China e União Europeia se mostram contra a nova posição de Washington sobre carros elétricos
Na última semana, houve uma linha direta com o presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol e o presidente dos EUA Joe Biden, com a missão de derrubar a contestada Inflation Reduction Act (IRA), uma nova lei norte-americana que revisa os incentivos para carros elétricos, tornando-os um modelo “Made in USA”.
A reunião entre os dois líderes ocorreu em Londres, durante o final da Rainha Elizabeth II. Posteriormente, eles partiram para Nova York, para uma Assembleia Geral da ONU. Neste sentido, as duas ocasiões vieram para que Yoon Suk-yeol arrebatasse Biden sobre a promessa de continuar os diálogos, para colocar a Kia e Hyundai, sem fábricas na América até 2025, para serem protegidas das últimas regras.
A notícia foi revelada pela Reuters, através de um comunicado oficial divulgado por Seoul. Em nota, o presidente pediu uma estreita cooperação para que o governo dos EUA resolva as preocupações sul-coreanas sobre o processo de aplicação da Inflation Reduction Act. Neste sentido, o diálogo tem como missão preservar os interesses de ambos os lados. Por outro lado, Biden afirmou que está diante dos temores de diversos parceiros internacionais. No encontro, foram debatidos alguns temas como a resiliência das cadeias de suprimentos, a crise climática e a segurança econômica e energética.
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Chiva aprova nova regra sobre carros elétricos
Horas após a situação ocorrer, a Coreia do Sul percebeu que não está sozinha. Isso porque a China se uniu ao movimento contra Washington. E não parou por aí: Além de Seul, Pequim e a União Europeia também estão denunciando uma suspeita de violação da Organização Mundial do Comércio (OMC). Por outro lado, o porta-voz do Ministério do Comércio da China, Shu Meeting, ameaçou os EUA e apontou supostas medidas para salvaguardar os direitos legítimos da China, caso necessário. Neste sentido, é esperado que os EUA avaliem a situação, da mesma maneira que o Japão e a União Europeia. As informações foram divulgadas na Reuters.
Dessa forma, o Vice-Presidente da Comissão da UE e Comissário de Comércio, afirmou que Bruxelas já está incluída nas denúncias contra as novas regras. Ele noticiou um encontro com a correspondente americana, Katherine Tai, na tentativa de encontrar um meio termo para a situação. Uma próxima reunião está marcada para o final do mês na Indonésia, onde serão feitos diversos trabalhos preparatórios para o G20. Sendo assim, pode ser que a discussão fique mais acirrada; mas, existe a possibilidade de consenso entre os governos sobre as novas regras sobre carros elétricos.
Paralelamente, o alarme foi disparado pela ACEA, uma associação que reúne os fabricantes europeus de automóveis; isso porque as condições exigidas pela nova regra arriscam limitar a adoção de carros elétricos. Dessa forma, a mudança pode comprometer a conversão para tecnologias verdes, além de atrasar o combate sobre as mudanças climáticas. Dessa forma, é possível que a nova regra ainda sofre represálias da comunidade internacional. Entretanto, somente os desdobramentos da novidade poderão afirmar quais medidas serão tomadas.
