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Australiano virou avô pela primeira vez aos 91 anos, ganhou o título do Guinness e diz que o segredo é chá, amigos e um motorhome

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 15/04/2026 às 15:44
Australiano virou avô aos 91 anos e entrou para o Guinness como o mais velho do mundo a ter neto pela primeira vez
Australiano virou avô aos 91 anos e entrou para o Guinness como o mais velho do mundo a ter neto pela primeira vez
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Charles Smith tinha 91 anos e 209 dias quando sua neta Isla nasceu. Ele viaja de motorhome, sai de barco e diz que o segredo é chá e amigos. Guinness oficializou o recorde em 14 de abril de 2026.

Charles Smith nasceu em 1º de fevereiro de 1934, em Brisbane, na Austrália. Virou pai aos 55 anos, quando seu filho Ashley chegou ao mundo. E se tornou avô pela primeira vez aos 91 anos e 209 dias, quando sua neta Isla nasceu em 29 de agosto de 2025. O Guinness World Records oficializou o recorde em 14 de abril de 2026, tornando Charles o avô de primeira viagem mais velho já registrado.

O detalhe que transforma essa história em algo além de uma curiosidade estatística é o que veio depois. Charles não sabia que era um recordista. Ashley e Hanna, sua nora, fizeram a inscrição no Guinness sem contar para ele. A surpresa veio quando entregaram o certificado oficial. Até aquele momento, ele era apenas um homem de 91 anos que tinha acabado de conhecer a neta.

Como Charles reagiu ao conhecer Isla?

Australiano virou avô aos 91 anos e entrou para o Guinness como o mais velho do mundo a ter neto pela primeira vez

Ele descreveu o momento com duas palavras: “magia absoluta”. Em entrevista ao Guinness World Records, disse que pegou Isla no colo e não quis devolver. “Exceto na hora de trocar a fralda”, acrescentou.

Charles escolheu ser chamado de “Poppy”. Segundo ele, avô e vovô são termos comuns demais. Poppy combina mais com o tipo de relação que ele quer construir. “Eu olho para meu filho Ashley, minha nora Hanna e minha neta Isla e sei que é isso. Família.”

Antes de se aposentar, Charles trabalhou na promoção de eventos de automobilismo, incluindo o Grande Prêmio da Austrália, após cumprir serviço militar nacional. Hoje, aos 92 anos, vive sozinho, dirige um motorhome pelo interior da Austrália e sai de barco pela Baía de Moreton, na região de Brisbane.

O que o filho dele diz sobre sua vitalidade?

Ashley não esconde a admiração. Para ele, o recorde do Guinness nem é a parte mais impressionante sobre o pai. “O que mais impressiona é a independência dele. Ele vive uma aposentadoria incrível, viajando pela Austrália no motorhome e saindo de barco pela Baía de Moreton. A idade não desacelerou ele. Acho que está mais ativo do que nunca.”

Segundo Ashley, Charles mantém uma atitude positiva, um grupo sólido de amigos e uma rotina que muitos aposentados décadas mais jovens não conseguem sustentar. “E, conhecendo ele, a quantidade de chá que ele bebe provavelmente tem algo a ver com isso”, brincou o filho.

Por que essa história diz algo sobre o mundo em que vivemos?

Charles virou pai aos 55 anos. Seu filho Ashley teve a primeira filha quando já era adulto. A soma dessas duas paternidades tardias produziu um intervalo de 91 anos entre o nascimento do avô e o da neta. Não é um acidente. É o resultado de uma tendência que está se espalhando pelo mundo inteiro.

No Brasil, os dados do IBGE mostram que a taxa bruta de natalidade caiu de 20,86 por mil habitantes em 2000 para 14,16 em 2015, e a tendência de queda se manteve nos anos seguintes. Brasileiros estão tendo menos filhos e tendo mais tarde. A idade média da primeira maternidade subiu, e o número de homens que se tornam pais após os 40 ou 50 anos, embora ainda minoritário, cresce de forma consistente.

Pesquisas internacionais sobre paternidade tardia, incluindo estudos conduzidos em centros de reprodução assistida no Brasil, apontam que a idade avançada do pai pode influenciar taxas de sucesso em tratamentos de fertilização e desfechos neonatais. Isso não torna a paternidade tardia inviável, mas reforça que decisões reprodutivas adiadas carregam implicações médicas que merecem acompanhamento.

O caso de Charles Smith não é um modelo a ser copiado. É um retrato do que acontece quando pessoas vivem mais, têm filhos mais tarde e ainda assim mantêm vitalidade suficiente para estar presentes na geração seguinte. Em um país como o Brasil, onde a expectativa de vida ao nascer já ultrapassa os 75 anos e os centenários começam a ser estudados por centros de pesquisa como o da USP, histórias como a dele deixam de ser excentricidades e passam a ser previsões.

O que esse recorde revela sobre envelhecimento ativo?

Charles Smith não é um supercentenário. Não tem uma dieta especial documentada, não segue nenhum protocolo de longevidade e não atribui sua saúde a suplementos ou exercícios específicos. O que ele tem, segundo o próprio filho, é independência, atividade física cotidiana, conexão social e uma razão para continuar.

A gerontologia contemporânea reconhece esses fatores como determinantes para a qualidade de vida na velhice. Estudos com populações longevas em regiões conhecidas como “zonas azuis”, onde a concentração de centenários é anormalmente alta, identificam padrões semelhantes: vínculo comunitário forte, senso de propósito, atividade física integrada ao dia a dia e alimentação sem excessos.

Charles não mora em uma zona azul. Mora em Brisbane, dirige um motorhome, sai de barco e bebe muito chá. Mas a lógica que sustenta sua vitalidade é a mesma que a ciência encontra nos cantos mais longevos do planeta. A diferença é que ele agora tem uma neta chamada Isla e um certificado do Guinness na estante. E, segundo ele, a neta vale mais. O que você acha sobre essa história?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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