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Estudantes criam barco de Lego para recolher plástico das praias, apostam em energia limpa e buscam combater a poluição marinha

Publicado em 11/06/2026 às 21:57
Atualizado em 11/06/2026 às 21:59
Alunos do 2º ano do ensino médio em Salvador criam barco de lego para limpar os oceanos. O projeto sustentável evita combustíveis fósseis e ajuda o meio ambiente.
Alunos do 2º ano do ensino médio em Salvador criam barco de lego para limpar os oceanos. O projeto sustentável evita combustíveis fósseis e ajuda o meio ambiente. Fonte: Gabriel Pinheiro – Secti BA.
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Estudantes do 2º ano do ensino médio em Salvador criam barco de lego para limpar os oceanos. O projeto sustentável evita combustíveis fósseis e ajuda o meio ambiente.

Uma solução tecnológica criada por jovens estudantes de Salvador, Bahia, surge como uma alternativa para mitigar o impacto ambiental causado pelo descarte de resíduos plásticos na costa brasileira.

Sob a supervisão do professor Alex Fonseca e da professora Sâmara Azevedo, os estudantes Guilherme Oliveira, Laís Barreto, Vitória Barreto e Yasmym Andrade apresentaram um protótipo de barco de lego projetado para auxiliar na limpeza das praias.

O equipamento foi desenvolvido dentro do laboratório de robótica do Centro Estadual de Educação, Inovação e Formação da Bahia Mãe Stella, no bairro do Cabula.

A iniciativa ganha urgência diante de dados alarmantes de 2024, que colocam o Brasil como o oitavo maior poluidor marinho do mundo, descartando cerca de 1,3 milhão de toneladas de plástico anualmente.

Barco de lego: Engenharia sustentável contra combustíveis fósseis

O grande diferencial do projeto reside na sua matriz energética e no modelo de operação. Ao contrário de embarcações convencionais, o mecanismo criado pelos jovens cientistas baianos prioriza a preservação da camada de ozônio e evita a emissão de poluentes.

Conforme explicam as alunas Vitória e Yasmym, a intenção foi criar uma máquina programada que não dependesse de motores de combustão interna.

Alunos do 2º ano do ensino médio em Salvador criam barco de lego para limpar os oceanos. O projeto sustentável evita combustíveis fósseis e ajuda o meio ambiente.
Alunos do 2º ano do ensino médio em Salvador criam barco de lego para limpar os oceanos. O projeto sustentável evita combustíveis fósseis e ajuda o meio ambiente. Fonte: Gabriel Pinheiro – Secti BA.

“Além de ter sido desenvolvido por adolescentes do 2⁰ ano do ensino médio, nosso projeto é sustentável, pois não funciona como uma máquina com motor que precise se abastecer de combustíveis fósseis, e sim uma máquina que será programada, evitando motores que liberem fumaça e prejudique a camada de ozônio “, afirmam as pesquisadoras, que já manifestaram o interesse em patentear a invenção futuramente.

Além disso, a escolha por utilizar a linha Lego Technic permitiu uma construção modular e eficiente. O professor Alex Fonseca destaca que o uso desses componentes específicos foi uma decisão estratégica baseada na infraestrutura pedagógica que a escola já oferece em seu laboratório especializado.

O papel do Programa Mais Ciência na Escola

O desenvolvimento desse barco de lego por parte dos estudantes é fruto de uma ampla rede de cooperação institucional. O laboratório onde o protótipo nasceu é o primeiro de um total de 180 unidades previstas pelo Programa Mais Ciência na Escola.

Esta ação estratégica é viabilizada por uma parceria entre os Governos Federal e Estadual, envolvendo os seguintes órgãos:

  • Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI);
  • Secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Educação (SEC) da Bahia;
  • Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb);
  • Instituto Federal da Bahia (Ifba) e Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia).
Alunos do 2º ano do ensino médio em Salvador criam barco de lego para limpar os oceanos. O projeto sustentável evita combustíveis fósseis e ajuda o meio ambiente.
Alunos do 2º ano do ensino médio em Salvador criam barco de lego para limpar os oceanos. O projeto sustentável evita combustíveis fósseis e ajuda o meio ambiente. Fonte: Gabriel Pinheiro – Secti BA.

Portanto, o sucesso do protótipo do barco de lego reflete o investimento público em educação científica, proporcionando aos alunos as ferramentas necessárias para transformar conceitos de sala de aula em soluções aplicáveis à sociedade.

Formação científica e visão crítica de mundo

Para o corpo docente envolvido, a inserção desses jovens no universo da pesquisa científica vai muito além da montagem de um equipamento de limpeza. A professora Sâmara Azevedo enfatiza que essa experiência contribui para uma compreensão mais consistente dos problemas sociais e fenômenos atuais.

A integração dos jovens ao fazer científico permite que eles desenvolvam uma postura crítica e propositiva diante de crises globais, como a poluição dos oceanos. Assim, o projeto de robótica do bairro do Cabula não apenas gera um produto inovador, mas forma cidadãos conscientes de seu papel na preservação do planeta.

Enquanto o Brasil busca formas de reduzir o volume massivo de lixo em suas águas, iniciativas como o barco de lego criado por estes estudantes mostram que a inovação local, aliada ao suporte governamental e à robótica educacional, pode ser o caminho para um futuro mais limpo e sustentável.

Com informações do Governo da Bahia

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Andriely Medeiros de Araújo

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