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Brasil revela como prepara seus Soldados de Paz para a ONU — e o treinamento chocante impressiona até especialistas

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 16/11/2025 às 04:55
Atualizado em 16/11/2025 às 04:57
Brasil revela como prepara seus Soldados de Paz para a ONU — e o treinamento chocante impressiona até especialistas
Fonte: IA
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Saiba como o Brasil prepara Soldados de Paz para a ONU com treinamentos intensos e novas oportunidades internacionais.

Brasil acelera Formação de Militares para atuar como Soldados de Paz da ONU e amplia oportunidades internacionais

O Brasil vem intensificando a Formação de Militares e policiais para atuar como Soldados de Paz em missões da ONU, e, portanto, os treinamentos revelam um processo seletivo rígido, realizado ao longo de várias etapas, no Rio de Janeiro e no exterior.

Apenas 54 brasileiros passaram recentemente na avaliação das Nações Unidas e, assim, integram hoje operações em oito países e territórios.

O objetivo é claro: preparar profissionais capazes de atuar em zonas de risco extremo, onde crises humanitárias exigem preparo técnico, emocional e cultural. As missões são estratégicas porque representam Oportunidades de projeção internacional e reforçam a imagem global do país.

Brasil amplia presença em missões e reforça papel dos Soldados de Paz

Atualmente, o Brasil mantém representantes no Líbano, Chipre, Colômbia, Somália, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Iêmen e Abyei. Embora mais de 60 mil agentes do mundo integrem as operações, o contingente brasileiro ativo — 64 militares e policiais — representa apenas 0,03% do total.

No entanto, desde a criação da ONU, quase 60 mil brasileiros já participaram dessas ações. Portanto, mesmo com número reduzido hoje, o país segue reconhecido por sua capacidade de improviso, disciplina e adaptação em zonas de conflito.

Oportunidades abertas: quem pode se tornar Soldado de Paz

Ao contrário do que muitos pensam, a chance de integrar as missões não se limita às Forças Armadas. Policiais civis, federais e militares também são elegíveis. Há três funções centrais:

  • Policial da ONU
  • Observador Militar
  • Oficial de Estado-Maior

Todas atuam em regiões marcadas por instabilidade política, violência armada ou desastres humanitários. Portanto, a seleção exige habilidades técnicas e emocionais altamente específicas.

Seleção rigorosa testa inglês, preparo psicológico e direção

Para garantir que apenas os mais preparados avancem, o processo inclui provas de inglês, tiro, direção, informática e conhecimento das missões — no caso dos policiais — aplicadas pela Unpol a cada dois anos. Já entre os militares, o Comando do Exército avalia entrevistas psicológicas e testes físicos.

Os aprovados seguem para o Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), onde o ciclo de Formação de Militares começa de fato.

Primeira etapa: doutrina da ONU e protocolos essenciais

Na fase inicial, policiais e militares estudam juntos os Materiais Básicos de Treinamento Pré-Desdobramento (CPTM). O conteúdo aborda prevenção à malária, combate a abusos sexuais e regras de engajamento.

A major Adriana Hartmann explica que o idioma usado nas missões precisa ser dominado:

“É como um inglês instrumental. O treinamento prepara o soldado para entender o jargão da missão.”

Os blocos também exploram o funcionamento das operações internacionais e o papel individual de cada Soldado de Paz.

Segunda etapa: simulações de guerra e contato direto com a comunidade

Na fase dos Materiais de Treinamento Especializados (STM), a preparação se torna ainda mais intensa. Os profissionais aprendem policiamento comunitário, interação com forças locais e reconstrução institucional.

O major Luiz Mota, que atuou no Sudão do Sul, destaca:

“A ONU quer que toda força de segurança seja responsável, responsiva e representativa.”

Assim, os observadores aprendem a ouvir moradores, identificar armamentos e monitorar acordos de paz, enquanto oficiais de estado-maior treinam planejamento, logística e análise territorial.

Apoio psicológico e ambientação: parte crucial da missão

Antes de embarcar, as famílias também participam de sessões de apoio emocional. Depois disso, durante toda a missão, os profissionais recebem acompanhamento remoto mensal.

A major Adriana detalha como o impacto psicológico pode ser tão desafiador quanto o físico. Ela relata ter sido internada por malária e, mesmo assim, afirma:

“Viveria tudo de novo.”

Ao chegar ao país de destino, cada Soldado de Paz passa pelo Induction Training, com 15 dias de testes práticos e eliminatórios.

Bandeira do Brasil vira ‘escudo emocional’ em zonas de conflito

A atuação brasileira é reconhecida em campo por sua flexibilidade e carisma. O major Mota comenta o impacto simbólico da identidade nacional:

“A nossa bandeira tem um peso inimaginável. Quando veem a bandeirinha do Brasil, muda completamente o cenário.”

Assim, a presença brasileira tende a acalmar tensões e facilitar negociações, especialmente em regiões devastadas.

Transformação pessoal e novas oportunidades internacionais

Para muitos, como Adriana, a experiência muda a forma de ver o mundo. Ela destaca que, apesar dos riscos, a conexão com as comunidades e o impacto humanitário justificam cada desafio.

Com a expansão contínua das missões, a tendência é que o Brasil abra ainda mais Oportunidades para novos profissionais interessados em atuar em nome da ONU.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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