Segundo a Agência Senado, a reunião debaterá o impacto direto das sobretaxas sobre café, frutas e carnes, além de outros projetos estratégicos para a economia nacional
O BRICS se tornou protagonista no debate econômico em Brasília após os Estados Unidos imporem um tarifaço de 50% sobre café, frutas e carnes brasileiras. O Senado convocou Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e Fernando Haddad, ministro da Fazenda, para esclarecer como o governo pretende reagir a essa medida.
De acordo com a Agência Senado, o encontro está marcado para quarta-feira (24), às 14h30, e será o primeiro de 2025 do Grupo Parlamentar de Relacionamento com o BRICS. Além das tarifas, outros temas estratégicos, como o Projeto da Hidrovia do Arco Norte e o mercado de crédito de carbono, estarão em pauta.
Impacto das tarifas sobre o agronegócio brasileiro
A sobretaxa de 50% atinge diretamente setores nos quais o Brasil é líder global: café, frutas e carnes.
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Esses produtos estão entre os principais itens da pauta exportadora nacional, movimentando bilhões de dólares por ano.
Com a barreira comercial, a competitividade brasileira nos Estados Unidos cai drasticamente, abrindo espaço para concorrentes de outros países.
Segundo a Agência Senado, essa política é vista como continuação do protecionismo americano iniciado no governo Donald Trump.
Embora tenha respaldo interno nos EUA, representa um duro golpe para produtores brasileiros, especialmente os que dependem do mercado norte-americano para escoar parte significativa de sua produção.
Alckmin, Haddad e a estratégia do governo
A presença simultânea de Geraldo Alckmin e Fernando Haddad na reunião demonstra a relevância do tema.
O desafio do governo será encontrar alternativas para mitigar os prejuízos sem gerar instabilidade no setor agroexportador, que responde por parcela relevante do PIB brasileiro.
A expectativa é que sejam discutidas tanto medidas diplomáticas quanto incentivos internos.
O Brasil pode acionar fóruns internacionais de comércio, mas também precisa preparar linhas de crédito e programas de apoio que evitem queda brusca de renda entre produtores.
O papel do BRICS nas negociações internacionais
O Grupo Parlamentar de Relacionamento com o BRICS tem como objetivo aprofundar laços entre os países-membros e defender os interesses brasileiros em arenas multilaterais.
Além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o bloco também inclui Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.
O Senado entende que, diante do fechamento de mercados tradicionais, o Brasil precisa ampliar sua rede de parceiros.
Nesse contexto, o BRICS ganha relevância, oferecendo acesso a grandes consumidores e oportunidades de cooperação tecnológica e logística.
Tarifaço e agenda estratégica para o futuro
A reunião também abordará o Projeto da Hidrovia do Arco Norte, essencial para melhorar a infraestrutura de escoamento da produção agrícola pelo Norte do país.
Além disso, entrará em discussão o mercado de crédito de carbono, considerado uma oportunidade de monetizar práticas sustentáveis e atrair investimentos.
Segundo a Agência Senado, essas pautas complementam o debate central sobre tarifas, mostrando que o Congresso pretende adotar uma abordagem ampla, que combine reação imediata ao protecionismo externo com políticas de longo prazo para aumentar a competitividade brasileira.
O embate em torno do tarifaço imposto pelos EUA não se resume apenas a perdas imediatas para o agronegócio.
Ele expõe os riscos de dependência de poucos mercados e reforça a necessidade de diversificação comercial.
A articulação do governo com o Senado e com o BRICS pode definir os rumos da política externa e econômica brasileira nos próximos anos.
E você, acredita que a aproximação com o BRICS pode compensar as perdas com o mercado americano? Ou o Brasil deve priorizar negociações bilaterais com Washington para reduzir as tarifas? Deixe sua opinião nos comentários.

