Dados recentes dos setores de mineração e reciclagem indicam que a China enfrenta esgotamento acelerado de materiais estratégicos para baterias, com reservas domésticas limitadas e dependência crescente de terras raras e metais importados para sustentar a produção de veículos elétricos
A China mantém a liderança global na fabricação de baterias para veículos elétricos, mas dados recentes de mineração e reciclagem indicam esgotamento acelerado de reservas domésticas, com menos de 15 anos de lítio, apenas 3,8 anos de níquel e dependência total de cobalto importado.
Diagnóstico das reservas e pressão da demanda
As informações foram apresentadas durante visita a um dos maiores polos industriais de mineração e reciclagem do país e consideram os anos restantes de reservas comprovadas, com base na taxa atual de extração. O cenário ocorre em um contexto de crescimento acelerado da produção global de veículos elétricos, reduzindo a margem de manobra da indústria chinesa.
Embora a China domine a manufatura de baterias, sua base de recursos naturais mostra sinais claros de exaustão. O avanço da demanda interna e externa intensifica a pressão sobre matérias-primas críticas, tornando o acesso a suprimentos estrangeiros um fator central para a continuidade da produção.
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Lítio com prazo limitado e extração mais complexa
De acordo com os dados disponíveis, as reservas chinesas de lítio seriam suficientes para cerca de 14,6 anos. Esse horizonte, porém, tende a encurtar rapidamente diante da expansão da capacidade produtiva de baterias. Além disso, grande parte do lítio nacional é extraída de salinas no Planalto Tibetano de Qinghai, onde o processo é mais complexo e oneroso do que em outras regiões produtoras.
Essa condição ajuda a explicar a estratégia agressiva de aquisição de ativos no exterior. Empresas chinesas intensificaram a compra de minas na África e na América do Sul, buscando maior previsibilidade de fornecimento e custos mais competitivos no longo prazo.
Níquel com risco iminente de escassez
A situação do níquel é ainda mais sensível. As reservas nacionais cobririam apenas 3,8 anos de consumo ao ritmo atual. O metal é fundamental para baterias de alta densidade energética, especialmente as do tipo NMC, utilizadas em veículos elétricos de longo alcance, o que amplia o impacto potencial da escassez.
Para mitigar esse risco, a China passou a investir bilhões de dólares no exterior, com destaque para projetos na Indonésia. O desenvolvimento de usinas de processamento com tecnologias HPAL permite ampliar o acesso ao níquel além das fronteiras nacionais e sustentar a cadeia produtiva por um período mais extenso.
Cobalto e dependência integral de importações
O cobalto representa o ponto mais crítico da equação. A China não dispõe mais de reservas domésticas economicamente viáveis e depende integralmente das importações. Na prática, isso resultou no controle de parcelas relevantes da cadeia de suprimentos na República Democrática do Congo, maior produtor mundial do metal.
Essa dependência total confere ao cobalto elevada relevância geopolítica. A necessidade de contratos de longo prazo e participações em áreas estratégicas tornou-se central para garantir estabilidade no abastecimento, mesmo diante de riscos políticos e operacionais.
Reciclagem e novas químicas como resposta estrutural
Diante do esgotamneto de recursos naturais, a China acelera investimentos em reciclagem de baterias, recuperando lítio, níquel e outros materiais de veículos elétricos ao final da vida útil. Paralelamente, políticas de incentivo a químicas alternativas, como baterias LFP e de sódio, buscam reduzir a dependência de metais escassos.
Em um mercado no qual mais da metade dos carros elétricos do mundo é produzida no país, o acesso contínuo a matérias-primas tornou-se decisivo para o futuro da mobilidade elétrica global, condicionando estratégias industriais, investimentos externos e a própria segurança da cadeia de suprimentos.

O Brasil não teria como se defender, vejamos: no Brasil existem 50% de Bolsonaristas, traidores da pátria, oradores de pneus, entreguistas, vendilhões, portanto sobraria os outros 50% para lutar contra esses Bolsonaristas pelegos, corruptos, que se vendem por presentes em jóias, e ainda ter de enfrentar os EUA e a OTAN.