Início Carros elétricos geram dúvidas em questões de riscos de explosão de baterias. Marca Tesla está envolvida em casos de incêndio

Carros elétricos geram dúvidas em questões de riscos de explosão de baterias. Marca Tesla está envolvida em casos de incêndio

21 de fevereiro de 2022 às 08:59
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Foto: Reprodução google imagens / carros elétricos / enelX

Embora raríssimos, explosões durante o carregamento de baterias dos carros elétricos são possíveis, como ocorreu com modelo da Tesla

Possuir carros elétricos como os da marca Tesla, por exemplo, tem se tornado um desejo entre consumidores, visto que eles apresentam dois grandes pontos positivos: a sustentabilidade e a economia. Isso porque veículos deste tipo não têm sistema de escapamento de gases, contribuindo para a redução da poluição, além do fato de que o custo do combustível, ou seja, a eletricidade das baterias, é menor que o da gasolina.

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Entretanto, conforme o texto original de Barbara Mannara para o Tilt Uol, ainda há dúvidas em relação à questão da segurança do carregamento da bateria dos veículos elétricos, ou EVs. Infelizmente, casos de incêndios já foram registrados, mas são raros. Referência no quesito carros elétricos, a Tesla, marca do bilionário Elon Musk, esteve envolvida em um dos perigosos incidentes.

Recentemente nos Estados Unidos, no final de 2021, um carro elétrico Tesla Model 3 entrou em combustão durante o abastecimento de sua bateria na garagem do dono. Por sorte, não houve pessoas feridas e o que causou o incêndio ainda está em processo de investigação. A notícia foi publicada através do canal de televisão 6ABC.

De forma similar, em julho de 2021 foi registrado outro caso de explosão. O jornal Washington Post publicou, via web, a notícia de incêndio de um Tesla Model S, que também pegou fogo dentro da garagem do proprietário, na Califórnia (EUA). De acordo com a matéria, esses riscos têm gerado preocupação, visto que algumas fabricantes de carros elétricos alertaram proprietários para evitarem o carregamento dos veículos com ausência de vigilância, ou até mesmo deixá-los guardados inteiramente carregados.

Companhias de automóveis como Audi, General Motors e Hyundai chegaram a fazer, nos últimos anos, um recall de carros elétricos, justificando que possuíam riscos de combustão.

Dan Flores, porta-voz da marca General Motors, afirmou ao Washington Post: “Não achamos que todo veículo tenha esse raro defeito de fabricação. Mas não podemos arriscar, então estamos fazendo o recall de todos os veículos”.

Risco de incêndio de carros elétricos é real, mas incomum

Situações acidentais envolvendo carros elétricos são bem raras, pelo que afirma o EV FireSafe, projeto de pesquisa que visa reconhecer os perigos de incêndio de baterias de lítio em veículos elétricos, especialmente em momentos em que o veículo está ligado a uma fonte de energia.

Segundo afirmação feita ao site CNBC por Emma Sutcliffe, diretora do projeto em Melbourne, na Austrália, os estudos iniciais não mostram regularidade do problema.

Em pesquisa realizada pela seguradora de automóveis AutoinsuranceEZ, foi visto que carros elétricos apenas com bateria tem 0,03% de chance de causarem explosão, enquanto veículos com motor de combustão interna apresentam 1,5% de chance.

Por outro lado, carros elétricos híbridos apresentam risco maior. Estes, possuem bateria de alta voltagem e um motor de combustão interna, aumentando a probabilidade de incêndio para 3,4%.

Vida útil das baterias

Além dessa questão, o mercado de carros elétricos encara outro desafio: aumentar a durabilidade das baterias sem que haja grandes passos de recarga. Um dos notáveis empecilhos é o grande custo de desenvolvimento de algo viável quanto à fabricação e à comercialização.

Em média, no Brasil, carros elétricos podem ser 100% abastecidos num período de 1 a 4 horas. Considerando que dura menos de 5 minutos para encher um tanque com combustível fóssil, a diferença ainda é bem grande.

Exemplificando que a tecnologia de carregamento pode se desenvolver, tem-se o modelo de veículo Tesla SuperCharger, que promete ser carregado, em 15 minutos, o necessário para rodar 200 milhas (321 km). Indiscutivelmente, é um setor do mercado automobilístico extremamente promissor, para o qual as empresas devem ficar atentas.

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