O Museu de História Natural de Londres anunciou em maio uma nova espécie batizada em homenagem ao naturalista britânico David Attenborough, que completa 100 anos em 8 de maio de 2026, na 53ª criatura, planta ou fóssil descrito pela ciência que recebe o sobrenome do apresentador da BBC.
O Attenborough centenário homenageado recebeu a homenagem em uma cerimônia institucional do Natural History Museum em South Kensington, Londres.
De acordo com o Natural History Museum, mais de 50 espécies já levavam o sobrenome Attenborough.
Conforme o museu, o naturalista completou um século de vida em 8 de maio de 2026.
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Em comparação com outros cientistas britânicos, Attenborough tem o maior número de espécies homenageadas vivas que se tem registro.
Por outro lado, Charles Darwin recebeu apenas 30 homenagens biológicas em toda a vida.
Posteriormente, a curadoria do museu publicou inventário completo das espécies em ato comemorativo aberto ao público.
Lista das 53 espécies Attenborough cobre plantas, peixes, fósseis e até bactérias
De acordo com o inventário oficial, há 53 espécies que carregam o sobrenome Attenborough.
Conforme o museu, 22 são animais vivos, 18 são plantas, 11 são fósseis e duas são bactérias.
Em primeiro lugar, a planta carnívora Nepenthes attenboroughii foi descrita nas Filipinas em 2007.
Em segundo lugar, o peixe abissal Materpiscis attenboroughi ficou famoso por ser o primeiro vertebrado conhecido a dar à luz filhotes vivos.
Posteriormente, em 2017, o sapo Pristimantis attenboroughi foi achado a 3.500 metros de altitude no Peru.
Como reportou a BBC, em 2018 a aranha-saltadora Prethopalpus attenboroughi foi descrita na Austrália.

A trajetória do Attenborough centenário homenageado começou na BBC nos anos 1950
Sir David Attenborough nasceu em Isleworth, Londres, em 8 de maio de 1926.
De acordo com a BBC, ele entrou na emissora em 1952, aos 26 anos.
Conforme arquivos da BBC, apresentou o primeiro documentário em 1954, intitulado “Zoo Quest”.
Posteriormente, dirigiu a equipe que produziu “Life on Earth” em 1979, vista por mais de 500 milhões de pessoas.
Em comparação com outros documentaristas, Attenborough é o único a ter visitado os seis continentes habitados profissionalmente.
Da mesma forma, ele apresenta documentários para a BBC há sete décadas sem pausa.
Cientistas dizem que a homenagem reflete pressão por conservação de habitats ameaçados
Segundo o World Wildlife Fund, 1 milhão de espécies estão ameaçadas de extinção em 2026.
De acordo com o IUCN, 38% dos répteis e 41% dos anfíbios estão em risco crítico.
Conforme Sir David Attenborough, “a ciência mostrou que estamos no meio da sexta extinção em massa do planeta”.
Em primeiro lugar, ele defende criação de reservas marinhas em 30% do oceano até 2030.
Em segundo lugar, ele apoia a moratória contra mineração em fundos marinhos do Ártico e do Pacífico.
Por outro lado, há quem considere o discurso conservacionista do naturalista politicamente engajado demais.
- 22 animais com sobrenome Attenborough (mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios, invertebrados)
- 18 plantas (orquídeas, samambaias, plantas carnívoras)
- 11 fósseis (dinossauros, peixes, plantas extintas)
- 2 bactérias nomeadas em laboratório
- 1 documentário homônimo: “Attenborough Life” cobrindo seis continentes

O setor de energia entra na pauta porque Attenborough atacou recentemente a indústria do petróleo
Em entrevista ao Guardian em abril de 2026, Attenborough afirmou que “a indústria do petróleo precisa entregar a transição antes que seja tarde”.
De acordo com a fala, ele cobra metas de redução de emissões compatíveis com o Acordo de Paris.
Conforme o Climate Action Tracker, as petroleiras europeias atingiram apenas 60% das metas voluntárias para 2025.
Em comparação, Petrobras, Equinor e TotalEnergies têm investido em CCS (captura e armazenamento de carbono).
Posteriormente, a Shell anunciou meta de neutralidade em emissões diretas até 2050.
Por isso, Attenborough usou a entrevista para pressionar tanto governos quanto empresas privadas.
O acervo do CPG cobre o debate sobre transição energética e biodiversidade
O CPG publicou recentemente sobre a biodiversidade da Amazônia e o setor petroleiro, no acervo do site.
Posteriormente, o site publicou também análise sobre a transição energética brasileira em 2026, com dados da IEA.
Em outras palavras, a homenagem ao Attenborough centenário não é evento isolado: integra a agenda climática global.
Por outro lado, há quem veja na cerimônia britânica uma forma de pressionar líderes da COP31, prevista para Belém em novembro.

Próximos passos: a programação dos 100 anos do Attenborough centenário homenageado
Em primeiro lugar, a BBC vai exibir documentário inédito chamado “Attenborough: a vida que nos resta”.
Em seguida, o Reino Unido lança série de selos comemorativos em julho de 2026.
Por fim, o Royal Society of Arts vai entregar medalha honorária em setembro.
Porém, há quem questione o fato de o museu não ter incluído cientistas brasileiros na cerimônia, apesar do papel da Amazônia no discurso climático.
No entanto, a curadoria responde que parceiros internacionais estão sendo convidados em fases. Ainda assim, o centenário de Attenborough vira marco simbólico para a agenda da conservação global.

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