O calendário de pagamentos do Bolsa Família em maio começa na próxima segunda-feira, dia 18, e segue até o dia 29, distribuído conforme o último dígito do NIS. O valor mínimo é de R$ 600 por família e pode chegar a mais de R$ 950 quando incluídos os adicionais por criança, gestante, nutriz ou adolescente.
O Caixa Tem, aplicativo oficial da Caixa Econômica Federal para gestão de benefícios sociais, começará a liberar os pagamentos do Bolsa Família referentes ao mês de maio de 2026 na próxima segunda-feira, dia 18, e os repasses seguem de forma escalonada até sexta-feira, dia 29. Segundo dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), serão atendidas 18,73 milhões de famílias brasileiras, o equivalente a aproximadamente 48,92 milhões de pessoas, em todos os 5.570 municípios do país. O desembolso mensal previsto é de aproximadamente R$ 12,7 bilhões. O valor mínimo pago é de R$ 600 por família, mas, conforme a composição familiar e os benefícios adicionais previstos por lei, o repasse pode chegar a R$ 750, R$ 850 ou ultrapassar R$ 950 em algumas situações. Em abril, o valor médio efetivamente pago por domicílio foi de R$ 683,75, segundo dados oficiais. Como costuma acontecer, os pagamentos são liberados em ordem definida pelo último dígito do Número de Identificação Social (NIS).
E é exatamente essa lógica que explica por que algumas famílias recebem mais do que outras.
O que você vai entender neste texto
- Como o Caixa Tem libera os pagamentos do Bolsa Família e em que ordem.
- O calendário completo de pagamentos em maio, dia a dia, para cada final de NIS.
- Por que algumas famílias recebem R$ 600 e outras recebem R$ 750, R$ 850 ou mais.
- Quais são os benefícios adicionais previstos pelo programa e quanto cada um vale.
- Quem tem direito ao Bolsa Família e o que fazer se o pagamento não cair.
O calendário completo de maio no Caixa Tem
A liberação dos valores no Caixa Tem segue, todo mês, a mesma lógica. O Bolsa Família é pago nos últimos dez dias úteis do mês, em ordem definida pelo último dígito do Número de Identificação Social (NIS) do responsável familiar. Quem tem NIS final 1 sempre recebe primeiro. Quem tem NIS final 0 sempre recebe por último.
-
Coca-Cola fecha fábrica, afeta 85 trabalhadores e encerra operação de mais de 100 anos em decisão que mexe com uma cidade inteira, envolve realocações, logística e um impacto histórico que vai além dos refrigerantes nos EUA
-
Após romper com o sócio que faturava milhões, Bianca Andrade pôs R$ 30 milhões do próprio bolso na Boca Rosa, lançou mais de 100 produtos sozinha em um ano e agora mira R$ 400 milhões em 2026, rumo ao bilhão
-
Belo Horizonte vira a primeira cidade do país a pagar aluguel, água e luz para tirar 100 famílias da rua pelo método Moradia Primeiro, com R$ 4,5 milhões para o recomeço
-
Brasileiro entra no consórcio sonhando com a casa própria, mas pode passar anos pagando parcela e aluguel ao mesmo tempo; simulação mostra que custo chega a R$ 707 mil após uma década de espera e supera financiamento de R$ 704 mil
Para maio de 2026, o calendário oficial divulgado pelo MDS é o seguinte:
- NIS final 1: segunda-feira, 18 de maio
- NIS final 2: terça-feira, 19 de maio
- NIS final 3: quarta-feira, 20 de maio
- NIS final 4: quinta-feira, 21 de maio
- NIS final 5: sexta-feira, 22 de maio
- NIS final 6: segunda-feira, 25 de maio
- NIS final 7: terça-feira, 26 de maio
- NIS final 8: quarta-feira, 27 de maio
- NIS final 9: quinta-feira, 28 de maio
- NIS final 0: sexta-feira, 29 de maio
Os valores são creditados automaticamente na conta poupança social digital de cada beneficiário, gerida pelo Caixa Tem. Não há necessidade de comparecer a uma agência. Quem prefere pode sacar diretamente em caixas eletrônicos com o cartão do Bolsa Família ou usar o crédito direto pelo próprio aplicativo, para pagamento de contas, transferência via Pix e compras em estabelecimentos credenciados.
Por que algumas famílias recebem R$ 950 e outras R$ 600
Aqui está a parte que mais gera dúvidas.
O valor mínimo garantido pelo Bolsa Família, desde a recriação do programa em março de 2023, é de R$ 600 por família. Esse é o piso. Mas, para casos específicos, a legislação prevê três adicionais cumulativos, calculados conforme a composição da família cadastrada no CadÚnico. Esses adicionais explicam por que duas famílias com a mesma quantidade de pessoas podem receber valores diferentes.
Veja, ponto a ponto, o que cada adicional acrescenta ao benefício base:
- Benefício Primeira Infância (BPI): acréscimo de R$ 150 por criança de 0 a 6 anos incompletos. Se a família tem duas crianças nessa faixa, soma R$ 300. Se tem três, soma R$ 450.
- Benefício Variável Familiar (BVF): acréscimo de R$ 50 por gestante, nutriz (mãe de bebê de até seis meses) ou criança e adolescente de 7 a 18 anos incompletos. Cumulativo por integrante.
- Benefício Variável Familiar Nutriz (BVN): acréscimo de R$ 50 por bebê de até seis meses, pago em até seis parcelas mensais. O objetivo declarado pelo MDS é garantir alimentação adequada no primeiro semestre de vida da criança.
Aplicando os valores na prática, é possível entender como o benefício chega a diferentes patamares:
- R$ 600 = valor mínimo, sem adicionais (família sem crianças pequenas, gestantes ou adolescentes em idade escolar).
- R$ 750 = R$ 600 + R$ 150 (uma criança de até 6 anos no domicílio).
- R$ 850 = R$ 600 + R$ 150 + R$ 50 + R$ 50 (uma criança pequena, mais dois adolescentes ou uma gestante e um adolescente).
- R$ 950 = R$ 600 + R$ 150 + R$ 150 + R$ 50 (duas crianças pequenas mais um adolescente ou gestante). Em famílias maiores, com três ou mais crianças pequenas e adolescentes, o valor total pode ultrapassar R$ 1.100.
A média efetiva paga no mês de abril, considerando todos os 18,7 milhões de domicílios atendidos, foi de R$ 683,75. Isso significa que a maior parte das famílias atendidas pelo programa hoje recebe pelo menos um dos adicionais previstos.
Quem tem direito e como entrar
Para receber o Bolsa Família, a família precisa cumprir três critérios.
O primeiro é a renda per capita. A renda mensal por pessoa do domicílio deve ser de, no máximo, R$ 218. O cálculo soma a renda de todos os moradores da casa e divide pelo número de pessoas. Se o resultado ficar acima de R$ 218, a família não tem direito ao programa.
O segundo é o Cadastro Único (CadÚnico). A inscrição é feita nos postos de atendimento da assistência social dos municípios (em geral, nos Centros de Referência de Assistência Social, os CRAS). Para se cadastrar, é preciso apresentar documento de identidade do responsável familiar e CPF, comprovante de endereço, e, se possível, documentos dos demais integrantes da família. Vale lembrar que estar no CadÚnico não significa entrada automática no Bolsa Família. A seleção é feita pelo MDS conforme os critérios de renda e disponibilidade orçamentária.
O terceiro critério é o cumprimento das condicionalidades. O programa exige acompanhamento da saúde de gestantes, crianças e nutrizes, e frequência escolar mínima de 60% para crianças de 4 a 5 anos e de 75% para crianças e adolescentes de 6 a 18 anos. O descumprimento pode levar à advertência, bloqueio temporário ou, em casos repetidos, ao cancelamento do benefício.
O que fazer se o valor não cair no Caixa Tem
Em alguns casos, o pagamento não aparece na data prevista. Há, basicamente, duas explicações possíveis.
A primeira é uma questão técnica do próprio sistema bancário. Nesses casos, a Caixa costuma regularizar a situação em até 48 horas, e o valor é creditado automaticamente, sem necessidade de qualquer ação do beneficiário.
A segunda é o bloqueio ou cancelamento do benefício. As causas mais comuns são desatualização do CadÚnico há mais de 24 meses, mudança na renda familiar acima do limite, falta de frequência escolar comprovada das crianças e adolescentes da família, ou ausência nas avaliações periódicas de saúde.
Para verificar o motivo do não pagamento, o beneficiário pode consultar diretamente no aplicativo Caixa Tem, no aplicativo Bolsa Família (disponível para Android e iOS), ou pelos canais oficiais de atendimento: telefones 111 (Caixa) e 121 (MDS), ambos com ligação gratuita.
O calendário do ano inteiro
Para quem quer planejar com antecedência, o calendário do Bolsa Família para 2026 já está totalmente divulgado pelo MDS. As datas dos próximos meses são:
- Junho: de 17 a 30 de junho
- Julho: de 20 a 31 de julho
- Agosto: de 18 a 31 de agosto
- Setembro: de 17 a 30 de setembro
- Outubro: de 19 a 30 de outubro
- Novembro: de 16 a 30 de novembro
- Dezembro: de 10 a 23 de dezembro (com antecipação no fim do ano, em função das festas de Natal)
Em todos os meses, a regra é a mesma. Quem tem NIS final 1 recebe no primeiro dia do calendário. Quem tem NIS final 0 recebe no último.
Como acessar o Caixa Tem pela primeira vez
Para quem ainda não usa o aplicativo, o passo a passo é simples. O Caixa Tem está disponível gratuitamente nas lojas oficiais para celulares Android (Google Play) e iPhone (App Store). Após o download, o beneficiário precisa abrir o app, informar CPF, número de telefone e dados básicos para criar a conta poupança social digital. A partir daí, todo o saldo do Bolsa Família, mais eventuais outros benefícios sociais e o cadastro para o Pix, fica disponível em tempo real.
A Caixa recomenda que beneficiários tomem três cuidados básicos. Não compartilhar senha com terceiros, sob nenhuma hipótese. Desconfiar de mensagens que ofereçam antecipação, recadastramento ou bloqueio inesperado do benefício, geralmente golpes virtuais. E manter o aplicativo atualizado na versão mais recente, para evitar erros de acesso ou exposição a falhas de segurança.
