Crescimento expressivo reforça a força das exportações da China em meio à guerra tarifária com os Estados Unidos
A China registrou um crescimento de 8,3% em suas exportações no mês de setembro de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. As vendas externas totalizaram US$ 328,6 bilhões, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) divulgados em 13 de outubro de 2025. Mesmo com as tensões comerciais em alta, as exportações superaram amplamente as expectativas do mercado. Esse resultado fortalece a balança comercial do país e amplia a confiança do governo em seu desempenho econômico.
Crescimento supera previsões e fortalece confiança do governo chinês
O governo chinês avaliou o desempenho de setembro como altamente positivo. O resultado superou as estimativas da plataforma Wind, que previa avanço de 5,7%.
“Apesar de um ambiente externo complexo, os produtos chineses resistiram à pressão e alcançaram crescimento constante, demonstrando forte resiliência”, afirmou Wang Jun, vice-ministro da GACC, durante entrevista concedida em Pequim, na segunda-feira (13.out.2025).
Além disso, as exportações cresceram antes da entrada em vigor da nova tarifa de 100% aplicada pelos Estados Unidos, marcada para 1º de novembro de 2025. Isso reforça que muitos exportadores anteciparam embarques para evitar custos adicionais.
Nova tarifa dos EUA amplia tensão comercial e pressiona cadeias globais
A nova taxa foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do Partido Republicano, na sexta-feira (10.out.2025). O anúncio ocorreu um dia após a China endurecer as restrições ao comércio de terras raras.
Essa sequência de medidas intensificou a disputa tarifária entre as duas maiores economias do mundo. As ações reacenderam preocupações sobre os impactos no comércio global e nas cadeias produtivas.
No entanto, as exportações chinesas de setembro não foram afetadas diretamente. Isso porque a tarifa só entra em vigor em novembro, mantendo o desempenho robusto antes da nova rodada de sanções.
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A busca frenética pelo domínio tecnológico do planeta – por consequência, econômico e militar – acirrou a disputa pelas chamadas ‘terras raras’, por parte das superpotências Estados Unidos e China, o que coloca o Brasil, detentor da segunda maior reserva mundial, no epicentro da sanha internacional.
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Nem mesmo o fim da ‘montanha russa’ descrita pelo preço do petróleo tipo Brent (principal referência global) – que saltou de uma cotação de US$ 72 para US$ 120, até baixar ao patamar de US$ 76 o barril – devido ao acordo de paz recente firmado entre os EUA e o Irã, foi suficiente para aliviar a economia brasileira de pressões inflacionárias.
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Importações também avançam e consolidam superavit expressivo
De acordo com os dados da GACC, as importações chinesas cresceram 7,4% em relação a setembro do ano anterior, alcançando US$ 238,1 bilhões.
Com isso, a balança comercial da China registrou superavit de US$ 90,5 bilhões apenas em setembro.
Entre janeiro e setembro de 2025, o comércio exterior chinês movimentou US$ 4,7 trilhões, resultado 3,1% superior ao mesmo período de 2024.
Esses números demonstram que a China mantém forte ritmo comercial, mesmo sob um cenário de incertezas e aumento da pressão externa.
Relações comerciais com os EUA continuam em queda acentuada
Apesar do desempenho positivo, as trocas comerciais entre China e Estados Unidos seguem em declínio. No acumulado do ano, as exportações chinesas para o mercado norte-americano caíram 16,9%.
Enquanto isso, as importações de produtos dos EUA recuaram 11,6%, segundo dados da GACC. Esse cenário reforça a deterioração das relações bilaterais e a consolidação de uma guerra econômica duradoura.
Ainda assim, o superavit chinês mostra a força de sua indústria exportadora. O país segue expandindo sua presença global e diversificando mercados, demonstrando resiliência estratégica diante das barreiras comerciais impostas por Washington.
