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EUA prometem quase R$1 milhão para quem conseguir frear mexilhões invasores que viajam em barcos e ameaçam rios, lagos e hidrelétricas

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 04/07/2026 às 13:23 Atualizado em 04/07/2026 às 13:26
Pessoa segura hélice de barco coberta por mexilhões invasores em um cais, ilustrando riscos para embarcações e sistemas de água.
Mexilhões invasores podem se fixar em barcos e espalhar larvas entre rios, lagos e reservatórios.
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Governo americano busca soluções para impedir que mexilhões quagga, zebra e dourado avancem por embarcações e comprometam sistemas de água.

O governo dos Estados Unidos lançou, em 2026, um desafio com prêmio de até US$ 200 mil, cerca de R$ 998 mil, para conter mexilhões invasores que ameaçam rios, lagos e infraestrutura hídrica.

A iniciativa, chamada “Halt the Hitchhiker: Invasive Species Challenge”, foi anunciada pelo Bureau of Reclamation, agência federal ligada a sistemas de abastecimento de água e geração hidrelétrica.

O foco, é encontrar métodos capazes de impedir que espécies como mexilhões quagga, zebra e dourado sejam transportadas em embarcações.

Por que os mexilhões invasores preocupam os EUA

Esses organismos conseguem viajar de um corpo d’água para outro ao pegar “carona” em barcos. Além disso, pequenas quantidades de água presas em compartimentos de lastro podem carregar larvas microscópicas.

Depois de instalados, os mexilhões se fixam em superfícies submersas. Assim, formam colônias densas e podem afetar captações de água, bombas, tubulações e sistemas usados por cidades, fazendas e usinas.

Segundo o Bureau of Reclamation, apenas mexilhões quagga e zebra geram mais de US$ 1 bilhão por ano em custos de controle e danos à infraestrutura nos Estados Unidos.

Impacto vai além da infraestrutura

Além dos prejuízos financeiros, essas espécies também afetam ecossistemas aquáticos, marinas, praias e reservatórios. Recentemente, a preocupação aumentou após a detecção de mexilhões dourados na Califórnia, em 2024.

De acordo com o desafio oficial, a busca é por soluções capazes de matar, excluir ou inativar espécies aquáticas invasoras antes que elas sejam espalhadas por embarcações.

Como funciona o desafio do governo americano

Atualmente, inspeções e descontaminações de barcos exigem tempo, mão de obra e estrutura especializada. Em muitos casos, equipes lavam compartimentos das embarcações com água aquecida, em um processo que pode durar até uma hora por barco.

Por isso, durante períodos de maior movimento em lagos e reservatórios, surgem gargalos operacionais. Consequentemente, o governo busca alternativas mais rápidas, eficientes e escaláveis.

A competição terá três fases:

  • Fase 1: participantes enviam propostas conceituais; até seis projetos podem receber US$ 25 mil.
  • Fase 2: equipes selecionadas fazem apresentação virtual; até três podem ganhar US$ 50 mil.
  • Fase 3: finalistas criam protótipos para testes em laboratório.

Na etapa final, a organização prevê prêmios máximos de US$ 125 mil para o primeiro lugar, US$ 75 mil para o segundo e US$ 50 mil para o terceiro.

Quem pode participar e quando sai o resultado

Pesquisadores, startups, universidades, inventores e equipes com base nos Estados Unidos podem participar do desafio. Por fim, a iniciativa prevê o anúncio dos vencedores finais em setembro de 2027, conforme o cronograma oficial.

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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