Início Chineses estão construindo usina hidrelétrica de 180 metros de altura utilizando apenas impressoras 3D

Chineses estão construindo usina hidrelétrica de 180 metros de altura utilizando apenas impressoras 3D

25 de maio de 2022 às 11:54
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Canteiro de obras de Yangqu, na China (Imagem: Reprodução/Singularity Hub)

Os chineses estão desenvolvendo a primeira usina hidrelétrica a partir de impressoras 3D e Inteligência Artificial. A usina será responsável por fornecer cerca de 500 bilhões de kWh por ano para a China.

Engenheiros chineses estão atuando na construção de uma barragem com 180 metros de altura, utilizando inteligência artificial (IA) e impressoras 3D. A mega estrutura está situada no Planalto Tibetano, no sudoeste da China e será parte de uma usina hidrelétrica de Yangqu, que está prevista para entrar em operação em 2025. Após finalizada, a usina deve fornecer cerca de 5 bilhões de quilowatts hora por ano de energia elétrica para a população da China, se tornando a primeira do mundo a ser totalmente construída sem a participação de mão de obra humana.

Usina hidrelétrica utiliza Inteligência Artificial e impressoras 3D

Toda a estrutura construída pelos engenheiros chineses será erguida por camadas, utilizando um processo parecido com as impressoras 3D convencionais.  A diferença é que para construir a barragem serão utilizados caminhões, pavimentadoras, tratores, escavadeiras e rolos compressores não tripulados, que são controlados por um sistema de Inteligência Artificial.

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Além de contribuir com a eliminação de erros e impulsionar ainda mais o processo de construção da usina hidrelétrica, o sistema de IA e impressoras 3D foi projetado para mitigar o número de acidentes no canteiro de obras da China. De acordo com os engenheiros chineses, o sistema será utilizado para supervisionar toda a linha de montagem automatizada da barragem. 

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A frota de veículos autônomos será capaz de encontrar os materiais utilizados na obra e transformá-los nas camadas do paredão de contenção do lago da usina. Logo após, rolos automatizados equipados com sensores inteligentes exercerão pressão sobre tais camadas, tornando-as duráveis e resistentes. Após concluído, os chineses esperam que o projeto se torne a maior estrutura feita por impressoras 3D e Inteligência Artificial do mundo, tomando o título que pertence a um prédio comercial de dois andares em Dubai, que possui um pouco mais de seis metros de altura.

Usina hidrelétrica da China contará com trabalho humano

Apesar do uso inédito da IA e impressoras 3D, nem toda a construção da usina hidrelétrica da China será feita por máquinas. Como é uma tarefa extremamente complexa, o processo de mineração das rochas será feito por trabalhadores chineses.

Por ora, a parte não humana da construção está mais ligada ao transporte de materiais e mitigação de erros operacionais, como utilizar um rolo compressor automatizado para que ele se mantenha em linha reta, ou imprimir uma estrutura monumental com precisão milimétrica e economia de insumos.

De acordo com Liu Tianyun, professor de engenharia e autor principal da pesquisa, esta tecnologia inovadora de impressão 3D, aliada ao uso de IA, também pode ser utilizada em diversos outros investimentos de infraestrutura, como no desenvolvimento de aeroportos, estradas e estádios.

Empresas brasileiras já utilizam veículos autônomos

Para tirar seus trabalhadores do risco eminente de acidentes, a mineradora Vale já utiliza caminhões autônomos que atuam na mina de Carajás. Os veículos dispensam o trabalho humano, não necessitam de um operador na cabine e o melhor de tudo, contribuem com a redução nas emissões de CO2.

Os veículos que são utilizados na maior mina a céu aberto, contam com uma capacidade para transportar até 240 toneladas e estão sendo testados na rota entre a frente de lavra e a área de descarregamento no minério de ferro.

Segundo a empresa, os caminhões são controlados por sistemas de computador, sem necessitar de um operador na cabine e contam com um GPS, radares e inteligência artificial. Ao detectar algum risco, os veículos paralisam suas operações até serem autorizados. A Vale investiu cerca de R$ 200 milhões em seu programa de caminhões autônomos apenas no ano de 2021.

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