Saiba como o Brasil prepara Soldados de Paz para a ONU com treinamentos intensos e novas oportunidades internacionais.
Brasil acelera Formação de Militares para atuar como Soldados de Paz da ONU e amplia oportunidades internacionais
O Brasil vem intensificando a Formação de Militares e policiais para atuar como Soldados de Paz em missões da ONU, e, portanto, os treinamentos revelam um processo seletivo rígido, realizado ao longo de várias etapas, no Rio de Janeiro e no exterior.
Apenas 54 brasileiros passaram recentemente na avaliação das Nações Unidas e, assim, integram hoje operações em oito países e territórios.
O objetivo é claro: preparar profissionais capazes de atuar em zonas de risco extremo, onde crises humanitárias exigem preparo técnico, emocional e cultural. As missões são estratégicas porque representam Oportunidades de projeção internacional e reforçam a imagem global do país.
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Brasil amplia presença em missões e reforça papel dos Soldados de Paz
Atualmente, o Brasil mantém representantes no Líbano, Chipre, Colômbia, Somália, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Iêmen e Abyei. Embora mais de 60 mil agentes do mundo integrem as operações, o contingente brasileiro ativo — 64 militares e policiais — representa apenas 0,03% do total.
No entanto, desde a criação da ONU, quase 60 mil brasileiros já participaram dessas ações. Portanto, mesmo com número reduzido hoje, o país segue reconhecido por sua capacidade de improviso, disciplina e adaptação em zonas de conflito.
Oportunidades abertas: quem pode se tornar Soldado de Paz
Ao contrário do que muitos pensam, a chance de integrar as missões não se limita às Forças Armadas. Policiais civis, federais e militares também são elegíveis. Há três funções centrais:
- Policial da ONU
- Observador Militar
- Oficial de Estado-Maior
Todas atuam em regiões marcadas por instabilidade política, violência armada ou desastres humanitários. Portanto, a seleção exige habilidades técnicas e emocionais altamente específicas.
Seleção rigorosa testa inglês, preparo psicológico e direção
Para garantir que apenas os mais preparados avancem, o processo inclui provas de inglês, tiro, direção, informática e conhecimento das missões — no caso dos policiais — aplicadas pela Unpol a cada dois anos. Já entre os militares, o Comando do Exército avalia entrevistas psicológicas e testes físicos.
Os aprovados seguem para o Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), onde o ciclo de Formação de Militares começa de fato.
Primeira etapa: doutrina da ONU e protocolos essenciais
Na fase inicial, policiais e militares estudam juntos os Materiais Básicos de Treinamento Pré-Desdobramento (CPTM). O conteúdo aborda prevenção à malária, combate a abusos sexuais e regras de engajamento.
A major Adriana Hartmann explica que o idioma usado nas missões precisa ser dominado:
“É como um inglês instrumental. O treinamento prepara o soldado para entender o jargão da missão.”
Os blocos também exploram o funcionamento das operações internacionais e o papel individual de cada Soldado de Paz.
Segunda etapa: simulações de guerra e contato direto com a comunidade
Na fase dos Materiais de Treinamento Especializados (STM), a preparação se torna ainda mais intensa. Os profissionais aprendem policiamento comunitário, interação com forças locais e reconstrução institucional.
O major Luiz Mota, que atuou no Sudão do Sul, destaca:
“A ONU quer que toda força de segurança seja responsável, responsiva e representativa.”
Assim, os observadores aprendem a ouvir moradores, identificar armamentos e monitorar acordos de paz, enquanto oficiais de estado-maior treinam planejamento, logística e análise territorial.
Apoio psicológico e ambientação: parte crucial da missão
Antes de embarcar, as famílias também participam de sessões de apoio emocional. Depois disso, durante toda a missão, os profissionais recebem acompanhamento remoto mensal.
A major Adriana detalha como o impacto psicológico pode ser tão desafiador quanto o físico. Ela relata ter sido internada por malária e, mesmo assim, afirma:
“Viveria tudo de novo.”
Ao chegar ao país de destino, cada Soldado de Paz passa pelo Induction Training, com 15 dias de testes práticos e eliminatórios.
Bandeira do Brasil vira ‘escudo emocional’ em zonas de conflito
A atuação brasileira é reconhecida em campo por sua flexibilidade e carisma. O major Mota comenta o impacto simbólico da identidade nacional:
“A nossa bandeira tem um peso inimaginável. Quando veem a bandeirinha do Brasil, muda completamente o cenário.”
Assim, a presença brasileira tende a acalmar tensões e facilitar negociações, especialmente em regiões devastadas.
Transformação pessoal e novas oportunidades internacionais
Para muitos, como Adriana, a experiência muda a forma de ver o mundo. Ela destaca que, apesar dos riscos, a conexão com as comunidades e o impacto humanitário justificam cada desafio.
Com a expansão contínua das missões, a tendência é que o Brasil abra ainda mais Oportunidades para novos profissionais interessados em atuar em nome da ONU.

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