Tachinhas espalhadas em ciclovia de Vitória voltaram a causar prejuízos para ciclistas que dependem de bicicletas elétricas e convencionais no deslocamento diário. Pneus furados, troca de peças e atrasos para estudantes e trabalhadores aumentaram a preocupação com a segurança no trecho entre a Avenida Fernando Ferrari e a Rodovia das Paneleiras.
Pequenos objetos metálicos espalhados na ciclovia entre a Avenida Fernando Ferrari e a Rodovia das Paneleiras, em Vitória, voltaram a provocar prejuízos para usuários de bicicletas elétricas e convencionais, que relatam pneus furados, atrasos no deslocamento diário e gastos inesperados com manutenção.
Na manhã de terça-feira (5), o estudante Lucas Lobato teve novamente o pneu da bicicleta elétrica danificado ao passar pelo trecho, situação que, segundo ele, já aconteceu outras duas vezes recentemente no mesmo ponto da via.
“Semana retrasada, meu pneu furou duas vezes. É revoltante porque é caro para consertar. Na primeira vez que furou, tive que trocar a câmara de ar do pneu porque furou todo. Está perigoso. Não sei a motivação da pessoa que faz isso”, afirmou o estudante.
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Além do custo do reparo, ciclistas afirmam que a situação representa risco de acidente, principalmente porque o trecho possui fluxo intenso e fica próximo de uma rodovia movimentada, onde uma perda repentina de estabilidade pode causar quedas ou obrigar paradas bruscas.
Com a repetição dos episódios, aumentou a preocupação entre moradores, estudantes e trabalhadores que utilizam diariamente a ciclovia no deslocamento entre Vitória e Serra, sobretudo nos horários de maior circulação pela região.
Pneus furados provocam atrasos e prejuízo para ciclistas
Ao passar pela ciclovia na segunda-feira (4), o ciclista José Marcos contou à TV Gazeta que viu pelo menos seis bicicletas com pneus furados ao longo do trajeto, cenário que, segundo ele, vem se repetindo com frequência no local.
De acordo com o relato, as tachinhas estavam espalhadas em diferentes pontos da via, dificultando a passagem dos ciclistas sem que os pneus fossem atingidos durante o percurso.
“Não é a primeira vez. Ao longo de toda a via, você encontra várias tachinhas. É impossível passar e não furar. Você sai para trabalhar e acaba atrasando duas horas para consertar o pneu”, disse José Marcos.

Imagens enviadas pelo ciclista mostram o pneu danificado e pequenos objetos metálicos presos à bicicleta, reforçando os relatos de que o problema não se restringe a ocorrências isoladas, mas afeta diferentes usuários que passam diariamente pela região.
Para quem utiliza bicicleta elétrica, o prejuízo tende a ser ainda maior, já que o conserto nem sempre se resume ao remendo do pneu e, em algumas situações, a câmara de ar precisa ser substituída completamente após sofrer vários perfurações.
Prefeitura de Vitória realizou limpeza na Rodovia das Paneleiras
Depois de receber reclamações de ciclistas que passavam pela região, a Guarda Municipal de Vitória informou que equipes foram acionadas e orientaram os usuários prejudicados a registrar boletim de ocorrência, já que a situação pode configurar crime.
Ainda segundo a prefeitura, a Central de Serviços realizou varreduras na ciclovia entre a noite de segunda-feira (4) e a terça-feira (5), após novos relatos de pneus furados e da presença de objetos metálicos espalhados pelo trajeto.
A administração municipal afirmou que mantém ações de manutenção nas ciclovias da capital e reforçou a necessidade de comunicação imediata em casos semelhantes para que novas equipes sejam deslocadas.
Até o momento, não há confirmação pública sobre a identificação do responsável por espalhar as tachinhas na via.
Casos de tachinhas em ciclovia já haviam sido denunciados

Os relatos sobre tachinhas espalhadas na Rodovia das Paneleiras não são recentes e já haviam sido registrados em abril, período em que ciclistas denunciaram pneus furados após trafegarem pela ciclovia entre Vitória e Serra.
Na época, usuários afirmaram que os pequenos objetos metálicos foram encontrados nos dois sentidos da via, aumentando a suspeita de que o material teria sido espalhado de forma proposital.
Um dos ciclistas prejudicados, Nelson Paulo, afirmou na época que a forma como os objetos estavam distribuídos levantava suspeita de ação intencional. “Se não fosse proposital, não estaria dos dois lados”, disse ele.
Por causa do receio de novos prejuízos, Nelson também relatou que precisou alterar o trajeto utilizado diariamente, alternativa que outros ciclistas passaram a considerar diante da sequência de ocorrências registradas nos últimos meses.
Mesmo com as ações de limpeza realizadas na ciclovia, a repetição dos episódios mantém o alerta entre usuários que dependem da bicicleta para trabalhar, estudar ou circular pela região diariamente.

Infelizmente a forma fácil de resolver isso seria colocar uma alça de ferro diante do pneu com imãs de qualidade tipo de HD de computador, assim as taxinhas ou parafusos e pregos serão recolhido pelo imã antes do contato do pneu.
Qualquer coisa me procura que elaboro a peça
só usar Pneu tubbles e selante líquido
Pior que isso são as os acidentes constantes causados por maus usuários dessas bicicletas que sempre em alta velocidades pelas ciclovias, calçadas, faróis. Se seguisse pelo menos a velocidade comum de bicicleta, mas batem até nas bicicletas comum por serem bem mais rápidas.