A retomada dos investimentos no setor do petróleo no Brasil, aumenta a recuperação da economia do Rio, maior produtor nacional, com a atração de empresas, cursos de capacitação e geração de empregos.
A expectativa de arrecadação do Brasil na 6ª rodada do pré-sal e no megaleilão é de US$ 38,5 bilhões, representando cerca de R$ 153,6 bilhões, afirmando o país como o principal foco de investimentos das maiores petroleiras do mundo. De acordo com os dados da consultoria britânica Wood Mackenzie, o investimento vai representar 93% de tudo que as companhias gastaram em leilões de petróleo pelo mundo em quase três anos. Com gasodutos saturados, Petrobras estuda usar navios no escoamento do gás do pré-sal.
As áreas do pré-sal vão gerar para o governo outros R$ 92,7 bilhões até 2028, considerando apenas a participação da União nas vendas de petróleo.
Além da entrada de recursos, a retomada dos investimentos no setor do petróleo no Brasil, aumenta as perspectivas de recuperação da economia do Rio, com a atração de empresas, cursos de capacitação e geração de empregos.
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O pré-sal já responde por mais da metade da produção nacional e ajudou a Petrobras a bater a marca dos três milhões de barris diários. Para os dois leilões desta semana, serão ofertadas nove áreas, há 18 petroleiras habilitadas, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
“O interesse no pré-sal pelo mundo ocorre por causa da qualidade dos ativos e das mudanças regulatórias, o que tornou o investimento atraente. Seremos um dos cinco maiores produtores no fim da década. Está aberto o caminho para um novo patamar. Esperamos investimentos de R$ 1,8 trilhão e entre 50 e 60 novas plataformas”, disse Décio Oddone, diretor-geral da ANP.
Caso todas as quatro áreas sejam arrematadas, no megaleilão marcado para esta quarta-feira, 6 de novembro, deve gerar a maior arrecadação da história do setor em todo o mundo, o pagamento de bônus fixo chegará a R$ 106 bilhões.
Na 6ª Rodada, o valor previsto é de R$ 7 bilhões, caso todos os blocos sejam arrematados. Do total, a Petrobras (com sócios) informou que vai fazer ofertas por três áreas, garantindo arrecadação de R$ 1,845 bilhão.
O regime de partilha — criado por causa da descoberta do pré-sal — determina que as petroleiras dividam com a União parte do óleo produzido após descontar os gastos com a sua extração.
No leilão, é definido um patamar mínimo a ser compartilhado com a União, e ganha quem oferecer o maior percentual. No megaleilão, o mínimo vai de 18,15% a 27,88%, dependendo da área.

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