A capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), maior roedor do mundo, vive perto da água, forma grupos e se adaptou às cidades da América do Sul.
Vista caminhando tranquilamente às margens de rios, lagos e até parques urbanos, a capivara deixou de ser apenas um animal silvestre para se tornar presença constante no cotidiano de muitas cidades sul-americanas.
O mamífero herbívoro, reconhecido como o maior roedor do mundo, ocupa ambientes naturais e urbanos, vive em grupos organizados e depende da água para sobreviver.
Essa combinação de tamanho, comportamento social e adaptação ajuda a explicar por que a espécie se espalhou por quase toda a América do Sul e segue despertando atenção de pesquisadores e moradores.
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Por que a capivara é o maior roedor do mundo?
A capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) está presente do Panamá ao sul da Argentina, segundo registros da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
No Brasil, o animal ocorre em praticamente todos os biomas, desde áreas alagadas do Pantanal até regiões próximas a grandes centros urbanos.
Esse sucesso geográfico está diretamente ligado à disponibilidade de água. Sempre que encontra rios, lagoas ou áreas úmidas, a capivara estabelece seu território.
Nenhum outro roedor vivo alcança o porte da capivara. Um indivíduo adulto pode pesar cerca de 55 quilos, medir mais de 1 metro de comprimento e atingir até 62 centímetros de altura.
A aparência lembra a de um porquinho-da-índia em escala ampliada. O corpo robusto e o pelo áspero ajudam o animal a lidar com ambientes quentes e úmidos.
Um corpo moldado para a água
A ligação da capivara com a água é visível em sua anatomia. O animal possui três dedos nas patas dianteiras e quatro nas traseiras, o que facilita a locomoção em terrenos alagados.
Além disso, olhos, narinas e orelhas ficam posicionados na parte superior da cabeça.
Assim, o maior roedor do mundo consegue nadar quase totalmente submerso, mantendo apenas o essencial fora da água.
Alimentação baseada em plantas
A capivara é estritamente herbívora. Sua dieta inclui gramíneas, plantas aquáticas e vegetação ciliar encontrada nas margens de rios e lagos.
Em menor escala, também consome frutos, sementes e flores.
Um hábito comum é roer a casca de árvores, o que ajuda a desgastar os incisivos, que crescem continuamente.

Vida em grupo e organização social das capivaras
Dificilmente uma capivara é vista sozinha. A espécie vive em bandos formados por um macho dominante, várias fêmeas, filhotes e machos subordinados.
Esses grupos ocupam áreas que podem variar entre 10 e 200 hectares, divididas em espaços específicos para descanso, alimentação e banho.
Quando outro grupo invade o território, podem ocorrer confrontos.
Reprodução e hierarquia
O sistema reprodutivo da capivara segue uma lógica hierárquica. Um único macho costuma se reproduzir com várias fêmeas do grupo, em um modelo semelhante ao de um harém.
A reprodução ocorre principalmente na primavera.
Cada fêmea pode ter de três a oito filhotes, que nascem bem desenvolvidos e rapidamente passam a acompanhar o grupo.

Ao perceber uma ameaça, a capivara emite sons parecidos com latidos.
Em seguida, corre em direção à água, onde nada com rapidez para escapar de predadores.
Esse comportamento reforça a importância dos ambientes aquáticos como refúgio natural do maior roedor do mundo.
Capivara e a vida urbana
Com o avanço das cidades e a redução dos habitats naturais, a capivara passou a ocupar parques, represas e áreas verdes urbanas.
Segundo o biólogo Marcos Vinícius Rodrigues, ouvido pela National Geographic, o animal se tornou um “generalista”.
“Tornou-se o que chamamos de animal generalista, aprendendo a socializar com a presença humana e a se adaptar às cidades”, afirmou o especialista, destacando que essa adaptação é uma estratégia de sobrevivência.
Estado de conservação da capivara
De acordo com a IUCN, a capivara está classificada como espécie de menor preocupação em relação ao risco de extinção.
Isso se deve à ampla distribuição e à presença em áreas protegidas.

Ainda assim, a urbanização acelerada e a caça continuam sendo ameaças locais, especialmente em regiões onde o animal é explorado pela carne e pela pele.
Mesmo sendo o maior roedor do mundo, a capivara mantém um comportamento calmo e sociável.
Sua capacidade de adaptação transformou o animal em um símbolo da fauna sul-americana.
Compreender seus hábitos é essencial para garantir uma convivência equilibrada entre humanos e vida silvestre, especialmente em um cenário de crescente ocupação urbana.

They just want to exist and let exist… some humans should take notes