones tropicais, que se alimentam do calor do oceano, o ciclone extratropical nasce justamente do choque entre essas massas de ar. Esse tipo de sistema é causador de tempo adverso em grande escala: ventos fortes, chuva intensa e agitação marítima são os efeitos mais comuns.
No caso desta semana, o ciclone extratropical está se formando próximo à costa do Rio Grande do Sul e atua em conjunto com uma frente fria que avança pelo Sul do Brasil. A frente fria é o avanço de uma massa de ar frio sobre uma região onde o ar está mais quente.
Esse encontro força o ar quente a subir, favorece a formação de nuvens carregadas e provoca chuva, vento e queda de temperatura. Juntos, o ciclone extratropical e a frente fria garantem dias instáveis para os gaúchos.
Previsão para o Sul: chuva persistente e temperatura em queda
No Sul do Brasil, esta terça-feira deve ter chuva em vários momentos, com destaque para o Rio Grande do Sul. A influência direta do ciclone extratropical e da frente fria concentra os maiores acumulados no começo do dia.
Em Porto Alegre, a máxima fica perto de 23°C e a chuva aparece de forma intercalada. Em Curitiba, o dia mistura sol e pancadas, com máxima de 25°C, mas a instabilidade perde força na quarta-feira, quando o tempo abre mais.
Ao longo da semana, a tendência no Sul é de redução gradual da chuva e retorno do calor, especialmente a partir de sexta-feira. As madrugadas de terça e quarta podem ser de temperatura mais baixa no Sul gaúcho, mas sem previsão de frio severo ou geada.
O ciclone extratropical deve perder intensidade conforme se afasta da costa, permitindo que as condições meteorológicas se normalizem na segunda metade da semana.
Sudeste: calor acima dos 30°C com pancadas de chuva a partir de quarta-feira
No Sudeste, o calor continua predominando nesta terça-feira, com tempo mais firme em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde as temperaturas devem ficar acima dos 30°C.
Porém, esse padrão não dura muito: a partir de quarta-feira, a combinação de calor e umidade volta a provocar pancadas de chuva, principalmente à tarde e à noite. A instabilidade não está ligada diretamente ao ciclone extratropical do Sul, mas sim ao acúmulo de umidade e à temperatura elevada que favorecem a formação de nuvens convectivas.
Em Belo Horizonte, a chuva já aparece com mais força desde esta terça, quando são esperados volumes mais elevados e temperaturas mais amenas, perto dos 25°C.
O Sudeste vive um padrão típico de final de verão e início de outono, com tardes quentes seguidas de pancadas rápidas e intensas. A recomendação é atenção redobrada para quem mora em áreas com histórico de alagamentos.
Norte e Centro-Oeste: calor intenso, umidade e risco de temporais durante toda a semana
No Centro-Oeste, a chuva segue frequente e, em alguns momentos, intensa. Desde cedo, já há previsão de pancadas em áreas de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. O calor ao longo do dia reforça a formação de nuvens carregadas.
Em Brasília, a terça tem pancadas à tarde e à noite, com máxima de 25°C. Nos próximos dias, o padrão deve se repetir com volumes mais altos e sensação de tempo abafado. Em Campo Grande, há risco de temporais isolados, especialmente entre quarta e quinta-feira.
No Norte, a previsão é de grandes volumes de chuva ao longo da semana, possivelmente os maiores do país. A combinação de calor intenso e muita umidade mantém pancadas praticamente diárias, muitas delas fortes, com risco de temporais.
Estados como Amazonas, Pará, Acre e Rondônia concentram os maiores acumulados, com sensação constante de abafamento. A influência da Zona de Convergência Intertropical também reforça a chuva no Amapá e no norte do Pará. Enquanto o ciclone extratropical domina o cenário no Sul, no Norte é o calor úmido que sustenta a instabilidade.
Nordeste: chuva concentrada no norte da região e sol predominante no leste
No Nordeste, a chuva continua concentrada principalmente no norte da região por causa da atuação da Zona de Convergência Intertropical. Maranhão, Piauí e parte do Ceará seguem com pancadas mais frequentes e, em alguns momentos, fortes.
Essas áreas recebem umidade diretamente da região equatorial, o que mantém a instabilidade mesmo em dias de sol parcial.
Já no leste do Nordeste, como em Recife, o sol aparece com mais frequência e a chuva ocorre de forma passageira, com temperaturas na casa dos 30°C. Essa divisão climática dentro do próprio Nordeste é típica do período e se mantém ao longo de toda a semana. Para os nordestinos do litoral leste, a semana segue de tempo firme e calor.
Para quem está no interior e no norte da região, a recomendação é atenção com os volumes de chuva. O ciclone extratropical do Sul não influencia o Nordeste diretamente, mas o padrão geral de umidade elevada mantém o país inteiro em alerta.
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