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Casal passa 20 anos cavando uma encosta na Califórnia para escapar de calor, frio e incêndios, cria um labirinto de casas subterrâneas com túneis, domos e pátios iluminados e transforma moradia enterrada em ecovila artesanal

Escrito por Ana Alice
Publicado em 18/06/2026 às 22:18
Atualizado em 18/06/2026 às 22:20
Assista o vídeoCasal cria casas subterrâneas na Califórnia após 20 anos de escavações, com túneis, domos e pátios iluminados por luz natural. (Imagem: Ilustrativa)
Casal cria casas subterrâneas na Califórnia após 20 anos de escavações, com túneis, domos e pátios iluminados por luz natural. (Imagem: Ilustrativa)
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Em Grass Valley, na Califórnia, um casal transformou uma encosta escavada durante duas décadas em um conjunto subterrâneo com túneis, domos e pátios iluminados, em uma experiência de moradia artesanal ligada ao clima e ao terreno.

Zach e Allison Anderson passaram cerca de duas décadas escavando uma encosta em uma propriedade em Grass Valley, na Califórnia, para construir uma moradia subterrânea voltada a reduzir a exposição ao calor, ao frio e ao risco de incêndios florestais.

O projeto foi mostrado em reportagem de Kirsten Dirksen, publicada em 9 de novembro de 2025 no faircompanies, e reúne túneis, domos, pátios abertos e entradas de luz natural.

Casa subterrânea na Califórnia

A construção começou como uma experiência doméstica e, ao longo dos anos, passou a formar um conjunto de ambientes enterrados e interligados.

Segundo a reportagem, a propriedade abriga salas abobadadas, corredores, áreas de convivência e pequenos espaços residenciais protegidos pela encosta, em uma configuração descrita pela publicação como próxima de uma ecovila abrigada pelo solo.

A casa não é apresentada como um abrigo fechado e isolado do exterior.

O modelo adotado pelo casal combina áreas parcialmente enterradas com aberturas para ventilação, iluminação e circulação, recurso usado para reduzir a sensação de confinamento normalmente associada a construções subterrâneas.

A reportagem também atribui ao projeto a intenção de aproveitar a temperatura mais estável do terreno ao redor dos ambientes.

Ferrocimento molda túneis e domos

O sistema usado por Zach Anderson tem como base o ferrocimento, técnica formada por argamassa de cimento aplicada sobre camadas de malha metálica.

De acordo com o American Concrete Institute, o ferrocimento é um material estrutural composto por seções finas de argamassa reforçadas por camadas próximas de tela de aço ou malha contínua, o que permite montar a armação no formato desejado antes da aplicação da argamassa.

Na propriedade dos Anderson, essa técnica aparece em superfícies curvas, passagens estreitas, cômodos arredondados e domos.

O uso do ferrocimento ajuda a explicar a presença de formas menos rígidas do que as encontradas em construções convencionais, já que o material pode ser moldado em estruturas arqueadas e cascas de parede fina, conforme a definição técnica do instituto.

O ponto de partida do projeto, segundo o faircompanies, foi a tentativa de escapar das condições mais extremas da superfície.

A região de Grass Valley, no norte da Califórnia, é citada no texto original como o local onde o casal decidiu cavar a encosta para lidar com calor, frio e risco de fogo acima do solo.

Moradia enterrada e conforto térmico

A organização interna da moradia segue uma lógica de núcleo reduzido e áreas de transição ao redor.

Pela descrição da reportagem, Zach manteve a parte isolada da casa em tamanho menor e cercou esse núcleo com ambientes que funcionam entre o interior e o exterior, aproveitando a proteção do terreno e a ventilação natural.

Essa distribuição também está relacionada ao custo da construção, conforme a fonte original.

A reportagem afirma que a escolha por um núcleo menor e por espaços naturalmente temperados ao redor foi usada para manter custos de obra e impostos sobre a propriedade em patamares mais baixos, embora não apresente valores detalhados nem documentos fiscais sobre o caso.

Entre os ambientes descritos estão um viveiro ou lago subterrâneo com peixes e uma sala com aparência de gruta sob um domo iluminado por claraboia.

Periquitos voando livremente no espaço, estantes que escondem despensas e escadas, além de um sistema chamado por Zach de “living well”, apresentado como uma adaptação de parede viva para conduzir ar fresco e perfumado por plantas até o interior da casa.

A obra foi ampliada de forma gradual durante os 20 anos citados pela reportagem.

Com as novas escavações, o conjunto passou a reunir passagens, pátios e ambientes conectados, sem que a publicação informe uma metragem total ou uma planta completa da propriedade.

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Casa Di Terra e construção artesanal

Zach Anderson também aparece associado à Casa Di Terra.

A Professional TrailBuilders Association informa que a empresa tem localização principal em Grass Valley, na Califórnia, e lista Zachi Anderson e Alison Anderson entre os membros relacionados ao negócio.

A página da entidade descreve a Casa Di Terra como uma empresa de trilhas e paisagismo, com serviços de construção, design, planejamento, trabalhos em pedra, pontes e trilhas.

A mesma página informa que a Casa Di Terra já usou ferrocimento em passagens subterrâneas, grutas, átrios, cisternas, torres e estruturas do tipo faux bois.

O cadastro também menciona mais de 25 anos de operação com escavadeira e construção de trilhas, dado que contextualiza a experiência de Anderson com escavação, modelagem do terreno e estruturas artesanais.

Esse histórico ajuda a situar o projeto dentro de um conjunto mais amplo de construções alternativas no condado de Nevada, onde fica Grass Valley.

Em janeiro de 2025, a Nevada County Arts & Culture publicou reportagem sobre projetos de moradia criativa e sustentável na região, incluindo uma casa subterrânea desenvolvida com participação de Zachi Anderson.

Na publicação local, Anderson afirmou que o objetivo daquele projeto era desenvolver moradias mais bem isoladas contra calor e fogo, usando estruturas de ferrocimento de parede fina para permitir iluminação natural e ventilação ao redor de uma casa parcialmente enterrada.

A reportagem também ouviu Nick McBurney, supervisor de análise de projetos do Departamento de Construção do Condado de Nevada, que disse que construções desse tipo podem ser analisadas dentro dos códigos e padrões aplicáveis.

Protótipo compacto de casa acessória

A parte mais recente do conjunto dos Anderson, segundo o faircompanies, é uma unidade compacta de ferrocimento apresentada como uma casa acessória.

O espaço interno foi planejado para receber uma cama embutida do tipo Murphy e uma pequena cozinha, enquanto as áreas externas ampliam o uso da unidade por meio de pátios e ambientes abertos.

A reportagem descreve essa construção menor como um protótipo de moradia enterrada de escala reduzida.

Zach a apresenta como exemplo de que casas subterrâneas não precisam, em sua avaliação, ser grandes ou caras para receber luz natural e funcionar como espaços habitáveis; essa interpretação, no entanto, é atribuída ao próprio responsável pelo projeto.

Ainda não há, nas fontes consultadas, dados independentes sobre desempenho térmico, resistência ao fogo, custo total, metragem completa ou licenciamento específico da propriedade dos Anderson.

Assim, a experiência deve ser tratada como um caso de construção artesanal documentado por reportagem e por registros profissionais associados a Zach Anderson, sem generalização automática para outros terrenos, cidades ou normas de construção.

Arquitetura subterrânea e regras locais

O caso também mostra como projetos de moradia subterrânea dependem de fatores técnicos que vão além da escavação.

Solo, drenagem, ventilação, estabilidade estrutural, código de obras, segurança contra incêndio e autorização local são elementos que precisam ser considerados em qualquer tentativa de replicar uma construção desse tipo, ainda que esses detalhes não tenham sido detalhados no material original sobre a casa do casal.

Na prática, o conjunto criado por Zach e Allison Anderson reúne uma sequência de soluções desenvolvidas ao longo de duas décadas: domos iluminados, túneis, pátios, paredes curvas, passagens ocultas e espaços enterrados com acesso à luz natural.

A experiência foi apresentada como resposta às condições climáticas e ao risco de incêndios da região, mas permanece limitada ao contexto específico da propriedade em Grass Valley e às informações disponíveis nas fontes consultadas.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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