Registro feito em Aliança do Tocantins mostra ave com plumagem diferente, observada pelo professor e fotógrafo Clóvis Cruvinel ao lado de outras araras-canindé
Uma cena rara chamou atenção em Aliança do Tocantins, cidade localizada a 164 quilômetros de Palmas, durante uma observação feita no fim da tarde. O geógrafo, professor universitário e fotógrafo de natureza Clóvis Cruvinel registrou, por volta das 18h30, uma arara-canindé de cor raríssima pousada nos galhos secos de uma árvore. A ave estava ao lado de pelo menos 12 animais da mesma espécie e, ainda assim, se destacava imediatamente pela plumagem diferente.
Registro raro surpreende fotógrafo no Tocantins
A observação ocorreu quando Clóvis Cruvinel acompanhava um grupo de araras-canindé em Aliança do Tocantins. Ao parar para observar as aves, ele percebeu uma delas com plumagem lutina, mas só confirmou que era uma canindé depois de chegar mais perto. O fotógrafo aproveitou o momento e fez o registro antes da revoada do grupo, pois sabia que estava diante de uma imagem importante e rara. O detalhe mais relevante, nesse caso, é que a ave foi vista em habitat natural, entre outras da mesma espécie.
Lutinismo explica coloração incomum da arara-canindé
A aparência da arara poderia lembrar, em um primeiro momento, uma condição albina. A explicação, porém, está ligada ao lutinismo, fenômeno genético caracterizado pela ausência total de melanina na plumagem das aves. Essa condição também envolve a presença de pigmentos amarelos ou avermelhados, o que pode deixar a ave com coloração mais amarela e olhos vermelhos. A falta de síntese de melanina nas penas decorre da deposição de carotenoides, tornando essa mutação rara e visualmente marcante.
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Ave se destacava entre outras 12 araras-canindé
O contraste entre a ave rara e o restante do grupo reforçou a singularidade do registro. As demais araras apresentavam a coloração tradicional da espécie, enquanto a arara observada por Clóvis Cruvinel destoava do conjunto pela aparência incomum. A cena ganhou ainda mais força porque ocorreu no entardecer, com o grupo reunido nos galhos secos de uma árvore antes de levantar voo. O registro, portanto, reuniu espécie conhecida, alteração genética rara e observação direta na natureza.
Professor da UFT fez o primeiro registro desse tipo
Clóvis Cruvinel é professor da Universidade Federal do Tocantins e também atua como fotógrafo especializado em natureza. Mesmo habituado a registrar animais silvestres, ele afirmou que essa foi a primeira vez que encontrou uma arara-canindé de cor diferente. A experiência chamou atenção justamente pela raridade visual da ave e pelo contexto em que ela apareceu. O flagrante feito em Aliança do Tocantins passou, assim, a representar um registro incomum da fauna brasileira.
Mutação genética torna registro ainda mais relevante
O lutinismo é considerado uma alteração rara porque muda a aparência natural da ave sem alterar a identificação da espécie. A arara registrada segue sendo uma arara-canindé, mas apresenta uma característica genética incomum que a torna exótica diante das demais. Esse tipo de ocorrência desperta atenção por mostrar como variações naturais podem surgir dentro de grupos conhecidos. O registro também evidencia a importância da observação cuidadosa de animais em ambiente natural.
Um flagrante raro da fauna brasileira
A imagem feita por Clóvis Cruvinel ganhou destaque porque mostrou uma ave conhecida em uma condição visual pouco comum. O caso também chamou atenção por ter ocorrido em habitat natural, sem interferência humana direta no comportamento do grupo. A arara-canindé rara foi vista entre outras 12 aves da mesma espécie, o que tornou o contraste ainda mais evidente.
Quantas outras espécies com características genéticas incomuns ainda passam despercebidas na natureza?
