Desvalorização acelerada de modelos como Renault Kwid E-Tech e Peugeot e-2008 gera prejuízos para compradores iniciais
A aquisição de um veículo 0 km, especialmente elétrico, tem revelado armadilhas financeiras para consumidores brasileiros. Modelos lançados com preços elevados vêm sofrendo reduções drásticas em poucos meses, resultando em perdas significativas para quem comprou na fase inicial de comercialização, de acordo com os site Uol.
Kwid E-Tech perdeu quase metade do valor em três anos
O veículo Renault Kwid E-Tech, por exemplo, chegou ao mercado em agosto de 2022 com preço sugerido de R$ 142.990. Atualmente, é comercializado por R$ 99.990. No mercado de usados, uma unidade do modelo 2022/2023 está avaliada em cerca de R$ 72 mil, o que representa uma desvalorização de quase 50% em três anos.
Outro exemplo é o Renault Megane E-Tech, lançado por R$ 279.990, cujo preço já foi reduzido para até R$ 199.900 em ações promocionais. Já o Peugeot e-2008 passou de R$ 259.990 para R$ 159.990 no fim de 2023, o que impulsionou suas vendas, mas também impactou o valor de revenda.
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Estratégia de precificação de elétricos é alvo de críticas
Especialistas apontam que o problema dos elétricos está na estratégia de lançamento com preços excessivos, muitas vezes posicionando os veículos em segmentos superiores ao que de fato ocupam. Para o consultor automotivo Milad Kalume Neto, o mercado superestimou o valor agregado de alguns modelos, o que resultou na rápida necessidade de ajustes.
O Jeep Compass 4xe também enfrentou dificuldades. Lançado em 2022 por R$ 349.990, teve seu preço reduzido para R$ 243.390 antes de ser retirado do mercado, após apenas 836 unidades vendidas no país. A concorrência acirrada entre híbridos plug-in foi apontada pela montadora como um dos principais fatores da baixa adesão.
Concorrência chinesa acelera reajustes de preço
A presença crescente de montadoras chinesas com produção local e domínio de tecnologia — especialmente em baterias — tem pressionado os preços praticados no mercado nacional. Com modelos mais acessíveis e competitivo custo-benefício, essas marcas forçam rivais tradicionais a reverem suas margens.
A desvalorização precoce de veículos elétricos mostra que o consumidor deve agir com prudência ao considerar modelos recém-lançados. A expectativa de valorização ou estabilidade de preço pode não se confirmar diante de um mercado ainda em formação e sujeito a mudanças rápidas.


Carro nunca foi investimento lucrativo. A desvalorização só deve ajudar a ampliar as vendas e acelerar um processo inevitável de substituição da frota convencional por carros elétricos, tendência mundial.
As montadoras “nacionais” (entre aspas mesmo) estão mal-acostumadas em fazer o cliente de tr0ux@. Quiseram eletrificar suas velharias e acharam que o cliente ia bancar a aventura. Se deram mal. Aí chegaram os chineses com um preço pé no chão para um elétrico e tomaram esse novo mercado para eles. Para mim que viajo a trabalho de carro não serve, mas para quem só roda na cidade é vantagem. Inclusive, quem trabalha no uber, tem carregador e placas solares em casa, está plenamente satisfeito com o resultado.
Já era de se esperar isso, ainda mais quando se diz veículos…
Bom pra quem soube aguardar…