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China barra 69 mil toneladas de soja do Brasil, flagra trigo com pesticida proibido e suspende cinco gigantes do agronegócio após detectar contaminação em navio rumo a Pequim

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Escrito por Carla Teles Publicado em 26/11/2025 às 16:51 Atualizado em 26/11/2025 às 16:52
China barra 69 mil toneladas de soja do Brasil, flagra trigo com pesticida proibido e suspende cinco gigantes do agronegócio após detectar contaminação em navio rumo a Pequim
China barra soja do Brasil após contaminação da soja com trigo com pesticida, pressiona o agronegócio brasileiro e ameaça a exportação de soja para a China.
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China encontra trigo com pesticida em navio rumo a Pequim, bloqueia carga de soja do Brasil, pressiona o agronegócio brasileiro e revisa a exportação de soja para a China após nova contaminação da soja

A China suspendeu a importação de uma carga de 69 mil toneladas de soja do Brasil depois de detectar trigo tratado com pesticida proibido misturado aos grãos, no porão do navio Shine Ruby, que seguia para Pequim. A Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) classificou o episódio como “infração grave” às regras de segurança alimentar, bloqueou o lote e determinou a suspensão das compras de soja de cinco unidades brasileiras de gigantes do agronegócio.

As medidas atingem duas plantas da Cargill em São Paulo, além de unidades da Louis Dreyfus e da CHS Agronegócio no mesmo estado e uma planta da 3Tentos no Rio Grande do Sul.

Embora outras fábricas dessas empresas continuem habilitadas a embarcar soja do Brasil para o mercado chinês, as operações específicas envolvidas na contaminação ficam paralisadas até nova avaliação das autoridades de Pequim.

China reage a contaminação e mira cinco gigantes da soja do Brasil

Segundo a GACC, a inspeção no navio Shine Ruby encontrou, no meio do carregamento de soja do Brasil, cerca de dez toneladas de trigo tratado com revestimento de pesticidas, um produto químico considerado tóxico e destinado apenas ao plantio, não ao consumo humano ou animal.

Além de representar um risco sanitário “inaceitável”, o trigo brasileiro nem sequer está habilitado para exportação à China, o que agrava a violação das regras comerciais e fitossanitárias do país asiático.

Na comunicação enviada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a autoridade chinesa destaca que a decisão tem como objetivo “proteger a saúde dos consumidores chineses e garantir a segurança da soja importada”.

A China também informou que não aceitará declarações de importação de soja do Brasil originadas dessas unidades para remessas embarcadas a partir de 27 de novembro de 2025, mantendo um bloqueio administrativo até que as exigências de correção sejam cumpridas.

Reincidência acende alerta sobre controles na soja do Brasil

Pequim fez questão de registrar que não é a primeira vez que problemas com pesticidas na soja do Brasil aparecem.

Em dezembro de 2024 e janeiro de 2025, a China já havia suspendido habilitações de cinco estabelecimentos brasileiros após detectar soja com revestimento de pesticidas em remessas enviadas ao país.

Em abril de 2025, o lado brasileiro apresentou medidas corretivas e compromissos formais para garantir a segurança da soja do Brasil exportada para o mercado chinês, prometendo eliminar grãos com revestimento químico inadequado.

Agora, com a nova contaminação envolvendo trigo tratado dentro de um navio de soja do Brasil, a credibilidade desses ajustes volta a ser testada, e a pressão por fiscalização mais rígida tende a aumentar.

Soja do Brasil segue forte na China, mas episódio pressiona fiscalização

Apesar da gravidade do caso, o Mapa tenta reduzir o impacto institucional. O secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Luís Rua, afirmou que é preciso “relativizar essa situação” diante da dimensão do comércio de soja do Brasil com a China.

Segundo ele, são cinco estabelecimentos diante de cerca de 2 mil habilitados a exportar soja para o mercado chinês, o que manteria o fluxo geral de negócios.

Os números mostram por que a reação é tão sensível. A China é o maior comprador mundial da soja do Brasil, respondendo pela importação de US$ 31,5 bilhões em grãos em 2024, o equivalente a 73% de tudo o que o país vendeu ao exterior.

Entre janeiro e outubro deste ano, a participação chinesa subiu para 78% das exportações de soja do Brasil, com movimentação de R$ 31,6 bilhões. Ou seja, qualquer ruído nessa parceria atinge o coração do agronegócio brasileiro.

Governo brasileiro promete resposta rápida e diálogo com empresas

Diante do bloqueio, Luís Rua informou que o governo brasileiro vai chamar imediatamente as empresas envolvidas para esclarecer o que aconteceu e apurar a origem da contaminação.

Ele ressaltou que o Brasil leva “muito a sério” qualquer questionamento de um parceiro comercial e que as análises serão feitas com transparência e rapidez, justamente para proteger a imagem da soja do Brasil no maior mercado comprador.

A reportagem original buscou Cargill, Louis Dreyfus, CHS Agronegócio e 3Tentos para comentar o caso, mas não obteve resposta até a publicação, mantendo o espaço aberto para manifestação.

Enquanto isso, a pressão recai sobre os controles internos e as rotinas de embarque da soja do Brasil, desde o campo até o navio, para evitar que cargas inteiras sejam comprometidas por contaminações pontuais.

Exigências da China para liberar novamente as plantas brasileiras

No documento enviado à Embaixada do Brasil em Pequim, a GACC pede que o governo brasileiro dê “elevada atenção” à segurança dos produtos agropecuários destinados ao mercado chinês.

Entre as cobranças estão o reforço do controle na origem, o fortalecimento da supervisão oficial e a implementação de medidas sanitárias e fitossanitárias rigorosas antes do embarque da soja do Brasil.

Para reverter a suspensão, cada estabelecimento envolvido terá de conduzir uma investigação formal sobre a origem da contaminação, sob supervisão do Mapa, adotar medidas corretivas para evitar reincidências e demonstrar capacidade efetiva de controle sanitário.

Só depois disso, e mediante recomendação das autoridades brasileiras, a China avaliará a reabilitação dessas unidades exportadoras de soja do Brasil e decidirá se voltará a aceitar seus embarques.

E você, acha que esse novo bloqueio da China é um alerta necessário para reforçar o controle sobre a soja do Brasil ou um rigor excessivo que pode prejudicar o agronegócio brasileiro?

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Dirceu Rodrigo
Dirceu Rodrigo
28/11/2025 23:24

Guys look, note when the Brazilian exports are very high the Chinese government always try to look for some excuses for block the exportations to pressure the soybeans price to down.
This is always their strategy

Del Donaker
Del Donaker
28/11/2025 20:41

These soybeans are apparently still fit for planting. However, the beans were sent intentionally and those companies need to be officially reprimanded and put on a list for ongoing inspections. There’s deceit going on and Brazil must take an active role in order to preserve the credibility within BRICS and preserve trust and commitment for trade between member countries.

GRUPO DE PROTEÇÃO DA FAMILIA
GRUPO DE PROTEÇÃO DA FAMILIA
27/11/2025 08:09

MUITO IMPORTANTE ESSA REPORTAGEM ESPERANDO QUE AGORA AS AUTORIDADES DO BRASIL PROIBAM TODO TIPO DE AGROTÓXICOS E PESTICIDAS QUE CAUSAM DANOS A SAÚDE HUMANA E DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS SEGUINDO A TENDENCIA INTERNACIONAL DE PROIBIÇÃO DESTES PRODUTOS E DANDO SEMPRE PRIORIDADE AOS ADUBOS NATURAIS.

Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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