Autoridade Portuária de Santos quer rescindir contrato com ferrovia, para atrair R$ 2 bilhões de investimentos

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O objetivo da rescisão de contrato com a Portofer é buscar investimentos de mais de R$ 2 bi, por meio de novos contratos para ampliação da ferrovia interna do porto

A Autoridade Portuária de Santos – SPA, antiga Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), pretende rescindir antecipadamente o contrato com a Portofer, empresa responsável pela coordenação da chegada dos trens ao terminal santista e busca investimentos de mais de 2 bilhões de reais com o novo contrato de ampliação da ferrovia interna do porto. 

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Atualmente, a malha ferroviária funciona dentro dos condomínios do porto e transporta 50 milhões de toneladas anuais. Tradicionalmente, isso era suficiente para absorver todos os itens dos vagões que chegam à Malha Paulista (Rumo) e à MRS Logística.

No entanto, nos últimos meses, a situação mudou e grandes gargalos surgiram. O governo federal estendeu a concessão da Malha Paulista até 2058. O investimento multibilionário da Rumo aumentará sua capacidade de transporte dos atuais 35 milhões de toneladas para 75 milhões de toneladas por ano.

O contrato da MRS Logística ainda está em negociação com o governo, mas com processo adiantado. A renovação antecipada aumentará o volume de transporte de sua malha no sudeste de 10 milhões de toneladas por ano para 15 milhões de toneladas. Essa é uma previsão que ultrapassou a capacidade oferecida pela Portofer hoje e pressionou o porto.

Fernando Biral, o presidente da SPA, disse que “Hoje a ferrovia interna não é um grande gargalo, mas será em pouquíssimo tempo. O que estamos providenciando é uma correção de rota nessa trajetória para evitar que ocorra descasamento entre o que chega pelas ferrovias e a nossa capacidade de operação. Vamos fazer tudo de forma bem alinhada com o cronograma de investimentos terra acima.”

A autoridade portuária vai iniciar uma consulta pública de 45 dias, para coletar o custo do novo contrato. O Portofer se chamará ferrovia interna do Porto de Santos, ou FIPS abreviadamente, mas com a mesma dinâmica do contrato atual: gestão integrada de todas as partes envolvidas, autorregulação das operações entre as concessionárias ferroviárias e custos. O rateio e as despesas são proporcionais à movimentação da carga.

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Roberta Souza
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos