Em um movimento audacioso, a China anunciou um pacote de estímulos de aproximadamente 300 bilhões de yuans, cerca de 225 bilhões de reais para impulsionar o consumo interno, focando principalmente em veículos de passeio e eletrônicos de consumo.
Este programa, anunciado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e pelo Ministério das Finanças, será financiado pela emissão de títulos especiais do tesouro.
Os subsídios para a troca de veículos a gasolina por veículos de nova energia dobrarão para 20 mil yuans, enquanto as trocas de veículos a gasolina aumentarão de 7 mil yuans para 15 mil yuans.
De acordo com informações do jornal Valor Econômico, a medida busca revitalizar a indústria automotiva, que representa cerca de 10% do PIB da China, mas que tem enfrentado um declínio nas vendas nos últimos meses.
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A imperiosa necessidade de aplicar um duro corte nos gastos públicos e uma alta ‘cavalar’ de impostos, além de comprometer drasticamente a qualidade dos serviços básicos e o poder de compra da população, poderá resultar em uma convulsão social no país, com a população protagonizando protestos, greves e distúrbios frequentes.
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Estímulo ao setor de eletrônicos
Além dos veículos, o programa chinês também contempla subsídios para oito tipos de produtos eletrônicos, como geladeiras, máquinas de lavar e televisores.
Esses subsídios serão equivalentes a 15% do preço de venda, até um máximo de 2 mil yuans por produto.
Essas iniciativas não são apenas uma resposta ao consumo interno lento, mas também uma tentativa de reduzir a supercapacidade de produção, que tem levado a um excesso de estoques exportados para outros países.
Observadores acreditam, informou o jornal citado, que essas medidas buscam sustentar a demanda doméstica e aliviar a pressão externa.
Subsídios no Brasil
No Brasil, o cenário de subsídios para setores similares não é tão robusto quanto na China, mas também existem esforços significativos.
Até julho de 2024, o governo brasileiro tem oferecido isenções fiscais e incentivos variados para veículos elétricos e híbridos. Por exemplo, há isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do PIS/COFINS para esses veículos.
Além disso, alguns estados brasileiros, como São Paulo, oferecem isenção de IPVA para veículos elétricos e híbridos. A prefeitura de São Paulo também sancionou uma lei que permite que parte do valor do IPVA seja convertido em crédito para pagamento do IPTU
Esses incentivos visam não apenas a estimular a compra de veículos mais sustentáveis, mas também a fomentar uma infraestrutura adequada para suportar essa nova demanda.
No setor de eletrônicos, o Brasil não possui um programa de subsídios tão abrangente quanto o da China.
No entanto, iniciativas para promover a eficiência energética e a modernização de equipamentos industriais estão em andamento.
Em 2023, por exemplo, o Brasil destinou cerca de R$ 3 bilhões em incentivos para projetos de eficiência energética e modernização industrial.
Diferença entre Brasil e China
A iniciativa chinesa de injetar bilhões para subsidiar compras de carros e eletrodomésticos destaca a diferença na abordagem dos governos para estimular a economia.
Enquanto a China aposta em um grande pacote de estímulos, o Brasil se concentra em isenções fiscais e incentivos específicos para setores estratégicos.
Como essas políticas impactarão a economia e o mercado de consumo em ambos os países ainda será visto nos próximos anos.
Você acha que o Brasil deveria seguir um modelo similar ao da China e investir mais agressivamente em subsídios para estimular a economia? Deixe sua opinião nos comentários!

Faltou informar que atualmente a grande preocupação que deveria ser de ajudar o consumidor e o mercado interno, o governo está com taxas absurdas. Quem abre alguma coisa investe ou compra algo neste ambiente absurdo.
Eu acho que o Brasil deveria gastar bem menos com a máquina administrativa… só isso resolveria boa parte dos nossos problemas!
Com certeza o Brasil está tímido quanto a antecipa o equilíbrio do sucesso