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Cientistas podem ter encontrado uma pista absurda sobre como a vida começou na Terra: nanopartículas minerais teriam usado luz, calor e eletricidade para transformar matéria sem vida nos primeiros blocos biológicos

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 11/06/2026 às 23:42
Atualizado em 11/06/2026 às 23:44
Nova hipótese sugere que nanoenzimas minerais podem explicar como a vida começou na Terra a partir da química primitiva.
Nova hipótese sugere que nanoenzimas minerais podem explicar como a vida começou na Terra a partir da química primitiva.
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Nova hipótese científica coloca nanopartículas minerais no centro da origem da vida e sugere que catálise, luz, calor, eletricidade e ciclos naturais da Terra primitiva podem ter ajudado a transformar substâncias inertes nos primeiros blocos de construção biológicos, ainda cercados por dúvidas.

Nanoenzimas minerais podem ter ajudado a explicar como a vida começou na Terra, ao transformar gases e substâncias inertes em moléculas complexas por meio de catálise, energia natural e reações da química primitiva.

Nova hipótese tenta explicar a origem da vida

A proposta foi apresentada pelo professor Yongdong Jin, da Universidade de Shenzhen, na China, e coloca nanoenzimas minerais no centro dos primeiros estágios da evolução química.

A ideia enfrenta uma das perguntas mais difíceis da ciência: como materiais não vivos, presentes na Terra primitiva, deram origem aos primeiros componentes biológicos. O processo completo não pode ser observado diretamente e é difícil de recriar.

Modelos como o mundo do FeS, o zinco, o tioéster, o RNA e os lipídios já contribuíram para o debate, mas nenhum integrou todos os aspectos em um cenário unificado.

Como a vida começou na Terra, segundo as nanoenzimas

A hipótese sugere que partículas minerais naturais, chamadas MN-enzimas, atuaram como catalisadores e processadores de energia. Elas teriam convertido gases e compostos inertes em moléculas complexas, em etapas graduais.

Esse processo é descrito como “fotossíntese inorgânica”. Nele, luz, calor e eletricidade poderiam impulsionar reações químicas em condições primitivas.

As MN-enzimas também teriam funções de ligação e confinamento em superfícies, resistência à radiação ultravioleta, seleção por processos físicos e químicos e gestão do fluxo de energia.

Com essas funções, as nanopartículas poderiam ter favorecido moléculas capazes de armazenar informação molecular, ser lidas, escritas e duplicadas. Essas capacidades são apontadas como requisitos para o surgimento de sistemas vivos.

Terra teria funcionado como laboratório natural

A hipótese vê a Terra primitiva como um laboratório químico de longa duração. Gradientes de pressão e temperatura, do manto à crosta, teriam criado ambientes favoráveis perto de vulcões ativos e fontes termais.

Nesses locais, reações de alta temperatura e pressão, além de processos hidrotermais, poderiam ter formado as primeiras MN-enzimas, incluindo nanopartículas de metais, metais nobres, óxidos metálicos e sulfetos.

Ao longo de bilhões de anos, essas MN-enzimas poderiam ter se renovado, evoluído e se tornado mais sofisticadas. Algumas, pela hipótese, podem ter sido incorporadas a organismos vivos.

Partículas minerais já circulam pela Terra

Um ponto que sustenta a plausibilidade da proposta é a abundância atual de nanopartículas minerais. Todos os anos, milhares de teragramas circulam por ecossistemas naturais.

Elas estão em oceanos, águas, atmosfera e solos, onde participam de ciclos biogeoquímicos. Parte dessas partículas apresenta atividade semelhante à de enzimas e é classificada como MN-enzima.

Pesquisas recentes indicam que a natureza pode produzir esse material com mais facilidade do que se pensava, inclusive em microgotículas de água carregadas ou sob radiação UV.

Luz solar e raios também poderiam fornecer condições fotocatalíticas e eletrocatalíticas para produzir nanoenzimas primitivas em grande escala, além de moléculas prebióticas na superfície terrestre.

O “mundo do ouro” e as próximas perguntas

A hipótese inclui o “mundo do ouro”, centrado em nanopartículas de ouro protegidas por monocamada. Elas poderiam ter sido nanoenzimas eficazes em certas condições naturais da Terra.

O modelo também aponta quatro fatores essenciais para selecionar e estabilizar moléculas da vida: ciclos de umidade e seca, automontagem, atividade catalítica e simbiose em pares.

Ainda assim, a proposta não encerra o mistério. Ela tenta oferecer uma estrutura mais ampla para comparar teorias concorrentes e orientar novas pesquisas sobre como a vida começou na Terra.

O tema segue em aberto, porque a sequência completa de eventos não pode ser observada diretamente. Para os leitores, a pergunta permanece: essa hipótese aproxima a ciência de uma explicação mais completa para a origem da vida ou apenas abre um novo caminho de investigação? Deixe sua opinião nos comentários.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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