Maior campo de petróleo em águas profundas do mundo amplia sua produção na Bacia de Santos, enquanto novas plataformas avançam gradualmente até a capacidade máxima.
O campo de Búzios, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, alcançou um novo marco para a indústria brasileira de petróleo.
A produção média chegou a 1,2 milhão de barris por dia na sexta-feira, 26 de junho de 2026.
O resultado foi registrado somente três dias depois de Búzios atingir 1,1 milhão de barris diários, segundo informações divulgadas pela Petrobras.
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A rápida expansão foi impulsionada, principalmente, pelo avanço operacional das plataformas P-78 e P-79.
Plataformas P-78 e P-79 puxam o crescimento de Búzios
A Petrobras informou que o novo recorde foi alcançado após a ampliação das atividades das plataformas P-78 e P-79.
As duas unidades ainda passam pelo processo de aumento gradual da produção, conhecido no setor como ramp-up.
Essa etapa envolve a conexão progressiva dos poços e o ajuste dos sistemas até que as plataformas atinjam seu desempenho máximo.
Cada unidade poderá produzir até 180 mil barris de petróleo por dia quando alcançar a capacidade total.
A produção de Búzios ainda poderá crescer conforme as duas plataformas avancem no processo de estabilização operacional.
Oito unidades já operam no maior campo em águas profundas
O campo de Búzios conta atualmente com oito unidades de produção em funcionamento.
A estrutura reúne as seguintes plataformas e navios-plataforma:
- P-74;
- P-75;
- P-76;
- P-77;
- P-78;
- P-79;
- FPSO Almirante Barroso;
- FPSO Almirante Tamandaré.
O Almirante Tamandaré possui capacidade ampliada para produzir até 270 mil barris de petróleo por dia.
A robustez dessa infraestrutura consolidou Búzios como o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo, conforme a Petrobras.
Expansão prevê 12 unidades de produção
O planejamento da Petrobras prevê a ampliação do campo para 12 unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência.
As plataformas P-80, P-82 e P-83 estão atualmente em construção.
A unidade chamada Búzios 12 permanece em processo de licitação.
A entrada dos novos sistemas deverá elevar gradualmente a capacidade produtiva do campo nos próximos ciclos operacionais.
Recorde ocorre em meio à pressão sobre o petróleo
O avanço da produção brasileira coincidiu com um período de instabilidade nos preços internacionais do petróleo.
A commodity acumulou queda superior a 10% durante a semana anterior.
O recuo foi influenciado pelo maior otimismo após um memorando de entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã.
Uma nova troca de ataques entre Washington e Teerã, em 26 de junho, voltou a aumentar as tensões.
O episódio também colocou em dúvida a manutenção do cessar-fogo anunciado anteriormente.
Tensões entre Estados Unidos e Irã afetam o mercado
O Irã classificou a ofensiva como uma violação do acordo e ameaçou interromper os processos diplomáticos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mencionar a possibilidade de novas ações militares.
Os dois países concordaram, no domingo, 28 de junho, em suspender as hostilidades recentes na região do Golfo.
A retomada das negociações sobre o Estreito de Ormuz continuou em discussão.
A possível reunião entre representantes norte-americanos e iranianos em Doha, no Catar, ainda permanecia incerta.
Brent e WTI voltam a subir
Os preços do petróleo encerraram a segunda-feira, 29 de junho de 2026, em alta no mercado internacional.
O barril do Brent, referência internacional, terminou a sessão cotado a US$ 73,15, segundo a Reuters.
A valorização registrada durante o dia foi de 1,61%.
O West Texas Intermediate, referência dos Estados Unidos, avançou 2,2%.
A cotação do WTI encerrou o período em US$ 70,75 por barril.
O campo de Búzios, nesse cenário, estabeleceu um recorde produtivo enquanto o mercado global continuava sensível às tensões no Oriente Médio.
Na sua opinião, a expansão de Búzios poderá fortalecer o Brasil diante das oscilações internacionais do petróleo? Deixe seu comentário!
