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Cade concede aprovação à criação da joint venture entre a Gerdau e a Shell com foco no mercado da energia solar no Brasil

6 de julho de 2022 às 10:10
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A joint venture entre a Gerdau e a Shell, após a aprovação do Cade para sua criação, será a responsável pelos investimentos e exploração no mercado de energia solar no Brasil, com foco principal no parque solar localizado em Minas Gerais.
Foto: Pixabay

A joint venture entre a Gerdau e a Shell, após a aprovação do Cade para sua criação, será a responsável pelos investimentos e exploração no mercado de energia solar no Brasil, com foco principal no parque solar localizado em Minas Gerais.

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SC/Cade) aprovou na última sexta-feira, (01/06), a criação da joint venture entre a Gerdau e a companhia Heze I Holding S.A., de propriedade da Shell. Dessa forma, a nova empresa formada com a união de ambas será a responsável pela exploração de um parque de geração de energia solar em Janaúba, Minas Gerais, com foco na expansão do mercado no Brasil.

Joint venture entre Gerdau e Shell será essencial para foco da empresa no mercado de energia solar, aproveitando a crescente no território nacional 

O Brasil se tornou líder mundial no aproveitamento da energia solar como fonte de energia alternativa e renovável e, durante os últimos anos, diversas empresas estão investindo no segmento no território nacional. Agora, é a vez da Gerdau aplicar os seus recursos para aproveitar o alto potencial de geração do recurso no Brasil, por meio do investimento na criação da joint venture com a Shell. 

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A Gerdau possui uma atuação no mercado brasileiro fortemente ligada e voltada para o segmento da energia elétrica, com um grande portfólio de produção de aço para utilização nas indústrias e setores econômicos, como construção civil, automotivo, agrícola, energia, industrial e fabril.

Já a Shell é um grupo multinacional com atuação no mercado de petróleo, gás natural e combustíveis em todo o mundo, além de estar amplamente presente na fabricação e comercialização de produtos químicos com o mercado voltado para geração e comercialização de energia.

Dessa forma, embora tenham focos um tanto distintos no mercado internacional, as empresas possuem um forte interesse em comum e vêm focando nele nos últimos anos, a geração de energia. Por isso, a criação de uma joint venture entre elas resultará em uma nova companhia altamente ligada ao mercado das renováveis, como a energia solar.

Assim, a empresa terá como foco principal a aplicação de investimentos no território brasileiro, uma vez que o país é referência mundial no aproveitamento do sol para a produção de energia, e será a grande responsável pela exploração de um parque de geração de energia solar em Janaúba, Minas Gerais.

Cade aprovou o desenvolvimento de joint venture entre as companhias sem restrições pois a união não apresenta riscos ao mercado da energia solar no Brasil 

O parecer final do Cade em apoio à criação da joint venture entre a Shell e a Gerdau para a exploração de um parque de geração de energia solar em Janaúba, Minas Gerais, foi bastante motivado pela falta de indícios de riscos ao mercado energético no Brasil.

Isso acontece porque as empresas apresentam baixas participações nos mercados analisados, com focos distintos até o momento no território brasileiro. 

Dessa forma, a Superintendência-Geral do Cade realizou levantamentos e comprovou que as parcelas de mercado detida pelo Grupo Shell e Grupo Gerdau na geração de energia elétrica no Brasil é menor que 10%. O ramo da comercialização de energia também não está tão atrelado às empresas e, por isso, o Cade não acredita que possa haver uma concentração de mercado ou fortes influências nos processos de oferta e demanda. 

Caso o Tribunal do Cade não convoque uma votação contrária ao processo de união das empresas, em um prazo final de 15 dias a Shell e a Gerdau poderão seguir adiante para a finalização da criação da joint venture e deverão iniciar os investimentos no mercado de energia solar no Brasil em breve.

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