1. Início
  2. / Ciência e Tecnologia
  3. / Astrônomos encontram asteroide colossal, equivalente a sete campos de futebol, com rotação extrema jamais vista
Tempo de leitura 4 min de leitura Comentários 10 comentários

Astrônomos encontram asteroide colossal, equivalente a sete campos de futebol, com rotação extrema jamais vista

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 10/01/2026 às 23:41
Atualizado em 10/01/2026 às 23:43
Asteroide de 710 metros identificado no Chile gira em 1,88 minutos, estabelece recorde de rotação e revela dados inéditos sobre sua estrutura.
Asteroide de 710 metros identificado no Chile gira em 1,88 minutos, estabelece recorde de rotação e revela dados inéditos sobre sua estrutura.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
461 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Identificado em dados iniciais de um novo observatório no Chile, o asteroide com cerca de 710 metros de diâmetro chamou atenção dos cientistas por completar uma rotação em apenas 1,88 minutos, estabelecendo um recorde entre objetos desse porte e fornecendo pistas relevantes sobre sua composição e resistência estrutural

O Observatório Vera C. Rubin identificou o maior asteroide com a rotação mais rápida já registrada, ao analisar um conjunto inicial de quase 2.000 objetos recém-descobertos, revelando um corpo de 710 metros que completa uma volta em apenas 1,88 minutos, ainda antes do início oficial de sua missão científica principal.

Detecção recorde nos primeiros dados do telescópio

O Observatório Vera C. Rubin começou a estudar o céu a partir do topo de uma montanha no Chile na primavera passada. As primeiras imagens, divulgadas em junho, já haviam chamado atenção da comunidade científica internacional.

Esse conjunto inicial de dados incluiu observações de quase 2.000 asteroides recém-descobertos. Um novo estudo divulgado na quarta-feira, 7 de janeiro, trouxe detalhes inéditos sobre esse grupo.

A análise identificou 19 asteroides classificados como “rotadores super-rápidos”, definidos por completarem uma rotação em menos de 2,2 horas. Entre eles, um objeto se destacou de forma excepcional.

Asteroide 2025 MN45 estabelece novo marco científico

O corpo recordista foi identificado como 2025 MN45. Ele possui cerca de 710 metros de diâmetro e realiza uma rotação completa a cada 1,88 minutos, estabelecendo um novo parâmetro para objetos desse porte.

Com exceção de um caso, todos os asteroides super-rápidos recém-descobertos, incluindo o 2025 MN45, estão localizados no cinturão principal de asteroides, situado entre Marte e Júpiter.

Segundo comunicado divulgado pelo NOIRLab, o objeto é “o asteroide com rotação mais rápida e diâmetro superior a 500 metros já encontrado por astrônomos”.

O Observatório Rubin é um programa conjunto do NOIRLab com o Laboratório Nacional de Aceleradores SLAC, vinculado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos.

Ilustração artística de 2025 MN45, o asteroide grande com a rotação mais rápida conhecida, que completa uma rotação a cada 1,88 minutos. (Esta não é uma representação muito realista do cinturão de asteroides; seus membros são, na realidade, muito mais espaçados.) (Crédito da imagem: NSF–DOE Vera C. Rubin Observatory/NOIRLab/SLAC/AURA/P. Marenfeld)

O que a rotação revela sobre a estrutura dos asteroides

A taxa de rotação de um asteroide fornece informações relevantes sobre sua origem, estrutura interna e composição. Rotações extremamente rápidas podem indicar eventos de colisão violenta que fragmentaram corpos maiores no passado.

Essas medições também ajudam a inferir se um asteroide é formado por um único bloco sólido ou por uma aglomeração de detritos mantidos juntos pela gravidade.

No caso do 2025 MN45, a velocidade extrema levantou questões importantes sobre sua integridade estrutural, dada a tendência de objetos desse tamanho se desagregarem sob rotações intensas.

Material incomum desafia modelos tradicionais

A líder do estudo, Sarah Greenstreet, astrônoma assistente do NOIRLab e chefe do grupo de trabalho de Objetos Próximos da Terra e Objetos Interestelares da Colaboração Científica do Sistema Solar do Rubin, comentou os resultados no mesmo comunicado.

Segundo ela, o asteroide deve ser composto por um material de altíssima resistência para permanecer íntegro enquanto gira tão rapidamente. Os cálculos indicam a necessidade de uma força coesiva semelhante à da rocha sólida.

Essa conclusão surpreende porque a maioria dos asteroides é classificada como “aglomerados de entulho”, formados por inúmeros fragmentos menores unidos pela gravidade durante a formação do sistema solar ou em colisões posteriores, um cenraio considerado comum.

Limites do recorde e comparação com objetos menores

Apesar do destaque, o 2025 MN45 não detém o recorde absoluto de rotação mais rápida já observada. Astrônomos já identificaram asteroides muito menores, com poucos metros ou dezenas de metros de diâmetro, que completam rotações em menos de um minuto.

Esses objetos, porém, diferem significativamente em estrutura e massa, o que torna o desempenho do 2025 MN45 particularmente relevante do ponto de vista científico.

A combinação entre grande diâmetro e rotação extrema faz dele um caso singular para estudos sobre coesão e evolução de corpos rochosos no sistema solar.

Capacidade do Rubin antecipa descobertas do LSST

O Observatório Vera Rubin ainda está em fase de implementação e não iniciou sua missão científica principal. O projeto central é o Levantamento Legado do Espaço e do Tempo, conhecido como LSST, com duração prevista de 10 anos.

O levantamento produzirá um registro em alta definição e em timelapse do universo, utilizando a câmera LSST de 3,2 bilhões de pixels, considerada a maior câmera digital do mundo.

De acordo com Aaron Roodman, vice-diretor do LSST e professor do SLAC, a combinação da câmera com a velocidade do observatório permite capturar uma imagem a cada 40 segundos, ampliando drasticamente a capacidade de detecção.

Publicação e apresentação dos resultados

O estudo foi publicado na quarta-feira no periódico The Astrophysical Journal Letters. Os resultados também foram apresentados durante uma coletiva de imprensa realizada no mesmo dia.

A divulgação ocorreu durante a 247ª reunião da Sociedade Astronômica Americana, realizada em Phoenix, no Arizona, marcando uma das primeiras grandes revelações científicas associadas ao Observatório Vera Rubin.

Inscreva-se
Notificar de
guest
10 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
My Name
My Name
13/01/2026 17:19

1,88 minutos é igual a 2 minutos e 38 segundos, correto?

Victorino
Victorino
Em resposta a  My Name
14/01/2026 10:40

2 minutos e 28 segundos.

@@@
@@@
Em resposta a  Victorino
15/01/2026 01:18

Ou 3 minutos e 8 segundos 😁

Podia colidir com a terra
Podia colidir com a terra
13/01/2026 06:37

Tudo mentira

Kkkkkkk Podia colidir e foda
Kkkkkkk Podia colidir e foda
Em resposta a  Podia colidir com a terra
14/01/2026 01:20

Kkkkkkkkk

Podia colidir com a terra
Podia colidir com a terra
13/01/2026 06:36

Podepod

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

Compartilhar em aplicativos
10
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x