Durante encontro em Pequim, o ministro da Defesa chinês, Dong Jun, e o cubano Álvaro López Miera prometeram reforçar a cooperação militar, enquanto Xi Jinping ofereceu novos acordos e apoio econômico direto à ilha caribenha.
A China decidiu intensificar sua aproximação com Cuba e pretende usar a fragilidade da ilha para ampliar sua presença militar perto dos Estados Unidos. O movimento ganhou força após o ministro da Defesa chinês, Dong Jun, receber seu homólogo cubano, Álvaro López Miera, em Pequim, na última terça-feira.
Eles prometeram ampliar a cooperação militar e fortalecer a coordenação política entre os dois países, segundo a agência estatal Xinhua.
Dong chamou os laços entre China e Cuba de “um modelo de solidariedade e cooperação entre países socialistas” e disse que Pequim quer expandir o intercâmbio de pessoal para elevar as relações militares a “um novo nível”.
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Encontro durante o Fórum de Xiangshan
López Miera está em Pequim para participar do Fórum de Xiangshan, principal evento anual de diplomacia militar da China. Ele afirmou que Cuba apoia as quatro iniciativas globais propostas por Xi Jinping e pretende consolidar a “amizade especial” com Pequim.
O encontro também marcou as comemorações pelos 65 anos das relações diplomáticas entre os dois países. Essas relações se baseiam na harmonia política e ideológica e no desejo de ampliar os laços econômicos e financeiros.
A China é hoje um dos principais aliados de Havana. Apesar da crise econômica e financeira que assola a ilha, Pequim continua oferecendo apoio. “A China está disposta a continuar fornecendo assistência a Cuba”, afirmou Dong.
Xi reforça apoio e cobra mais integração
No início de setembro, Xi Jinping recebeu o ditador cubano Miguel Díaz-Canel em Pequim. Na ocasião, o líder chinês disse que está “pronto para continuar fornecendo assistência e apoio a Cuba da melhor maneira possível” e pediu um “fortalecimento da cooperação estratégica abrangente” entre os dois países.
Xi ainda declarou que a China “continuará a apoiar firmemente Cuba em sua justa luta contra a interferência e o bloqueio” dos Estados Unidos.
Ele defendeu que ambos usem o 65º aniversário das relações diplomáticas para elevar os laços bilaterais a um patamar mais alto.
Díaz-Canel prometeu melhorar o ambiente de negócios para empresas chinesas em Cuba e agradeceu a Pequim por seu “apoio altruísta”. Segundo a Xinhua, os dois líderes assinaram documentos de cooperação em agricultura local, cooperação prática e inteligência artificial, reforçando o alinhamento entre os governos.
