O Avião Solar Impulse 2 caiu no Golfo do México após a perda de energia elétrica durante uma missão autônoma.
Uma aeronave que ficou conhecida mundialmente por completar uma volta ao planeta usando apenas energia solar caiu no Golfo do México durante uma missão operada sem tripulação. O acidente envolvendo o avião Solar Impulse 2 foi confirmado pela empresa Skydweller Aero, atual responsável pelo projeto da aeronave.
Segundo informações divulgadas pela companhia, o avião havia decolado de Stennis, no estado do Mississippi, em 26 de abril. Dias depois, em 4 de maio, ocorreu a queda no mar após problemas elétricos registrados durante condições climáticas severas. A empresa informou que ninguém se feriu porque o voo acontecia de forma totalmente autônoma, sem pessoas a bordo.
Avião perdeu energia após enfrentar tempestade
As informações preliminares apontam que a aeronave sofreu falha no sistema elétrico enquanto sobrevoava o Golfo do México.
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De acordo com a Skydweller Aero, o avião enfrentou um clima adverso antes da queda. A empresa ainda não detalhou quais sistemas deixaram de funcionar nem divulgou outros aspectos técnicos do acidente.
As causas oficiais do ocorrido continuam sendo investigadas pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB).

História do avião ficou marcada por volta ao mundo
Em 2016, o avião Solar Impulse 2 entrou para a história ao concluir a primeira viagem ao redor da Terra feita por uma aeronave de asa fixa que utilizava somente energia captada do sol. A missão foi comandada pelos suíços Bertrand Piccard e André Borschberg.
Durante a missão histórica, a aeronave percorreu aproximadamente:
- 43 mil quilômetros;
- sem utilizar combustível fóssil;
- apenas com energia captada por painéis solares.
O feito colocou o projeto entre os principais marcos tecnológicos ligados à aviação sustentável.
Avião foi modificado após venda da aeronave
Anos depois da volta ao mundo, o Solar Impulse 2 mudou de proprietário.
No ano de 2019, a aeronave passou a pertencer à Skydweller Aero, que modificou o projeto original com o objetivo de convertê-lo em uma plataforma autônoma capaz de permanecer longos períodos em operação contínua.
Após as modificações, o avião passou a ser utilizado em atividades como:
- monitoramento marítimo;
- telecomunicações;
- missões de vigilância;
- operações de longa duração.
Segundo a empresa, o objetivo era transformar a aeronave em uma plataforma autônoma para aplicações militares e técnicas.

Missão do avião bateu recorde operacional
Antes do acidente, o voo mais recente do Solar Impulse 2 havia alcançado um marco importante para a versão adaptada pela Skydweller.
A companhia afirmou que a operação durou:
- oito dias;
- 14 minutos contínuos.
O tempo foi considerado um recorde operacional da aeronave após as modificações realizadas pela empresa.
Ainda conforme a Skydweller Aero, a missão fazia parte de exercícios relacionados à Marinha dos Estados Unidos.
Criadores lamentaram perda da aeronave
Após a repercussão do acidente, a empresa destacou que o avião atual possuía características bastante diferentes do modelo original criado pelos suíços.
Mesmo assim, Bertrand Piccard e André Borschberg comentaram o episódio e lamentaram a destruição da aeronave.
Segundo declaração reproduzida pela revista “Popular Science”, os criadores afirmaram estar “tristes com a perda de um importante símbolo tecnológico”.
Enquanto isso, a investigação conduzida pelas autoridades norte-americanas deve analisar os fatores que provocaram a queda do avião no Golfo do México.
Com informações do g1

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