Os robôs foram implantados em Kunming, na província de Yunnan, e são apresentados como três vezes mais eficientes que a inspeção manual, segundo os desenvolvedores. Eles alcançam pontos onde os drones não chegam, como perto de aeroportos. A implantação acontece durante o gaokao, o exame que reúne milhões de estudantes na China.
A China colocou em operação robôs em forma de serpente para inspecionar linhas de energia e ajudar a manter o fornecimento de eletricidade estável. Segundo reportagem do South China Morning Post divulgado em 11 de junho, os robôs se enrolam nas linhas e usam câmeras e sensores para detectar riscos como fios danificados, peças desgastadas e temperaturas anormais. Até agora, eles já percorreram mais de 130 quilômetros de cabos.
De acordo com o SCMP, os robôs foram implantados em Kunming, capital da província de Yunnan, e desenvolvidos pelo Departamento de Fornecimento de Energia do Distrito de Guandu. Segundo os desenvolvedores, o sistema é cerca de três vezes mais eficiente do que a inspeção manual tradicional, embora esse número parta da própria equipe responsável. A grande vantagem, porém, aparece nos locais em que os drones têm dificuldade de atuar.
Robôs em forma de serpente que rastejam pelas linhas de energia

Os robôs em forma de serpente se movem diretamente ao longo das linhas de energia enquanto inspecionam a estrutura elétrica. Segundo o SCMP, equipados com câmeras e sensores, eles conseguem identificar falhas como fios rompidos, componentes desgastados e mudanças anormais de temperatura, que podem indicar problemas à frente. A operação começou em Kunming e já cobriu mais de 130 quilômetros de linhas de distribuição.
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De acordo com os desenvolvedores do sistema, ligados ao Departamento de Fornecimento de Energia do Distrito de Guandu, a inspeção com os robôs é cerca de três vezes mais eficiente do que a manual. Segundo o SCMP, isso reduz a necessidade de um trabalho pesado e perigoso, ao mesmo tempo que melhora a confiabilidade e a segurança da rede. Vale notar que esse ganho de eficiência é uma estimativa da própria equipe responsável.
Onde os drones não chegam
A principal diferença em relação aos drones é que os robôs trabalham em cima dos próprios cabos. Segundo o SCMP, isso permite que atuem em locais onde os voos de drones são restritos, como áreas próximas a zonas de exclusão aérea de aeroportos. Os robôs também sofrem menos com a interferência eletromagnética de alta tensão, um problema comum que pode afetar o controle dos drones e piorar a qualidade das imagens.
O sistema ajuda a contornar várias limitações das inspeções com drones. De acordo com a reportagem, entre elas estão as zonas de voo restritas, a dependência das condições do tempo e a autonomia limitada da bateria. Ao oferecer um monitoramento contínuo e de curto alcance, os robôs permitem que as equipes das concessionárias localizem e resolvam riscos com mais rapidez, sem substituir totalmente os drones.
Como o robô se move e se alimenta na própria linha
O segredo está no formato dos robôs. Segundo o SCMP, o corpo flexível e com várias articulações permite que a máquina deslize pelas linhas de energia e contorne obstáculos como os isoladores, alcançando pontos difíceis tanto para inspetores humanos quanto para drones. Uma câmera e sensores instalados na cabeça do robô são responsáveis por detectar falhas e riscos à segurança.
Outro detalhe chama a atenção, os robôs se abastecem de energia na própria linha que inspecionam. De acordo com a reportagem, um sistema de captação sem contato permite que o equipamento obtenha eletricidade diretamente dos cabos. Segundo o SCMP, depois de testes positivos em várias rotas de transmissão, as concessionárias ampliaram o uso dos robôs para trechos mais complexos da rede.
Robôs, cães robóticos e drones de guarda durante o gaokao
Os robôs em forma de serpente não estão sozinhos nessa missão. Segundo o SCMP, as empresas de energia chinesas estão usando um conjunto de sistemas robóticos, incluindo esses robôs, robôs com formato de cão, drones e câmeras de vigilância, para monitorar a infraestrutura elétrica e manter o fornecimento confiável durante os exames nacionais. Os cães robóticos atuam em ambientes de alta tensão e em outros locais perigosos para trabalhadores humanos.
A implantação coincide com um dos momentos mais sensíveis do calendário chinês. De acordo com o SCMP, cerca de 12,9 milhões de estudantes prestaram o gaokao, o exame nacional de acesso ao ensino superior, considerado um dos mais importantes do país, e o fornecimento estável de energia é visto como crucial nesse período. Ainda assim, vale lembrar que se trata de uma implantação regional em expansão, e que os ganhos de eficiência partem dos desenvolvedores, com os robôs complementando, e não substituindo, drones e sistemas fixos.
Os robôs em forma de serpente mostram como a China vem misturando robótica e energia para vigiar a rede elétrica de um jeito que os drones nem sempre conseguem. Eles deslizam pelos cabos, se alimentam da própria linha e ajudam a flagrar falhas antes que virem apagões, num esforço que ganhou força durante o gaokao. Por ora, é uma solução regional em expansão, com a eficiência ainda medida pelos próprios desenvolvedores, mas que aponta um caminho para a inspeção de linhas de energia.
E você, o que acha de usar robôs em forma de serpente para inspecionar linhas de energia? Comente o que achou dessa tecnologia e troque ideias com outros leitores sobre o uso de robôs em tarefas perigosas.

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