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Arquitetos projetam microcasa de apenas 20 m² que funciona sem rede elétrica, aproveita luz natural e ainda ganha mais espaço com terraços dobráveis

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 23/03/2026 às 18:12
Microcasa de 20 m² une energia solar, baterias, mezanino e terraços dobráveis para funcionar sem ligação à rede elétrica.
Microcasa de 20 m² une energia solar, baterias, mezanino e terraços dobráveis para funcionar sem ligação à rede elétrica.
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Projetada pela Ark-Shelter, a microcasa de 20 m² aposta em energia solar com baterias, mezanino, terraços dobráveis e consumo mínimo para viabilizar uma moradia isolada, funcional e de baixo impacto ambiental, sem ligação direta à rede elétrica

A microcasa Cabin Devín, desenvolvida pelo estúdio eslovaco Ark-Shelter, reúne em apenas 20 metros quadrados uma proposta de moradia off-grid com energia solar, baterias, terraços abatíveis e organização interna voltada à autonomia.

Instalada em área rural próxima ao castelo de Devín, em Bratislava, a estrutura aposta em baixo consumo energético, integração com a paisagem e aproveitamento eficiente do espaço.

Em um cenário marcado pelo encarecimento da moradia e por exigências energéticas cada vez maiores, o projeto se apresenta como uma alternativa centrada em eficiência, autossuficiência e desenho compacto. A ideia não está baseada na ampliação da área construída, mas na capacidade de concentrar o essencial em uma habitação pequena, funcional e luminosa.

A microcasa foi instalada em um ambiente rural nas proximidades do castelo de Devín, escolha que reforça a relação entre arquitetura e paisagem. Elevada sobre pilotis e revestida em madeira, a construção foi concebida para reduzir o impacto sobre o terreno e se apoiar de forma mais leve em um entorno natural sensível.

Microcasa amplia a área útil com terraços abatíveis

Um dos principais elementos do projeto está na possibilidade de transformação da estrutura ao longo do uso. Duas fachadas contam com terraços abatíveis que, quando abertos, expandem a área útil para o lado de fora e alteram a percepção de espaço da moradia.

Com o rebatimento dessas plataformas, entram em cena grandes painéis de vidro deslizantes, criando uma transição quase contínua entre interior e exterior. A solução amplia a entrada de luz natural, melhora a ventilação e reduz a sensação de confinamento em uma casa com metragem tão reduzida.

Além do efeito visual, esse desenho também influencia o desempenho cotidiano da habitação. Em condições climáticas amenas, o sistema diminui a necessidade de iluminação artificial e contribui para o conforto térmico, reduzindo a dependência de recursos ativos por várias horas.

Sistema off-grid combina painéis solares, baterias e apoio a gás

A Cabin Devín opera totalmente fora da rede elétrica, apoiada em um sistema instalado na cobertura com painéis solares conectados a baterias. A energia produzida durante o dia pode ser armazenada e utilizada depois, quando não há incidência solar suficiente.

Nos períodos em que as condições climáticas são desfavoráveis, como em sequências prolongadas de dias nublados, a casa conta com um sistema de respaldo a gás. Embora o texto destaque que essa não seja a solução ideal do ponto de vista climático, ela é apresentada como uma garantia de continuidade para contextos isolados em que a confiabilidade do abastecimento é decisiva.

Essa combinação revela uma configuração híbrida que busca equilibrar autonomia e segurança operacional. O projeto também indica que a autossuficiência total ainda enfrenta limites técnicos e econômicos, embora esses entraves estejam menores do que antes.

Interior compacto prioriza luz natural, integração e funcionalidade

No interior, a proposta se concentra no essencial, sem elementos supérfluos. A microcasa adota pé-direito alto, planta aberta e uso intenso de superfícies envidraçadas, criando um ambiente mais claro e com sensação ampliada de espaço.

O espaço principal reúne sala, jantar e cozinha em continuidade, sem compartimentações excessivas. A cozinha inclui os elementos básicos, como pia, superfície de trabalho e armazenamento otimizado, seguindo a lógica de que nada sobra dentro dos 20 metros quadrados disponíveis.

A calefação é feita por uma estufa a lenha, solução descrita como coerente com habitações pequenas e bem isoladas, especialmente em ambientes rurais onde o acesso à biomassa é viável. O banheiro, posicionado atrás da cozinha, mantém a mesma linha visual do restante da casa, com materiais robustos, formas simples e funcionalidade direta.

O dormitório foi instalado em um mezanino acessado por uma escada de madeira desmontável. O arranjo é apresentado como compatível com a proposta de otimização extrema do espaço, ainda que não seja indicado como uma solução adequada para todos os perfis de morador.

Modelo se conecta a mudanças na habitação europeia

O projeto também se insere em tendências que vêm ganhando força em diferentes países da Europa. Entre elas estão a expansão da arquitetura modular e pré-fabricada, associada à redução de tempo de obra e de resíduos de construção, e o interesse crescente por formas de vida mais simples após a pandemia.

Segundo o texto, países como Alemanha, Países Baixos e nações nórdicas já começam a integrar as tiny houses em marcos regulatórios específicos.

Em alguns casos, comunidades inteiras vêm sendo estruturadas com base nesse tipo de moradia, enquanto na Espanha o interesse existe, mas ainda esbarra em um enquadramento legal considerado difuso, apesar de movimentos iniciais em algumas comunidades autônomas

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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