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China derruba importações para 6,5 milhões de barris por dia, segura o preço do petróleo abaixo de US$ 100 e reduz pressão global mesmo com Ormuz fechado

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 29/05/2026 às 20:00
Atualizado em 29/05/2026 às 20:56
China reduz importações e ajuda a conter preço do petróleo, mesmo com Ormuz fechado e 20% do fornecimento afetado.
China reduz importações e ajuda a conter preço do petróleo, mesmo com Ormuz fechado e 20% do fornecimento afetado.
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Mesmo com o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, rota associada a 20% do fornecimento mundial, o petróleo Brent voltou abaixo de US$ 100 após a China reduzir importações, alterar operações de refinarias e manter dúvidas sobre seus estoques.

A redução das importações chinesas, a falta de transparência sobre estoques e a mudança na operação das refinarias ajudaram a conter a disparada do preço do petróleo, mesmo com o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz e o impacto sobre uma rota associada a 20% do fornecimento global.

As projeções iniciais indicavam que um conflito prolongado poderia levar o barril a até US$ 200. No entanto, o Brent voltou a ser negociado abaixo de US$ 100 diante da expectativa de extensão do cessar-fogo, apesar da interrupção em Ormuz.

China reduz compras e alivia pressão global

A China diminuiu as importações de petróleo desde o início da guerra, movimento que reduziu a pressão sobre o mercado internacional em meio ao choque de oferta. Antes do conflito, o país comprava 11 milhões de barris por dia. Em abril, esse volume caiu para 9,3 milhões de barris diários.

A expectativa citada por Michal Meidan, do Instituto Oxford de Estudos Energéticos, é que as compras de maio e junho recuem para 6,5 milhões de barris por dia. Essa queda ajudou a compensar parte do impacto provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

Estoques chineses dificultam leitura do mercado

Salih Yilmaz, analista da Bloomberg Intelligence, avalia que os preços estariam bem mais altos se as importações chinesas tivessem permanecido no ritmo anterior. Um dos pontos centrais é a opacidade dos estoques chineses.

Analistas conseguem acompanhar tanques visíveis e fluxos de petroleiros, mas reservas subterrâneas e outros estoques são mais difíceis de medir. Até agora, não houve liberação observada da Reserva Estratégica de Petróleo da China, embora refinarias possam recorrer a estoques comerciais.

Refinarias mudam operação durante a crise

A resposta chinesa incluiu reduzir compras para formação de estoques, diminuir o processamento de petróleo bruto, alterar a mistura de derivados e ampliar o uso de carvão na produção de certos químicos. O país também proibiu temporariamente exportações de produtos refinados.

A dúvida é por quanto tempo essa estratégia poderá continuar sem uso maior das reservas ou retomada das importações. A Agência Internacional de Energia alertou para uma drenagem recorde dos estoques globais, enquanto um executivo da Exxon Mobil mencionou níveis inéditos.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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