Um ciclone extratropical se forma entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina a partir de terça-feira com rajadas de vento acima de 100 km/h e risco de granizo, enquanto uma frente fria avança sobre todo o Sudeste a partir de quarta, com previsão de chuva contínua até a segunda semana de maio.
A semana que começa nesta segunda-feira (6) promete trazer fenômenos climáticos severos para o Sul e o Sudeste do Brasil. A formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina está prevista para terça-feira (7), trazendo temporais com risco de granizo e rajadas de vento acima de 100 quilômetros por hora que devem atingir os três estados da região Sul até quarta-feira (8). A expectativa é que o acumulado de chuva nessas áreas supere 70 milímetros em poucos dias.
Logo em seguida, uma frente fria avança sobre todo o Sudeste a partir de quarta-feira (8), levando temporais e chuva para os quatro estados da região. O volume de precipitação esperado para a semana fica entre 30 e 40 milímetros, com temperaturas máximas em torno de 25 graus. A tendência, segundo os meteorologistas, é que a chuva só cesse de forma mais generalizada na segunda semana de maio. Para quem mora no Sul ou no Sudeste, a semana exige atenção redobrada e preparação para um período prolongado de instabilidade.
O que é o ciclone extratropical e por que ele preocupa tanto o Sul do Brasil
O ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão atmosférica que se forma fora dos trópicos e ganha força a partir do contraste entre massas de ar quente e frio.
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Diferente dos ciclones tropicais, que se alimentam da temperatura dos oceanos, o ciclone extratropical se intensifica pela diferença de temperatura entre duas frentes, o que explica por que ele se forma com frequência na região Sul do Brasil, onde massas polares colidem com o ar mais quente vindo do interior do continente.
O ciclone extratropical previsto para esta semana se origina de uma baixa pressão sobre o Paraguai que começa a atuar já na segunda-feira, aumentando as instabilidades no Rio Grande do Sul com risco de temporais. A partir de terça-feira, o sistema se organiza entre o RS e Santa Catarina e ganha intensidade rapidamente.
As rajadas de vento acima de 100 quilômetros por hora previstas para esse ciclone extratropical representam risco real de destelhamento, queda de árvores e interrupção no fornecimento de energia elétrica em cidades dos três estados do Sul.
Os temporais com granizo e ventos destrutivos que o ciclone extratropical deve trazer
A previsão para terça e quarta-feira é de temporais severos em toda a região Sul. O ciclone extratropical deve trazer chuva forte com acumulado superior a 70 milímetros, rajadas de vento acima de 100 km/h e risco de granizo para áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
São condições que exigem atenção especial de quem mora em áreas vulneráveis a alagamentos, deslizamentos e destelhamentos.
Após a passagem do ciclone extratropical, o ar frio deve predominar na região Sul. As temperaturas mínimas nas áreas de baixada devem oscilar entre 10 e 14 graus na quinta (9) e sexta-feira (10), mas sem risco de geada.
A queda brusca de temperatura depois dos temporais é uma característica típica da passagem de ciclones extratropicais, que empurram ar polar para trás da frente fria e provocam uma mudança acentuada nas condições meteorológicas em poucas horas.
A frente fria que avança sobre o Sudeste logo depois do ciclone extratropical
O Sudeste não fica de fora da semana de instabilidade. Uma frente fria avança sobre os quatro estados da região a partir de quarta-feira (8), levando temporais e chuva para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.
O volume de precipitação esperado fica entre 30 e 40 milímetros ao longo da semana, com temperatura máxima em torno de 25 graus nos próximos dias.
A tendência mais preocupante é que a chuva no Sudeste não vai parar tão cedo. Segundo as projeções meteorológicas, a instabilidade deve se manter de forma quase contínua até a segunda semana de maio.
Isso significa que cidades com histórico de alagamentos e deslizamentos, como áreas serranas do Rio de Janeiro e a Grande São Paulo, precisam manter alerta por um período prolongado. A combinação entre o ciclone extratropical no Sul e a frente fria no Sudeste cria um cenário de atenção que abrange metade do território brasileiro.
O que esperar nas outras regiões do Brasil durante a semana
Enquanto o ciclone extratropical atinge o Sul e a frente fria avança sobre o Sudeste, o Centro-Oeste deve receber pancadas de chuva com acumulados entre 30 e 40 milímetros, o que alivia as temperaturas para cerca de 31 graus e beneficia as lavouras de milho segunda safra e as pastagens.
A umidade prevista é positiva para o campo, e a tendência é que a chuva na região cesse apenas na segunda semana de maio.
No Norte, os maiores acumulados de chuva devem ocorrer no Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará, com até 100 milímetros na semana. No Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical mantém instabilidades no litoral norte, com chuva moderada a forte no Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia.
Chuvas volumosas entre 40 e 50 milímetros devem predominar nos próximos dias no oeste baiano e em vários estados nordestinos. A partir da segunda quinzena de abril, as ondas de leste devem começar a trazer mais chuvas para a região.
Como se preparar para o ciclone extratropical e a frente fria desta semana
Com ventos acima de 100 km/h e risco de granizo previstos para o Sul, a recomendação é reforçar telhados, guardar objetos soltos em áreas externas e evitar se abrigar debaixo de árvores durante os temporais.
Para quem mora em áreas com histórico de alagamento, manter documentos em local seguro e conhecer as rotas de evacuação do bairro pode fazer diferença em uma emergência.
No Sudeste, onde a chuva promete ser persistente até maio, o cuidado deve ser contínuo. Encostas urbanas, margens de rios e áreas com solo encharcado merecem atenção especial porque o risco de deslizamento aumenta conforme o acumulado de chuva cresce ao longo dos dias.
O ciclone extratropical no Sul e a frente fria no Sudeste representam eventos distintos, mas conectados, que vão exigir monitoramento constante das autoridades e da população ao longo de toda a semana.
Você mora no Sul ou no Sudeste e já está se preparando para o ciclone extratropical e a frente fria? Como está a situação na sua cidade com essa previsão de chuva até maio? Conta nos comentários. Informação sobre clima severo precisa circular para que mais gente se proteja a tempo.

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